Jovem completa álbum da Copa em uma semana e transforma tradição familiar em desafio

Guia Modelo Escrito em 13/06/2026


Jovem completa álbum da Copa do Mundo em uma semana após herdar paixão do pai A chegada da Copa do Mundo desperta uma corrida contra o tempo para um jovem de 25 anos em Ribeirão Preto (SP). Movido por uma tradição que atravessa gerações na família, o objetivo principal com a coleção de figurinhas do mundial é preencher todos os espaços vazios do livro ilustrado o mais rápido possível. Na edição deste ano, o colecionador Luiz Otavio Sorrini Junior atingiu a meta e finalizou o desafio em apenas uma semana. O jovem comprou cerca de 140 pacotinhos de figurinhas, gastando quase mil reais, e aguardou a entrega da versão do álbum em capa dura. Quando o material chegou, o torcedor já tinha todas as imagens prontas e separadas para a colagem. Após reunir as figurinhas para a própria coleção em tempo recorde, o foco passa a ser outro. O colecionador passa a utilizar as imagens repetidas que sobraram dos pacotes para atuar nas trocas e ajudar parentes e amigos a completarem os respectivos álbuns (entenda abaixo). Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Luiz Otavio Sorrini Junior, de 25 anos, completou o álbum da Copa do Mundo em apenas uma semana em Ribeirão Preto (SP) Murilo Corazza/g1 Tradição familiar A paixão pelo futebol e pelas figurinhas vem de berço. Nascido no ano 2000, Junior conta que as primeiras memórias claras da brincadeira datam da Copa de 2006. Na época, a rotina era ditada pelo pai, que já colecionava edições antigas e passou o costume para os mais novos da família, incluindo um primo do filho. "Ele passava nas bancas, comprava os pacotinhos, chegava em casa de serviço às 18h, a gente sentava na mesa e começava a abrir. Juntava tudo, separava por seleção para poder colar, separava as repetidas e fazia a lista na mão de quantas faltavam e quantas sobravam", relembra Junior. A dinâmica seguiu com o apoio do pai até 2010. A partir de 2014, o colecionador assumiu o protagonismo da brincadeira e passou a correr atrás das próprias imagens nas bancas e praças da cidade. Desafio de velocidade A herança familiar se transformou em uma meta pessoal a cada quatro anos. Movido pela ansiedade que o campeonato gera, ele passou a colecionar sozinho e transformou o passatempo em um desafio de velocidade, o que explica a marca de sete dias atingida na edição atual. "A gente fica ansioso esperando o momento. A meta é sempre finalizar o mais rápido possível. Quando lança, um já corre atrás para o outro. Esse ano, lançou numa sexta, mas na quinta eu já tinha figurinha. No sábado já estava trocando. A gente vai nessa conexão, sem vaidade", relata. Luiz Otavio durante a infância ao lado do pai, responsável por iniciar a tradição dos álbuns de figurinhas na família Arquivo pessoal O recorde em 2014 Apesar da rapidez alcançada na coleção mais recente, a Copa de 2014 guarda o recorde pessoal do jovem. Foi o primeiro mundial em que o torcedor correu atrás das imagens sem a ajuda direta do pai. Com o torneio sediado no Brasil e com o apoio do primo Igor nas trocas pelas ruas do município, a coleção foi finalizada em um tempo ainda menor: em três dias. "Soltou o álbum, já vai lá e compra um tanto de pacotinho. Lembro de ir sozinho, o primo buscou em casa, a gente foi na banca ali da Avenida Vargas, chegou era 8h e ficou até meio-dia trocando, até que eu finalizei o álbum. Praticamente em três ou quatro dias a gente fechou algo", recorda. Acervo guardado pelo colecionador em Ribeirão Preto (SP) inclui edições antigas e um exemplar especial importado da Itália Murilo Corazza/g1 O 'salva tudo' da turma Manter a agilidade na hora de completar os espaços exige investimento. Apenas na compra dos pacotes deste ano, o custo chegou a R$ 980. O torcedor estima que, ao longo de todas as Copas, já tenha investido cerca de R$ 7 mil. Apesar do impacto financeiro, a diversão ganha um novo propósito com as sobras do investimento. Após finalizar o preenchimento, o grande volume de cromos repetidos ganha um novo destino. O jovem atua como uma espécie de fornecedor para garantir que o círculo social também viva o clima do campeonato. "Geralmente, quando eu fecho, eu ajudo outras pessoas a fecharem: parentes, amigos, filhos de amigos. Eu vou atrás, procuro, eu gosto. O pessoal me chama, sou o salva tudo", brinca. O resultado da dedicação é preservado com rigor na casa da família. Os livros ficam guardados em gavetas para evitar riscos ou rasgos. O acervo inclui itens antigos que pertenceram ao pai, como um álbum especial importado da Itália que reúne informações de todas as Copas até 2002. "A gente trata como se fosse uma herança mesmo. Muitos álbuns eram do meu pai, que conservou, guardou e passou para mim, e continuo guardando igualzinho para não estragar. A paixão pelo futebol veio dele, então nada mais justo que eternizar e guardar certinho para, lá na frente, mostrar para os meus filhos", conclui. Movido pela ansiedade, torcedor de Ribeirão Preto (SP) transforma a paixão pelo futebol em um desafio de velocidade nas trocas de figurinhas Murilo Corazza/g1 ⚽Pontos de encontro e troca Para os torcedores que buscam completar o álbum, dois shoppings de Ribeirão Preto montaram áreas dedicadas à venda e troca de cromos oficiais da Copa do Mundo. Os espaços reúnem os colecionadores até o dia 31 de julho. No Ribeirão Shopping, o estande funciona na Praça de Eventos B. O local comercializa álbuns a partir de R$ 24,90 e pacotes com sete figurinhas por R$ 7, além de oferecer estrutura para os encontros e a troca de imagens repetidas. No Shopping Santa Úrsula, o ponto de encontro entre os fãs fica em um quiosque instalado no Piso 1, que também concentra a comercialização dos produtos temáticos da competição. 📍Ribeirão Shopping: estande na Praça de Eventos B (Av. Cel. Fernando Ferreira Leite, 1540, Jardim Califórnia) 📍Shopping Santa Úrsula: quiosque no Piso 1 (Rua São José, 933, Centro) *Sob a supervisão de Thaisa Figueiredo Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região