Paulo Cupertino usou disfarce e era chamado de Seu Manoel no MS Reprodução/ Polícia Civil O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) publicou nesta segunda-feira (27) a decisão da apelação do caso Paulo Cupertino e manteve integralmente a condenação imposta pelo Tribunal do Júri, a prisão do réu e a validade do julgamento. A única mudança foi um ajuste técnico na pena, que passou de 98 para 90 anos de prisão. Essa alteração aconteceu porque, na época do crime, a lei estabelecia um limite máximo de 30 anos de pena para cada homicídio. Isso não significa que o réu foi absolvido, que a condenação foi reduzida ou que sua responsabilidade pelos crimes mudou. A decisão confirma a decisão do Tribunal do Júri e rejeita os principais argumentos apresentados pela defesa de Cupertino. Ele foi condenado por assassinar Rafael Miguel e seus pais, Mirian e João Miguel, em 2019. O jovem era ator e mantinha um relacionamento com a filha de Cupertino, Isabela Tibcherani. No julgamento, Cupertino negou ter matado o artista e o casal Mirian e João Miguel. Disse que quem cometeu o crime foi outra pessoa não identificada. Mas, segundo Isabela e Vanessa Tibcherani, respectivamente filha e ex-esposa do réu, ele assassinou as vítimas por não concordar com o namoro da filha com o artista. Além disso, câmeras de segurança gravaram parte do crime, mostrando uma das vítimas caindo após ser baleada e Cupertino fugindo em seguida. Ele ficou quase três anos foragido até ser capturado e preso pela polícia em 2022. Recurso No recurso, a defesa de Paulo Cupertino pedia a anulação do processo por supostas invalidações, alegando violação ao princípio do promotor natural, quebra da cadeia de custódia e cerceamento de defesa. A defesa também solicitou a redução da pena, o afastamento de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a limitação da pena de cada homicídio ao máximo previsto em lei e a revisão da forma de aplicação do concurso de crimes. Os desembargadores rejeitaram todas as questões preliminares. No voto, a relatora afirmou que não houve violação ao princípio do promotor natural, destacou que a atuação do Ministério Público ocorreu mediante designação regularmente publicada e concluiu que não houve quebra da cadeia de custódia nem prejuízo à defesa. 'Eu não tenho que pedir perdão', diz Paulo Cupertino LEIA TAMBÉM: Cupertino tem transferência negada para Tremembé, onde estão presos acusados de crimes famosos Paulo Cupertino foi preso quase 3 anos após assassinato do ator Rafael Miguel Namorada do ator Rafael Miguel, Isabela Tibcherani comenta prisão do pai Ator Rafael Miguel e os pais dele são assassinados em São Paulo
TJ de SP mantém condenação de Paulo Cupertino e reduz pena de 98 para 90 anos por adequação técnica
Guia Modelo Escrito em 28/07/2026
Paulo Cupertino usou disfarce e era chamado de Seu Manoel no MS Reprodução/ Polícia Civil O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) publicou nesta segunda-feira (27) a decisão da apelação do caso Paulo Cupertino e manteve integralmente a condenação imposta pelo Tribunal do Júri, a prisão do réu e a validade do julgamento. A única mudança foi um ajuste técnico na pena, que passou de 98 para 90 anos de prisão. Essa alteração aconteceu porque, na época do crime, a lei estabelecia um limite máximo de 30 anos de pena para cada homicídio. Isso não significa que o réu foi absolvido, que a condenação foi reduzida ou que sua responsabilidade pelos crimes mudou. A decisão confirma a decisão do Tribunal do Júri e rejeita os principais argumentos apresentados pela defesa de Cupertino. Ele foi condenado por assassinar Rafael Miguel e seus pais, Mirian e João Miguel, em 2019. O jovem era ator e mantinha um relacionamento com a filha de Cupertino, Isabela Tibcherani. No julgamento, Cupertino negou ter matado o artista e o casal Mirian e João Miguel. Disse que quem cometeu o crime foi outra pessoa não identificada. Mas, segundo Isabela e Vanessa Tibcherani, respectivamente filha e ex-esposa do réu, ele assassinou as vítimas por não concordar com o namoro da filha com o artista. Além disso, câmeras de segurança gravaram parte do crime, mostrando uma das vítimas caindo após ser baleada e Cupertino fugindo em seguida. Ele ficou quase três anos foragido até ser capturado e preso pela polícia em 2022. Recurso No recurso, a defesa de Paulo Cupertino pedia a anulação do processo por supostas invalidações, alegando violação ao princípio do promotor natural, quebra da cadeia de custódia e cerceamento de defesa. A defesa também solicitou a redução da pena, o afastamento de circunstâncias judiciais desfavoráveis, a limitação da pena de cada homicídio ao máximo previsto em lei e a revisão da forma de aplicação do concurso de crimes. Os desembargadores rejeitaram todas as questões preliminares. No voto, a relatora afirmou que não houve violação ao princípio do promotor natural, destacou que a atuação do Ministério Público ocorreu mediante designação regularmente publicada e concluiu que não houve quebra da cadeia de custódia nem prejuízo à defesa. 'Eu não tenho que pedir perdão', diz Paulo Cupertino LEIA TAMBÉM: Cupertino tem transferência negada para Tremembé, onde estão presos acusados de crimes famosos Paulo Cupertino foi preso quase 3 anos após assassinato do ator Rafael Miguel Namorada do ator Rafael Miguel, Isabela Tibcherani comenta prisão do pai Ator Rafael Miguel e os pais dele são assassinados em São Paulo