Polícia Federal faz operação contra milícia digital em Macapá A Polícia Federal no Amapá apura se um contrato de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá foi usado para financiar ataques virtuais contra adversários políticos e promover a imagem do prefeito afastado, Dr. Furlan (PSD). O esquema teria funcionado durante quatro anos e é alvo da Operação Palanque Digital. Na manhã desta terça-feira (26), agentes cumpriram 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém (PA) e Canela (RS). A suspeita é de que mais de R$ 25 milhões tenham sido desviados dos cofres públicos para alimentar a rede de blogs e perfis que espalhavam fake news e promoviam o prefeito. Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá, é alvo de operação por suspeita de usar milícia digital para atacar opositores Durante o cumprimento dos mandados, a PF informou que foram apreendidos cerca de R$ 72 mil em espécie, além de quatro armas de fogo e sete veículos. No decorrer das diligências, houve duas prisões em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo — uma em Macapá (AP) e outra em Canela (RS). Os investigados prestaram depoimento e, após o pagamento de fiança, responderão ao processo em liberdade. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Como funcionava o esquema Entre os alvos estão políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários de governo, uma agência de publicidade e seus sócios. O delegado Bruno Belo, responsável pela operação, explicou como funcionava o esquema. “A investigação apontava uma empreitada criminosa que ocorria através de um contrato firmado com a Prefeitura de Macapá. O objetivo era a realização de publicidade institucional da Prefeitura, com tudo que se observou foi um desvio de finalidade nesse contrato”, disse Belo. LEIA MAIS: Quem é Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá suspeito de usar milícia digital para atacar opositores Sócio de agência da Serra Gaúcha é preso por posse ilegal de arma durante operação contra milícia digital no Amapá 'Verdade dos fatos prevalecerá’, diz ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan, após ser alvo de operação da PF que investiga milícia digital Segundo o delegado, uma empresa intermediadora recebia os recursos e repassava a blogs e jornalistas “Esses blogueiros e jornalistas realizavam campanhas difamatórias quanto a opositores políticos do ex-prefeito de Macapá e uma promoção pessoal desarrazoada”, explicou. O delegado detalhou que os investigados criavam “novelinhas” nas redes sociais para engajar seguidores. “Inclusive a gente verificou também o uso abusivo da inteligência artificial, cujo potencial é enorme de influenciar o eleitorado, mudar a opinião do eleitor e macular o processo democrático eleitoral. A liberdade de expressão é um direito constitucionalmente previsto, e, todavia, não pode ser utilizado de forma ao cometimento de crimes”, afirmou Belo. Entre as práticas estavam: Disparo de fake news. Manipulação de postagens. Produção de sátiras negativas e homofóbicas contra adversários. A investigação apurou que esse esquema está acontecendo desde a eleição de 2020 e se aperfeiçoa com novas técnicas de promoção utilizando as redes sociais. “A partir de agora, a Polícia Federal irá realizar as análises dos conteúdos apreendidos para a identificação de novos integrantes da empreitada criminosa, bem como novos delitos. A Polícia Federal não atua em nenhum lado político, é uma polícia de Estado, uma polícia que trabalha com a impessoalidade”, explicou. Delegado da Polícia Federal no Amapá, Bruno Belo. Isadora Pereira/g1 Polícia Federal no Amapá. Isadora Pereira/g1 Dr Furlan (PSD) se pronunciou nas redes sociais sobre a operação Palanque Digital. Rafael Aleixo/Arquivo g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:
Saiba como funcionava o suposto esquema de desvio de verba pública da milícia digital no Amapá
Guia Modelo Escrito em 26/05/2026
Polícia Federal faz operação contra milícia digital em Macapá A Polícia Federal no Amapá apura se um contrato de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá foi usado para financiar ataques virtuais contra adversários políticos e promover a imagem do prefeito afastado, Dr. Furlan (PSD). O esquema teria funcionado durante quatro anos e é alvo da Operação Palanque Digital. Na manhã desta terça-feira (26), agentes cumpriram 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém (PA) e Canela (RS). A suspeita é de que mais de R$ 25 milhões tenham sido desviados dos cofres públicos para alimentar a rede de blogs e perfis que espalhavam fake news e promoviam o prefeito. Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá, é alvo de operação por suspeita de usar milícia digital para atacar opositores Durante o cumprimento dos mandados, a PF informou que foram apreendidos cerca de R$ 72 mil em espécie, além de quatro armas de fogo e sete veículos. No decorrer das diligências, houve duas prisões em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo — uma em Macapá (AP) e outra em Canela (RS). Os investigados prestaram depoimento e, após o pagamento de fiança, responderão ao processo em liberdade. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Como funcionava o esquema Entre os alvos estão políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários de governo, uma agência de publicidade e seus sócios. O delegado Bruno Belo, responsável pela operação, explicou como funcionava o esquema. “A investigação apontava uma empreitada criminosa que ocorria através de um contrato firmado com a Prefeitura de Macapá. O objetivo era a realização de publicidade institucional da Prefeitura, com tudo que se observou foi um desvio de finalidade nesse contrato”, disse Belo. LEIA MAIS: Quem é Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá suspeito de usar milícia digital para atacar opositores Sócio de agência da Serra Gaúcha é preso por posse ilegal de arma durante operação contra milícia digital no Amapá 'Verdade dos fatos prevalecerá’, diz ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan, após ser alvo de operação da PF que investiga milícia digital Segundo o delegado, uma empresa intermediadora recebia os recursos e repassava a blogs e jornalistas “Esses blogueiros e jornalistas realizavam campanhas difamatórias quanto a opositores políticos do ex-prefeito de Macapá e uma promoção pessoal desarrazoada”, explicou. O delegado detalhou que os investigados criavam “novelinhas” nas redes sociais para engajar seguidores. “Inclusive a gente verificou também o uso abusivo da inteligência artificial, cujo potencial é enorme de influenciar o eleitorado, mudar a opinião do eleitor e macular o processo democrático eleitoral. A liberdade de expressão é um direito constitucionalmente previsto, e, todavia, não pode ser utilizado de forma ao cometimento de crimes”, afirmou Belo. Entre as práticas estavam: Disparo de fake news. Manipulação de postagens. Produção de sátiras negativas e homofóbicas contra adversários. A investigação apurou que esse esquema está acontecendo desde a eleição de 2020 e se aperfeiçoa com novas técnicas de promoção utilizando as redes sociais. “A partir de agora, a Polícia Federal irá realizar as análises dos conteúdos apreendidos para a identificação de novos integrantes da empreitada criminosa, bem como novos delitos. A Polícia Federal não atua em nenhum lado político, é uma polícia de Estado, uma polícia que trabalha com a impessoalidade”, explicou. Delegado da Polícia Federal no Amapá, Bruno Belo. Isadora Pereira/g1 Polícia Federal no Amapá. Isadora Pereira/g1 Dr Furlan (PSD) se pronunciou nas redes sociais sobre a operação Palanque Digital. Rafael Aleixo/Arquivo g1 Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: