Empresa fica em Blumenau Divulgação Uma empresa têxtil de Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, foi denunciada por suspeita de assédio eleitoral após convocar funcionários a vestirem roupas nas cores verde e amarela para fotos dentro da fábrica, durante o expediente. A ação ocorreria na Tex Cotton nesta quinta-feira (22). O caso foi levado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que enviou uma recomendação à fábrica na terça-feira (20). Segundo a empresa, a iniciativa foi cancelada na quarta-feira (21), e a decisão foi comunicada internamente. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A denúncia foi apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau e Região (Sintrafite), que argumentou que a escolha das cores e da data da ação remetiam à campanha eleitoral do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Em nota, a Tex Cotton negou motivação político-partidária e alegou que a iniciativa tinha "caráter exclusivamente cívico, com o objetivo de valorizar a identidade nacional e o sentimento de pertencimento ao Brasil" (leia íntegra abaixo). A empresa disse que apresentou esclarecimentos ao MPT. Agora no g1 Denúncia aponta temor de constrangimentos Segundo o Sintrafite, uma mensagem enviada pelo setor de Recursos Humanos convidava os colaboradores a vestirem verde e amarelo para fotos nos setores da fábrica. "ORGULHO DE SER BRASILEIRO! Nesta quinta-feira, 22/10, convidando-os a demonstrarem seu orgulho pelo nosso Brasil. Vista uma peça de roupa verde e amarela e participe desse momento com a gente! Passarão pelos setores para realizar fotos, com quem quiser participar. A participação é voluntária." (veja foto abaixo). Apesar de o comunicado indicar que a adesão era opcional, trabalhadoras relataram ao sindicato o medo de sofrer constrangimentos ou retaliações veladas da chefia caso não participassem da ação. Para o sindicato, a combinação das cores e da data levantou suspeitas de relação direta com a campanha eleitoral. Print mosra o comunicado foi enviado por um aplicativo de mensagem aos funcioná Reprodução MPT recomendou cancelamento da ação Após receber a denúncia, a procuradora do Trabalho Bruna Bonfante enviou uma recomendação à Tex Cotton, na terça-feira (20), orientando a empresa a não impor, sugerir ou induzir manifestações políticas no ambiente de trabalho. O documento também pede que a companhia não estabeleça uso de roupas ou materiais com cores e símbolos de candidatos ou partidos. O MPT deu prazo de 24 horas para a empresa informar os funcionários sobre a ilegalidade do assédio eleitoral. A fábrica também deveria comprovar no processo o cancelamento do evento. O descumprimento das orientações pode levar à abertura de uma Ação Civil Pública e a penalidades. O que diz a empresa? A Tex Cotton esclarece que a iniciativa de convidar seus colaboradores a utilizarem roupas nas cores verde e amarelo, prevista para esta quinta-feira (22), tinha caráter exclusivamente cívico, com o objetivo de valorizar a identidade nacional e o sentimento de pertencimento ao Brasil, sem qualquer intenção ou direcionamento político-partidário. Vale reforçar que as cores representam o país e tem sido utilizadas por ambos os lados que disputam a eleição para a presidência, neste segundo turno. A companhia reforça que deixou claro a todos os colaboradores que a participação seria inteiramente voluntária e que, em nenhum momento, houve referência a partidos, candidatos ou orientação de voto, mas uma intenção de reforçar o caráter democrático do momento em que o país vive. A realização de ações temáticas, com o uso de cores para promover conscientização e integração entre colaboradores, faz parte das práticas da empresa ao longo do ano. Em respeito à recomendação do Ministério Público do Trabalho (MPT), a Tex Cotton cancelou a iniciativa e comunicou a decisão internamente, ainda no dia 21 de outubro, antes da data prevista para a ação. A empresa também apresentou seus esclarecimentos ao órgão e permanece à disposição para eventuais informações adicionais. Com 40 anos de atuação, a Tex Cotton reafirma seu compromisso com o respeito à liberdade individual, à diversidade de opiniões e à dignidade de seus mais de 800 colaboradores, não admitindo qualquer forma de constrangimento ou retaliação relacionada a posicionamentos políticos ou à participação em iniciativas internas. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
Empresa convoca funcionários a usar verde e amarelo e vira alvo do MPT por suspeita de assédio eleitoral em SC
Guia Modelo Escrito em 22/10/2026
Empresa fica em Blumenau Divulgação Uma empresa têxtil de Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, foi denunciada por suspeita de assédio eleitoral após convocar funcionários a vestirem roupas nas cores verde e amarela para fotos dentro da fábrica, durante o expediente. A ação ocorreria na Tex Cotton nesta quinta-feira (22). O caso foi levado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que enviou uma recomendação à fábrica na terça-feira (20). Segundo a empresa, a iniciativa foi cancelada na quarta-feira (21), e a decisão foi comunicada internamente. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A denúncia foi apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau e Região (Sintrafite), que argumentou que a escolha das cores e da data da ação remetiam à campanha eleitoral do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Em nota, a Tex Cotton negou motivação político-partidária e alegou que a iniciativa tinha "caráter exclusivamente cívico, com o objetivo de valorizar a identidade nacional e o sentimento de pertencimento ao Brasil" (leia íntegra abaixo). A empresa disse que apresentou esclarecimentos ao MPT. Agora no g1 Denúncia aponta temor de constrangimentos Segundo o Sintrafite, uma mensagem enviada pelo setor de Recursos Humanos convidava os colaboradores a vestirem verde e amarelo para fotos nos setores da fábrica. "ORGULHO DE SER BRASILEIRO! Nesta quinta-feira, 22/10, convidando-os a demonstrarem seu orgulho pelo nosso Brasil. Vista uma peça de roupa verde e amarela e participe desse momento com a gente! Passarão pelos setores para realizar fotos, com quem quiser participar. A participação é voluntária." (veja foto abaixo). Apesar de o comunicado indicar que a adesão era opcional, trabalhadoras relataram ao sindicato o medo de sofrer constrangimentos ou retaliações veladas da chefia caso não participassem da ação. Para o sindicato, a combinação das cores e da data levantou suspeitas de relação direta com a campanha eleitoral. Print mosra o comunicado foi enviado por um aplicativo de mensagem aos funcioná Reprodução MPT recomendou cancelamento da ação Após receber a denúncia, a procuradora do Trabalho Bruna Bonfante enviou uma recomendação à Tex Cotton, na terça-feira (20), orientando a empresa a não impor, sugerir ou induzir manifestações políticas no ambiente de trabalho. O documento também pede que a companhia não estabeleça uso de roupas ou materiais com cores e símbolos de candidatos ou partidos. O MPT deu prazo de 24 horas para a empresa informar os funcionários sobre a ilegalidade do assédio eleitoral. A fábrica também deveria comprovar no processo o cancelamento do evento. O descumprimento das orientações pode levar à abertura de uma Ação Civil Pública e a penalidades. O que diz a empresa? A Tex Cotton esclarece que a iniciativa de convidar seus colaboradores a utilizarem roupas nas cores verde e amarelo, prevista para esta quinta-feira (22), tinha caráter exclusivamente cívico, com o objetivo de valorizar a identidade nacional e o sentimento de pertencimento ao Brasil, sem qualquer intenção ou direcionamento político-partidário. Vale reforçar que as cores representam o país e tem sido utilizadas por ambos os lados que disputam a eleição para a presidência, neste segundo turno. A companhia reforça que deixou claro a todos os colaboradores que a participação seria inteiramente voluntária e que, em nenhum momento, houve referência a partidos, candidatos ou orientação de voto, mas uma intenção de reforçar o caráter democrático do momento em que o país vive. A realização de ações temáticas, com o uso de cores para promover conscientização e integração entre colaboradores, faz parte das práticas da empresa ao longo do ano. Em respeito à recomendação do Ministério Público do Trabalho (MPT), a Tex Cotton cancelou a iniciativa e comunicou a decisão internamente, ainda no dia 21 de outubro, antes da data prevista para a ação. A empresa também apresentou seus esclarecimentos ao órgão e permanece à disposição para eventuais informações adicionais. Com 40 anos de atuação, a Tex Cotton reafirma seu compromisso com o respeito à liberdade individual, à diversidade de opiniões e à dignidade de seus mais de 800 colaboradores, não admitindo qualquer forma de constrangimento ou retaliação relacionada a posicionamentos políticos ou à participação em iniciativas internas. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

