TJPI empossa duas novas desembargadoras e Tribunal passa a ter número recorde de mulheres na Corte

Guia Modelo Escrito em 20/07/2026


TJPI empossou as juízas Maria Célia Lima Lúcio e Maria Luíza de Moura Mello e Freitas como desembargadoras Eduardo Amorim/Rede Clube O Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJPI) empossou nesta segunda-feira (20) as juízas Maria Célia Lima Lúcio e Maria Luíza de Moura Mello e Freitas como desembargadoras. Com a chegada das magistradas, a Corte atingiu um marco histórico e passou a ter quatro mulheres no cargo pela primeira vez. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Até então, o maior número de desembargadoras atuando simultaneamente no tribunal era dois. A solenidade foi conduzida pelo presidente do TJPI, desembargador Aderson Nogueira, no Plenário do Palácio da Justiça, em Teresina, e reuniu magistrados e autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Segundo o TJ, Maria Célia Lima Lúcio foi promovida pelo critério de merecimento. Já Maria Luíza de Moura Mello e Freitas chegou ao Tribunal pelo critério de antiguidade. Agora no g1 Avanço da participação feminina Para Maria Luíza de Moura Mello e Freitas, a ampliação da presença feminina no segundo grau da Justiça representa um avanço para a participação das mulheres no Judiciário. "Para mim não é um privilégio, é uma responsabilidade maior, perante a sociedade, as instituições e o meu compromisso com a justiça", disse. A magistrada também destacou o papel do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no aumento da participação feminina nos tribunais. "O CNJ já avançou quando editou aquela resolução 525 de 2023, apoiando e dando voz e vez às mulheres para a composição dos tribunais", afirmou. ⚖️ A Resolução nº 525/2023 do Conselho Nacional de Justiça estabelece a alternância de gênero nas promoções por merecimento até que as mulheres representem, no mínimo, 40% da composição dos tribunais. Presidente destaca trajetória das magistradas O desembargador Aderson Nogueira, afirmou que a promoção de uma das magistradas atende à resolução do CNJ, mas também reconhece a trajetória profissional das duas juízas. “É bom que se diga que ainda que uma das colegas esteja aqui, no segundo tribunal, primeiro eu cumpri essa determinação do CNJ, trazendo pra cá magistradas, ocupando essa vaga por ser mulher, mas as duas colegas não estão aqui simplesmente por serem mulheres”, disse. “Estão aqui por estar na magistratura há quase quatro décadas, têm um trabalho prestado na magistratura e ao estado do Piauí, são magistradas que conhecem o estado como poucos conhecem”, completou. Segundo o presidente, as duas ingressaram na magistratura em 1987 e construíram a carreira em diferentes comarcas do Piauí. “Quando assumiram a magistratura, moraram, foram designados e residiram nas comarcas, conhecendo os seus jurisdicionados”, afirmou. Aderson Nogueira também destacou a atuação das magistradas em áreas consideradas estratégicas do Judiciário. “Atualmente, há quase uma década estão na capital, uma exercendo uma atividade, uma vaga extremamente delicada, que é de violência, que é de menor, a outra teve aqui no tribunal até recentemente, como diretora do tribunal, exerceu também por mais de uma década a função de juízo da Fazenda Pública”, disse. "Todas várias unidades com acervo extremamente significativo, dando conta, atendendo as partes com muita humanidade, são juízas zelosas, competentes e que enriquecerá sem dúvida nenhuma, continuarão sem dúvida nenhuma enriquecendo a magistratura e agora o Tribunal de Justiça nessa função de revisar decisões”, completou. O que as novas desembargadoras pretendem fazer Maria Luíza de Moura Mello e Freitas afirmou que pretende manter uma atuação próxima da população, marca de sua trajetória como juíza da infância. "Eu como juíza da infância durante mais de 20 anos aqui na capital, eu não fui juíza de gabinete, eu fui juíza de trabalhar próximo das pessoas e da sociedade civil", disse. "Sempre participei de reuniões, de eventos, de seminários, de congressos, para que eu me inteirasse do que estava acontecendo, não só no processo, mas muito próximo das pessoas, da sociedade, de quem está vivenciando o problema", completou. Maria Célia Lima Lúcio afirmou que pretende contribuir para dar mais celeridade à análise dos processos no segundo grau. "O segundo grau pode avançar no sentido de priorizar exatamente o atendimento das demandas com o seu grupo de trabalho, o fazendo de maneira a impulsionar, a agilizar e a determinar que tudo seja feito da maneira possível e que implemente cada vez mais celeridade nos feitos judiciais conforme o jurisdicionado espera e a sociedade piauiense deseja e merece", explicou. "Eu me sinto muito feliz e grata pelo acolhimento do tribunal pleno em me conferir e me dar essa oportunidade de continuar distribuindo justiça agora no segundo grau de jurisdição", completou. Esta reportagem está em atualização. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube