Estuda da Ueap acontece na Reserva Biológica do Parazinho há dois anos Uma pesquisa da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) estudou a Reserva Biológica do Parazinho, no Arquipélago do Bailique, em Macapá, como área de reprodução e possível berçário de diferentes espécies de peixes. O trabalho acompanhou ovos e larvas de peixes suspensos na água e transportados pelas correntes, organismos conhecidos na biologia como ictioplâncton. O monitoramento mostrou mudanças na composição das espécies ao longo dos anos, de acordo com as condições da água na região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp O coordenador da pesquisa, Ruineris Cajado, explicou a influência dos períodos de chuva e estiagem sobre as espécies encontradas no Parazinho. “Em épocas de períodos chuvosos, quando o Rio Amazonas está com fluxo maior, a gente percebe a presença de espécies de água doce, como o pacu, o aracu e jaraqui. Em períodos de estiagem, quando o Rio Amazonas diminui o seu fluxo e o oceano adentra mais a região, a composição muda pra espécies que tem uma tolerância maior às variações ambientais de salinidade, como as pescadas, os filhotes e as piraíbas”. A equipe acompanhou os primeiros estágios de vida dos peixes. A presença do ictioplâncton também confirmou a reprodução na área. Durante dois anos, os pesquisadores identificaram cerca de 7 mil larvas. No laboratório, a equipe separou ovos e larvas dos restos de vegetação antes da identificação. Cerca de 50% das espécies registradas tinham importância para a pesca comercial ou de subsistência no Bailique e no Amapá. LEIA MAIS: Único campo de lazer de bairro da Zona Norte de Macapá virou 'lixão' e matagal, relatam moradores Praga da vassoura-de-bruxa atinge 15 dos 16 municípios do Amapá, segundo Diagro Reserva Biológica Parazinho é localizada na Foz Rio Amazonas, no Bailique, distrito de Macapá Larissa França/Divulgação Importância para a pesca Os dados do estudo ajudaram a identificar períodos e locais de reprodução dos peixes. Para a estudante e pesquisadora Larissa Cunha, essas informações podem contribuir para políticas públicas de proteção das espéci “É importante para a gente conhecer esses estágios iniciais e poder saber em que período essas espécies estão desovando, que vai servir de subsídio pra políticas públicas, como, por exemplo, o período de defeso, que impacta diretamente a vida dos pescadores artesanais”. 🔎 Período de defeso é uma medida que proíbe a pesca e a captura de determinadas espécies em épocas específicas. O objetivo é proteger os peixes durante a reprodução e preservar as espécies. Entre as espécies identificadas estavam a pescada-branca e o filhote, importantes para o consumo de pescado no Amapá. Os pesquisadores também avaliaram como as condições ambientais podem afetar os estoques pesqueiros da região. “Precisamos saber se as variáveis ambientais estão impactando negativamente os estoques pesqueiros, porque, se eles forem impactados, não tem como a gente continuar a manter a economia da região, principalmente a economia pesqueira”, disse Larissa. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá Peixe Pacu, um dos mais consumidos e pescados na bacia amazônica Ricardo Custódio/TG VÍDEOS com as notícias do Amapá:
Estudo aponta reserva biológica no Bailique como berçário de diferentes espécies de peixes
Guia Modelo Escrito em 30/08/2026
Estuda da Ueap acontece na Reserva Biológica do Parazinho há dois anos Uma pesquisa da Universidade do Estado do Amapá (Ueap) estudou a Reserva Biológica do Parazinho, no Arquipélago do Bailique, em Macapá, como área de reprodução e possível berçário de diferentes espécies de peixes. O trabalho acompanhou ovos e larvas de peixes suspensos na água e transportados pelas correntes, organismos conhecidos na biologia como ictioplâncton. O monitoramento mostrou mudanças na composição das espécies ao longo dos anos, de acordo com as condições da água na região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp O coordenador da pesquisa, Ruineris Cajado, explicou a influência dos períodos de chuva e estiagem sobre as espécies encontradas no Parazinho. “Em épocas de períodos chuvosos, quando o Rio Amazonas está com fluxo maior, a gente percebe a presença de espécies de água doce, como o pacu, o aracu e jaraqui. Em períodos de estiagem, quando o Rio Amazonas diminui o seu fluxo e o oceano adentra mais a região, a composição muda pra espécies que tem uma tolerância maior às variações ambientais de salinidade, como as pescadas, os filhotes e as piraíbas”. A equipe acompanhou os primeiros estágios de vida dos peixes. A presença do ictioplâncton também confirmou a reprodução na área. Durante dois anos, os pesquisadores identificaram cerca de 7 mil larvas. No laboratório, a equipe separou ovos e larvas dos restos de vegetação antes da identificação. Cerca de 50% das espécies registradas tinham importância para a pesca comercial ou de subsistência no Bailique e no Amapá. LEIA MAIS: Único campo de lazer de bairro da Zona Norte de Macapá virou 'lixão' e matagal, relatam moradores Praga da vassoura-de-bruxa atinge 15 dos 16 municípios do Amapá, segundo Diagro Reserva Biológica Parazinho é localizada na Foz Rio Amazonas, no Bailique, distrito de Macapá Larissa França/Divulgação Importância para a pesca Os dados do estudo ajudaram a identificar períodos e locais de reprodução dos peixes. Para a estudante e pesquisadora Larissa Cunha, essas informações podem contribuir para políticas públicas de proteção das espéci “É importante para a gente conhecer esses estágios iniciais e poder saber em que período essas espécies estão desovando, que vai servir de subsídio pra políticas públicas, como, por exemplo, o período de defeso, que impacta diretamente a vida dos pescadores artesanais”. 🔎 Período de defeso é uma medida que proíbe a pesca e a captura de determinadas espécies em épocas específicas. O objetivo é proteger os peixes durante a reprodução e preservar as espécies. Entre as espécies identificadas estavam a pescada-branca e o filhote, importantes para o consumo de pescado no Amapá. Os pesquisadores também avaliaram como as condições ambientais podem afetar os estoques pesqueiros da região. “Precisamos saber se as variáveis ambientais estão impactando negativamente os estoques pesqueiros, porque, se eles forem impactados, não tem como a gente continuar a manter a economia da região, principalmente a economia pesqueira”, disse Larissa. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá Peixe Pacu, um dos mais consumidos e pescados na bacia amazônica Ricardo Custódio/TG VÍDEOS com as notícias do Amapá: