Os três donos da academia C4 Gym, em São Paulo, saindo da delegacia com advogado após depoimento sobre morte de aluna Jornal Nacional/ Reprodução A Justiça de São Paulo negou, nesta sexta-feira (13), o pedido de prisão temporária dos donos da academia C4 Gym, na Zona Leste da capital, onde uma aluna morreu após aula de natação no último fim de semana. A polícia indiciou os três sócios por homicídio com dolo eventual - quando se assume o risco de causar uma morte. O pedido de prisão dos três sócios pela Polícia Civil tinha recebido manifestação favorável do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), mas a Justiça optou pela imposição de medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo, a proibição de manter contato com testemunhas e a restrição de acesso às imediações da academia. A decisão proferida pela juíza Paula Marie Konno, da 2ª Vara do Júri, justifica na fundamentação jurídica que a prisão cautelar deve ser a "exceção da exceção", sendo aplicada apenas quando outras medidas não forem suficientes. A prisão preventiva será determinada somente em caso de descumprimento das condições impostas. A juíza considerou que o risco à integridade das provas está mitigado, uma vez que a academia já se encontra lacrada. Além disso, a perícia na água da piscina foi realizada, produtos químicos foram apreendidos e a perícia no local já foi devidamente requisitada. Ainda segundo a decisão, não houve registros concretos nos autos de que os sócios estivessem, de fato, intimidando ou constrangendo testemunhas do caso. MP é favorável à prisão dos donos da academia em que aluna morreu depois de natação Em nota à imprensa, os advogados Rafael Serra Oliveira e Caio Rimkus, que representam os sócios da C4 Gym, disseram que eles "cumprirão fielmente todas as cautelares alternativas impostas pela Justiça". "Reiteramos que eles permanecem inteiramente à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos, em qualquer momento, confiando que a investigação prosseguirá de forma técnica, isenta e em estrita observância às garantias constitucionais", diz o comunicado. Polícia pediu prisão após interrogatórios A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão temporária de Cézar Terração e dos irmãos Cesar e Celso Bertolo Cruz após ouvi-los separadamente. No pedido de prisão, a polícia argumentou que os sócios dificultaram a investigação porque não deram acesso aos produtos químicos usados na piscina, nem mesmo uma relação de alunos que frequentavam as aulas de natação. Eles também não procuraram a polícia - e a delegacia fica do outro lado da rua. “O motivo da prisão temporária é garantir o sucesso da investigação, que nesse caso é muito importante para que o inquérito esteja perfeito e que os fatos estejam esclarecidos”, declarou o delegado Rodrigo Rezende. LEIA TAMBÉM: Veja prints de troca de mensagens entre dono de academia onde aluna morreu e funcionário que manipulou químicos O delegado do caso também afirma que ficou comprovado, após o depoimento dos três empresários e do manobrista Severino, que houve tentativa de ocultar informações para encobrir a responsabilidade pelo tratamento da piscina, que era de realizada pelo manobrista Severino José da Silva a partir de ordens via WhatsApp - ele não foi indiciado. Suspeita de intoxicação por cloro O delegado responsável por investigar as causas e responsabilidades pela morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, afirmou que a academia usava, em apenas um dia, a quantidade de cloro que deveria ser aplicada ao longo de uma semana em piscinas do mesmo porte. A suspeita da Polícia Civil é a de que ela e outras seis pessoas que passaram mal foram intoxicadas por cloro. O laudo pericial que poderá apontar isso ainda não ficou pronto. A academia foi interditada pela prefeitura. Imagens mostram funcionário com produtos químicos em piscina que mulher morreu em SP "A carga de cloro que eles usavam em um dia é usada em uma semana numa piscina desse tipo", disse o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial (DP), Parque São Lucas, na quinta-feira (12). Ele não informou a quantidade. A polícia apura se a manipulação inadequada do produto químico, realizada por um manobrista sem qualificação técnica, gerou a liberação de gases tóxicos. Câmeras de monitoramento da academia registraram fumaça branca saindo de um balde com a mistura usada na piscina instantes antes da aula. Outras imagens mostram as vítimas pedindo ajuda.
Justiça de SP nega pedido de prisão dos donos de academia onde aluna morreu
Guia Modelo Escrito em 13/02/2026
Os três donos da academia C4 Gym, em São Paulo, saindo da delegacia com advogado após depoimento sobre morte de aluna Jornal Nacional/ Reprodução A Justiça de São Paulo negou, nesta sexta-feira (13), o pedido de prisão temporária dos donos da academia C4 Gym, na Zona Leste da capital, onde uma aluna morreu após aula de natação no último fim de semana. A polícia indiciou os três sócios por homicídio com dolo eventual - quando se assume o risco de causar uma morte. O pedido de prisão dos três sócios pela Polícia Civil tinha recebido manifestação favorável do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), mas a Justiça optou pela imposição de medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo, a proibição de manter contato com testemunhas e a restrição de acesso às imediações da academia. A decisão proferida pela juíza Paula Marie Konno, da 2ª Vara do Júri, justifica na fundamentação jurídica que a prisão cautelar deve ser a "exceção da exceção", sendo aplicada apenas quando outras medidas não forem suficientes. A prisão preventiva será determinada somente em caso de descumprimento das condições impostas. A juíza considerou que o risco à integridade das provas está mitigado, uma vez que a academia já se encontra lacrada. Além disso, a perícia na água da piscina foi realizada, produtos químicos foram apreendidos e a perícia no local já foi devidamente requisitada. Ainda segundo a decisão, não houve registros concretos nos autos de que os sócios estivessem, de fato, intimidando ou constrangendo testemunhas do caso. MP é favorável à prisão dos donos da academia em que aluna morreu depois de natação Em nota à imprensa, os advogados Rafael Serra Oliveira e Caio Rimkus, que representam os sócios da C4 Gym, disseram que eles "cumprirão fielmente todas as cautelares alternativas impostas pela Justiça". "Reiteramos que eles permanecem inteiramente à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos, em qualquer momento, confiando que a investigação prosseguirá de forma técnica, isenta e em estrita observância às garantias constitucionais", diz o comunicado. Polícia pediu prisão após interrogatórios A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão temporária de Cézar Terração e dos irmãos Cesar e Celso Bertolo Cruz após ouvi-los separadamente. No pedido de prisão, a polícia argumentou que os sócios dificultaram a investigação porque não deram acesso aos produtos químicos usados na piscina, nem mesmo uma relação de alunos que frequentavam as aulas de natação. Eles também não procuraram a polícia - e a delegacia fica do outro lado da rua. “O motivo da prisão temporária é garantir o sucesso da investigação, que nesse caso é muito importante para que o inquérito esteja perfeito e que os fatos estejam esclarecidos”, declarou o delegado Rodrigo Rezende. LEIA TAMBÉM: Veja prints de troca de mensagens entre dono de academia onde aluna morreu e funcionário que manipulou químicos O delegado do caso também afirma que ficou comprovado, após o depoimento dos três empresários e do manobrista Severino, que houve tentativa de ocultar informações para encobrir a responsabilidade pelo tratamento da piscina, que era de realizada pelo manobrista Severino José da Silva a partir de ordens via WhatsApp - ele não foi indiciado. Suspeita de intoxicação por cloro O delegado responsável por investigar as causas e responsabilidades pela morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, afirmou que a academia usava, em apenas um dia, a quantidade de cloro que deveria ser aplicada ao longo de uma semana em piscinas do mesmo porte. A suspeita da Polícia Civil é a de que ela e outras seis pessoas que passaram mal foram intoxicadas por cloro. O laudo pericial que poderá apontar isso ainda não ficou pronto. A academia foi interditada pela prefeitura. Imagens mostram funcionário com produtos químicos em piscina que mulher morreu em SP "A carga de cloro que eles usavam em um dia é usada em uma semana numa piscina desse tipo", disse o delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial (DP), Parque São Lucas, na quinta-feira (12). Ele não informou a quantidade. A polícia apura se a manipulação inadequada do produto químico, realizada por um manobrista sem qualificação técnica, gerou a liberação de gases tóxicos. Câmeras de monitoramento da academia registraram fumaça branca saindo de um balde com a mistura usada na piscina instantes antes da aula. Outras imagens mostram as vítimas pedindo ajuda.