De rivais chineses à queda nos lucros: por que a Volkswagen cortará 50 mil empregos

Guia Modelo Escrito em 14/03/2026


Fábrica da Volkswagen em Wolfsburg, produção do Golf divulgação/Volkswagen A Volkswagen, maior fabricante de automóveis da Europa, anunciou que cortará 50 mil empregos na Alemanha até 2030 para recuperar a competitividade, após perder quase metade de seus lucros em 2025 devido à concorrência da China e às tarifas americanas. O lucro líquido da empresa caiu cerca de 44% em 2025. Em seus resultados anuais, a companhia informou que os lucros caíram de 12,4 bilhões de euros (R$ 74,4 bilhões) para 6,9 bilhões de euros em relação ao ano anterior. As vendas caíram 0,8%, para pouco menos de 322 bilhões de euros. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Além dos desafios impostos pelo regime tarifário do governo Trump, a Volkswagen vem enfrentando uma demanda fraca na Europa, com uma adoção de carros elétricos mais lenta do que o esperado, juntamente com a forte concorrência de rivais chineses. Com os lucros caindo para o nível mais baixo em 10 anos, o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, afirmou que o Grupo VW cortará "cerca de 50 mil empregos até 2030" na Alemanha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Meta é reduzir custos O diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, disse que novas medidas de redução de custos podem ser adotadas para tornar a empresa mais competitiva. "Só conseguiremos isso se continuarmos a reduzir os custos rigorosamente", afirmou. "É nisso que nos concentraremos nos próximos meses." Em 2024, a empresa chegou a um acordo com os sindicatos para evitar demissões involuntárias e o fechamento de fábricas em suas unidades de produção na Alemanha até 2030. Serão cortados 35 mil postos de trabalho apenas na principal marca da Volkswagen. Outros cortes estão planejados em outras marcas do grupo: na Audi e na Porsche. A Audi pretende eliminar até 7.500 postos de trabalho até 2029, enquanto os planos atuais da Porsche preveem a perda de 3.900 empregos, incluindo trabalhadores temporários. As reduções serão feitas principalmente por meio de aposentadoria antecipada e planos de demissão voluntária. Demissões compulsórias foram descartadas. g1 Carros entrevista Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil