O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (18) que as pessoas não precisam ter medo de defender suas posições desde que sejam respeitadas as regras do jogo democrático. "Ninguém precisa ter vergonha de ser progressista ou de ser de esquerda. Ninguém precisa ter medo, no mundo democrático, de ser o que é e falar o que precisa falar, desde que se respeite regras do jogo democrático estabelecidos pela própria sociedade.", pontuou. Lula ainda elogiou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez por, segundo ele, ter tido a coragem de não ter permitido que aviões de guerra dos Estados Unidos saíssem da Espanha para atacar o Irã. No mês passado, Sánchez foi pressionado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump a colaborar com a investida militar americana na região (leia mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O governo espanhol, contudo, se negou a autorizar o uso de bases militares americanas no país para atuar no conflito. Trump chegou a ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu. A declaração do petista foi feita durante a 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha. Lula durante evento na Espanha Reprodução Extremismo Em discurso inflamado, Lula fez críticas ao extremismo, mas também à ala progressista que, segundo ele, se "transformou no sistema". Lula destacou avanços feitos pelos progressistas, mas afirmou que esse segmento não conseguiu superar o pensamento econômico dominante. "O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda sim nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo", argumentou. Lula citou também que governos de esquerda têm sido eleitos com discurso de ódio e praticam austeridade — política econômica que prioriza cortes de gastos públicos e contenção de despesas para equilibrar as contas. "Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Não me surpreende agora que o outro lado se apresente como antissistema", prosseguiu. Lula afirmou ainda que os progressistas têm que ter como objetivo a coerência. - Esta reportagem está em atualização
'Ninguém precisa ter medo no mundo democrático de ser o que é', diz Lula em fórum na Espanha
Guia Modelo Escrito em 18/04/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (18) que as pessoas não precisam ter medo de defender suas posições desde que sejam respeitadas as regras do jogo democrático. "Ninguém precisa ter vergonha de ser progressista ou de ser de esquerda. Ninguém precisa ter medo, no mundo democrático, de ser o que é e falar o que precisa falar, desde que se respeite regras do jogo democrático estabelecidos pela própria sociedade.", pontuou. Lula ainda elogiou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez por, segundo ele, ter tido a coragem de não ter permitido que aviões de guerra dos Estados Unidos saíssem da Espanha para atacar o Irã. No mês passado, Sánchez foi pressionado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump a colaborar com a investida militar americana na região (leia mais abaixo). Veja os vídeos que estão em alta no g1 O governo espanhol, contudo, se negou a autorizar o uso de bases militares americanas no país para atuar no conflito. Trump chegou a ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu. A declaração do petista foi feita durante a 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha. Lula durante evento na Espanha Reprodução Extremismo Em discurso inflamado, Lula fez críticas ao extremismo, mas também à ala progressista que, segundo ele, se "transformou no sistema". Lula destacou avanços feitos pelos progressistas, mas afirmou que esse segmento não conseguiu superar o pensamento econômico dominante. "O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda sim nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo", argumentou. Lula citou também que governos de esquerda têm sido eleitos com discurso de ódio e praticam austeridade — política econômica que prioriza cortes de gastos públicos e contenção de despesas para equilibrar as contas. "Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Não me surpreende agora que o outro lado se apresente como antissistema", prosseguiu. Lula afirmou ainda que os progressistas têm que ter como objetivo a coerência. - Esta reportagem está em atualização