Enamed: alunos de seis dos sete cursos de medicina em Ribeirão Preto (SP), Franca (SP) e Barretos (SP) conseguiram um percentual de proficiência bem acima da média Adobe Stock O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) mostrou que alunos de seis dos sete cursos de medicina em Ribeirão Preto (SP), Franca (SP) e Barretos (SP) conseguiram um percentual de proficiência bem acima da média e cerca de 89% estão aptos a exercer a profissão. Estudantes dos três cursos que conquistaram conceito 5 no exame, por exemplo, tiveram notas entre 91% e 97,9%. Alunos dos três cursos que conquistaram conceito 4 tiveram desempenho entre 85,7% e 89,6%. Apenas um curso, em Ribeirão Preto, teve desempenho insatisfatório no Enamed e recebeu conceito 2, sendo que 45,5% dos alunos foram considerados proficientes, ou seja, com alto nível de competência (veja mais abaixo). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Os 95 alunos do 6º ano da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) tiveram as melhores notas da região e conquistaram proficiência de 97,9%. O curso está entre os cinco melhores do país, de acordo com o Enamed. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao g1, a FMRP informou, por meio do presidente da Comissão de Graduação, Valdes Roberto Bollela, que a própria faculdade conta com múltiplas oportunidades de avaliação curriculares que se somam e complementam o Enamed do Ministério da Educação (MEC). "Importante lembrar que o Enamed é uma prova teórica (de múltipla escolha), e mesmo sendo muito bem feita, não avalia todas as dimensões necessárias para certificar a competência do estudante para exercer a medicina. Para isso seria necessário também avaliar as habilidades e atitudes dos estudantes (e futuros médicos). O exame do MEC (Enamed) não faz isso, mas a FMRP-USP sim. Todos os 95 alunos foram avaliados em exames práticos que utilizam simulação de uma consulta médica (os famosos exames clínicos objetivos e estruturados - sigla OSCE - do inglês Objective Structured Clinical Exam). A FMRP-USP aplica este tipo de exame aos seus alunos desde 1995". LEIA TAMBÉM Cursos de Medicina em Ribeirão Preto, Franca e Barretos têm boa avaliação no Enamed Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed Veja lista e notas dos 351 cursos de Medicina avaliados no Enamed Faculdades de medicina com nota ruim; veja nomes das entidades com conceito 1 e 2 Ainda segundo a nota, a turma formada em 2025 tem sido submetida a exames de habilidades clínicas desde o 3º ano. "Em cada prova, os estudantes realizavam atendimentos ou procedimentos em paciente simulados (uma pessoa treinada para fazer o papel de uma pessoa doente e ser avaliada pelo estudante), sempre sendo observado por um professor. Ao final de cada consulta, os alunos recebiam uma devolutiva do que fizeram bem e como poderiam melhorar. Assim garantimos que eles demonstrem habilidades clínicas adequadas". Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto Valdinei Malaguti/EPTV Estudantes concluintes do curso de medicina do UniFACEF, em Franca, tiveram proficiência de 95,5%. Em nota encaminhada ao g1, a faculdade informou que o resultado expressivo confirma a seriedade do projeto pedagógico e o comprometimento de estudantes, professores e corpo diretivo com uma formação médica sólida, ética e alinhada às necessidades da sociedade. "O índice alcançado pelo Uni-FACEF se mostra expressivamente superior às médias estadual e nacional. Enquanto a média de proficiência dos cursos paulistas foi de 68,2%, e a média nacional ficou em 69,7%, o resultado do UniFACEF supera essas referências em mais de 25 pontos percentuais, evidenciando a consistência da formação oferecida". Os cursos de medicina da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), da Universidade de Franca (Unifran) e do Centro Universitário Barão de Mauá (CBM), que conquistaram conceito 4 no Enamed, tiveram nível de proficiência entre 85,7% e 89,6%, também considerado satisfatório pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em nota encaminhada à reportagem, a Reitoria do Centro Universitário Barão de Mauá (que conquistou 89,6% em nível de competência) disse que está muito satisfeita com o resultado dos estudantes do curso de medicina. "Além de alcançarem o melhor resultado da região de Ribeirão entre as IES privadas, todos estão aptos a fazer residência médica pelo resultado do ENARE. A segurança na formação dos nossos médicos é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, que acreditou a Barão de Mauá com o SAEME por sua reconhecida qualidade de formação. O resultado do ENAMED vem ratificar os conceitos máximos já obtidos pelo curso junto ao Ministério da Educação, bem como a acreditação pelo Conselho Federal de Medicina. Este resultado é fruto de todo o trabalho despendido pela Instituição, desde a atualização do projeto pedagógico, a capacitação permanente do corpo docente até a ampliação e melhoria dos cenários de prática profissional". O g1 também entrou em contato com a Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata (Facisb), onde os alunos tiveram 91% de proficiência, com a Unifran (onde a proficiência foi de 88,6%) e com a Unaerp (com 85,7% de proficiência entre os estudantes), e aguarda um posicionamento. Cerca de 90% dos estudantes de medicina na região de Ribeirão Preto estão aptos a exercer profissão Reprodução/Pixabay Alunos do Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto tiveram proficiência de 45,5%. O curso obteve conceito 2 no Enamed, considerado insatisfatório pelo Inep. Em nota encaminhada ao g1, a instituição informou que identificou necessidades de ajustes técnicos no indicador, mas também de aprimoramento do processo de preparação para a prova, especialmente no sentido de engajar mais os alunos com o exame. "Em Ribeirão, cerca de dois terços dos pouco mais de 100 alunos que participaram do exame ainda estão no 11º período, não tendo concluído o internato, que é uma etapa fundamental do curso de Medicina para a formação integral. Talvez mais importante, são alunos que ainda não estão focados nos exames externos, e sabemos que isso influencia o resultado final de maneira significativa. Quanto aos resultados em si, podemos afirmar, com tranquilidade e segurança, que eles não refletem de forma precisa ou completa a qualidade da formação que nossos alunos recebem. A instituição possui conceito 4 no ciclo regular de avaliação pelo MEC, um padrão elevado de qualidade". O Centro Universitário Estácio também disse que, diante destes fatores, segue aberto a analisar o que pode fazer para melhorar engajamento e resultados, e continua à disposição do órgão regulador para contribuir para o aperfeiçoamento do Enamed, ferramenta importante para o setor. Pontuação baixa preocupa No país, 30% dos cursos avaliados estão na faixa considerada insatisfatória pelo Inep, com pontuação entre 1 e 2. Para o advogado Raul Canal, presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), estes números preocupam e não podem ser tratados como algo residual. "Estamos diante de um sinal claro de desequilíbrio na formação médica no país. A Anadem acompanha esse processo há anos e entende que o Enamed apenas trouxe dados objetivos para um problema que já era percebido na prática. Não se trata de apontar culpados isolados, mas de reconhecer que a expansão acelerada do ensino médico, sem critérios rigorosos e uniformes de qualidade, produziu distorções relevantes". Segundo Canal, o resultado que coloca mais de 100 cursos de medicina do país em nível insatisfatório reforça a necessidade de monitoramento permanente, revisão de autorizações e responsabilidade institucional das escolas médicas com a formação que oferecem. "Esse é um dos pontos mais sensíveis revelados pelo exame. Quando uma avaliação nacional demonstra fragilidade em competências clínicas elementares, o debate deixa de ser apenas acadêmico e passa a envolver diretamente segurança do paciente e responsabilidade profissional. O Enamed cumpriu um papel fundamental ao expor esse cenário de forma objetiva. Agora, o desafio é transformar esses dados em ações concretas e estruturantes para a melhoria da formação médica no Brasil". Ainda segundo o presidente da Anadem, uma das medidas mais urgentes no momento é a implementação do ProfiMed, exame nacional de proficiência profissional aprovado pelo Senado e inspirado no modelo da OAB. "Torna-se indispensável avançar na implementação do ProfiMed, que tem como finalidade verificar se o médico recém-formado reúne o conhecimento mínimo necessário para exercer a profissão com segurança. Trata-se de uma medida de caráter preventivo, voltada à proteção da sociedade e à valorização da boa formação médica". Exame Nacional afere nível de qualidade do ensino das instituições do curso de medicina Assessoria Residência médica não é obrigatória, mas é importante A residência médica, que poderia contribuir com o desenvolvimento do médico recém-formado, não é obrigatória e é um outro ponto de atenção levantado por especialistas ouvidos pelo g1. Assim que termina o curso de medicina, o aluno tem o registro no CRM e pode atuar como médico. "Mas em diversas situações, você atuar como médico pode ser imperito e imprudente se você não tiver residência médica. Porque a residência médica é o que garante uma formação complementar que em alguns setores da medicina são absolutamente necessárias", avalia Augusto Coelho, CEO do Grupo MedCof, curso preparatório para residência. Segundo ele, o treinamento supervisionado se torna essencial antes do exercício da profissão. "A residência médica hoje é o padrão ouro. Ela consiste em um tempo de estágio remunerado, com uma bolsa de residência em hospitais, em ambulatórios, com especialistas para que você complemente essa formação que você teve na faculdade que, muitas vezes, não é suficiente para você atender causas específicas, situações de pacientes específicos". Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
Enamed: 89% dos estudantes de medicina na região de Ribeirão e Franca estão aptos a exercer profissão
Guia Modelo Escrito em 02/02/2026
Enamed: alunos de seis dos sete cursos de medicina em Ribeirão Preto (SP), Franca (SP) e Barretos (SP) conseguiram um percentual de proficiência bem acima da média Adobe Stock O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) mostrou que alunos de seis dos sete cursos de medicina em Ribeirão Preto (SP), Franca (SP) e Barretos (SP) conseguiram um percentual de proficiência bem acima da média e cerca de 89% estão aptos a exercer a profissão. Estudantes dos três cursos que conquistaram conceito 5 no exame, por exemplo, tiveram notas entre 91% e 97,9%. Alunos dos três cursos que conquistaram conceito 4 tiveram desempenho entre 85,7% e 89,6%. Apenas um curso, em Ribeirão Preto, teve desempenho insatisfatório no Enamed e recebeu conceito 2, sendo que 45,5% dos alunos foram considerados proficientes, ou seja, com alto nível de competência (veja mais abaixo). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Os 95 alunos do 6º ano da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) tiveram as melhores notas da região e conquistaram proficiência de 97,9%. O curso está entre os cinco melhores do país, de acordo com o Enamed. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao g1, a FMRP informou, por meio do presidente da Comissão de Graduação, Valdes Roberto Bollela, que a própria faculdade conta com múltiplas oportunidades de avaliação curriculares que se somam e complementam o Enamed do Ministério da Educação (MEC). "Importante lembrar que o Enamed é uma prova teórica (de múltipla escolha), e mesmo sendo muito bem feita, não avalia todas as dimensões necessárias para certificar a competência do estudante para exercer a medicina. Para isso seria necessário também avaliar as habilidades e atitudes dos estudantes (e futuros médicos). O exame do MEC (Enamed) não faz isso, mas a FMRP-USP sim. Todos os 95 alunos foram avaliados em exames práticos que utilizam simulação de uma consulta médica (os famosos exames clínicos objetivos e estruturados - sigla OSCE - do inglês Objective Structured Clinical Exam). A FMRP-USP aplica este tipo de exame aos seus alunos desde 1995". LEIA TAMBÉM Cursos de Medicina em Ribeirão Preto, Franca e Barretos têm boa avaliação no Enamed Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed Veja lista e notas dos 351 cursos de Medicina avaliados no Enamed Faculdades de medicina com nota ruim; veja nomes das entidades com conceito 1 e 2 Ainda segundo a nota, a turma formada em 2025 tem sido submetida a exames de habilidades clínicas desde o 3º ano. "Em cada prova, os estudantes realizavam atendimentos ou procedimentos em paciente simulados (uma pessoa treinada para fazer o papel de uma pessoa doente e ser avaliada pelo estudante), sempre sendo observado por um professor. Ao final de cada consulta, os alunos recebiam uma devolutiva do que fizeram bem e como poderiam melhorar. Assim garantimos que eles demonstrem habilidades clínicas adequadas". Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto Valdinei Malaguti/EPTV Estudantes concluintes do curso de medicina do UniFACEF, em Franca, tiveram proficiência de 95,5%. Em nota encaminhada ao g1, a faculdade informou que o resultado expressivo confirma a seriedade do projeto pedagógico e o comprometimento de estudantes, professores e corpo diretivo com uma formação médica sólida, ética e alinhada às necessidades da sociedade. "O índice alcançado pelo Uni-FACEF se mostra expressivamente superior às médias estadual e nacional. Enquanto a média de proficiência dos cursos paulistas foi de 68,2%, e a média nacional ficou em 69,7%, o resultado do UniFACEF supera essas referências em mais de 25 pontos percentuais, evidenciando a consistência da formação oferecida". Os cursos de medicina da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), da Universidade de Franca (Unifran) e do Centro Universitário Barão de Mauá (CBM), que conquistaram conceito 4 no Enamed, tiveram nível de proficiência entre 85,7% e 89,6%, também considerado satisfatório pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em nota encaminhada à reportagem, a Reitoria do Centro Universitário Barão de Mauá (que conquistou 89,6% em nível de competência) disse que está muito satisfeita com o resultado dos estudantes do curso de medicina. "Além de alcançarem o melhor resultado da região de Ribeirão entre as IES privadas, todos estão aptos a fazer residência médica pelo resultado do ENARE. A segurança na formação dos nossos médicos é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, que acreditou a Barão de Mauá com o SAEME por sua reconhecida qualidade de formação. O resultado do ENAMED vem ratificar os conceitos máximos já obtidos pelo curso junto ao Ministério da Educação, bem como a acreditação pelo Conselho Federal de Medicina. Este resultado é fruto de todo o trabalho despendido pela Instituição, desde a atualização do projeto pedagógico, a capacitação permanente do corpo docente até a ampliação e melhoria dos cenários de prática profissional". O g1 também entrou em contato com a Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos Dr. Paulo Prata (Facisb), onde os alunos tiveram 91% de proficiência, com a Unifran (onde a proficiência foi de 88,6%) e com a Unaerp (com 85,7% de proficiência entre os estudantes), e aguarda um posicionamento. Cerca de 90% dos estudantes de medicina na região de Ribeirão Preto estão aptos a exercer profissão Reprodução/Pixabay Alunos do Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto tiveram proficiência de 45,5%. O curso obteve conceito 2 no Enamed, considerado insatisfatório pelo Inep. Em nota encaminhada ao g1, a instituição informou que identificou necessidades de ajustes técnicos no indicador, mas também de aprimoramento do processo de preparação para a prova, especialmente no sentido de engajar mais os alunos com o exame. "Em Ribeirão, cerca de dois terços dos pouco mais de 100 alunos que participaram do exame ainda estão no 11º período, não tendo concluído o internato, que é uma etapa fundamental do curso de Medicina para a formação integral. Talvez mais importante, são alunos que ainda não estão focados nos exames externos, e sabemos que isso influencia o resultado final de maneira significativa. Quanto aos resultados em si, podemos afirmar, com tranquilidade e segurança, que eles não refletem de forma precisa ou completa a qualidade da formação que nossos alunos recebem. A instituição possui conceito 4 no ciclo regular de avaliação pelo MEC, um padrão elevado de qualidade". O Centro Universitário Estácio também disse que, diante destes fatores, segue aberto a analisar o que pode fazer para melhorar engajamento e resultados, e continua à disposição do órgão regulador para contribuir para o aperfeiçoamento do Enamed, ferramenta importante para o setor. Pontuação baixa preocupa No país, 30% dos cursos avaliados estão na faixa considerada insatisfatória pelo Inep, com pontuação entre 1 e 2. Para o advogado Raul Canal, presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), estes números preocupam e não podem ser tratados como algo residual. "Estamos diante de um sinal claro de desequilíbrio na formação médica no país. A Anadem acompanha esse processo há anos e entende que o Enamed apenas trouxe dados objetivos para um problema que já era percebido na prática. Não se trata de apontar culpados isolados, mas de reconhecer que a expansão acelerada do ensino médico, sem critérios rigorosos e uniformes de qualidade, produziu distorções relevantes". Segundo Canal, o resultado que coloca mais de 100 cursos de medicina do país em nível insatisfatório reforça a necessidade de monitoramento permanente, revisão de autorizações e responsabilidade institucional das escolas médicas com a formação que oferecem. "Esse é um dos pontos mais sensíveis revelados pelo exame. Quando uma avaliação nacional demonstra fragilidade em competências clínicas elementares, o debate deixa de ser apenas acadêmico e passa a envolver diretamente segurança do paciente e responsabilidade profissional. O Enamed cumpriu um papel fundamental ao expor esse cenário de forma objetiva. Agora, o desafio é transformar esses dados em ações concretas e estruturantes para a melhoria da formação médica no Brasil". Ainda segundo o presidente da Anadem, uma das medidas mais urgentes no momento é a implementação do ProfiMed, exame nacional de proficiência profissional aprovado pelo Senado e inspirado no modelo da OAB. "Torna-se indispensável avançar na implementação do ProfiMed, que tem como finalidade verificar se o médico recém-formado reúne o conhecimento mínimo necessário para exercer a profissão com segurança. Trata-se de uma medida de caráter preventivo, voltada à proteção da sociedade e à valorização da boa formação médica". Exame Nacional afere nível de qualidade do ensino das instituições do curso de medicina Assessoria Residência médica não é obrigatória, mas é importante A residência médica, que poderia contribuir com o desenvolvimento do médico recém-formado, não é obrigatória e é um outro ponto de atenção levantado por especialistas ouvidos pelo g1. Assim que termina o curso de medicina, o aluno tem o registro no CRM e pode atuar como médico. "Mas em diversas situações, você atuar como médico pode ser imperito e imprudente se você não tiver residência médica. Porque a residência médica é o que garante uma formação complementar que em alguns setores da medicina são absolutamente necessárias", avalia Augusto Coelho, CEO do Grupo MedCof, curso preparatório para residência. Segundo ele, o treinamento supervisionado se torna essencial antes do exercício da profissão. "A residência médica hoje é o padrão ouro. Ela consiste em um tempo de estágio remunerado, com uma bolsa de residência em hospitais, em ambulatórios, com especialistas para que você complemente essa formação que você teve na faculdade que, muitas vezes, não é suficiente para você atender causas específicas, situações de pacientes específicos". Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

