Haddad em campanha no Capão Redondo Marília Barbosa/g1 O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (20), durante caminhada no Capão Redondo, na Zona Sul da capital, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão sujeitos à lei, mas defendeu cautela em eventuais processos de impeachment para evitar a politização do Judiciário. Haddad foi questionado sobre a declaração do governador Tarcísio de Freitas, que afirmou ser favorável ao impeachment de ministros do STF durante uma sabatina na CBN. Tarcísio comparou a possibilidade ao processo de impeachment de presidentes da República. “Todo servidor público é sujeito à lei. Não importa se ele é ministro do Supremo, juiz, promotor, desembargador. Todos os nossos servidores públicos e cidadãos estão sujeitos à lei”, afirmou Haddad. O petista, porém, ressaltou que um eventual processo contra um ministro do Supremo não pode ser motivado por interesses políticos. “Tem que tomar muito cuidado com isso, porque, de fato, nós precisamos de um Judiciário autônomo para julgar os casos. Não pode ser por conveniência política”, disse. Segundo Haddad, seria perigoso utilizar a possibilidade de impeachment para afastar um ministro que esteja conduzindo uma investigação ou julgando determinado caso. “De repente tem uma pessoa sendo investigada, você tem maioria no Senado e afasta a pessoa para que aquela pessoa não investigue ou faça [o julgamento]. Então, tem que tomar muito cuidado com isso”, afirmou. Questionado novamente se seria favorável ao impeachment de ministros do STF, Haddad condicionou o apoio à existência de um crime cometido pelo magistrado. “Em casos de crime cometido por um ministro do Supremo, ele está sujeito à lei, como você e eu. Isso é o crime”, afirmou. O candidato também alertou para o risco de que o instrumento seja usado para pressionar ou perseguir integrantes do Judiciário por decisões tomadas no exercício da função. “Podemos ter cautela para não politizar isso. Daqui a pouco nós estamos perseguindo juíza que está julgando fatos concretos, crimes sendo cometidos”, disse. A queda de braço entre os Poderes começou durante o governo de Jair Bolsonaro e voltou ao centro do debate após a prisão do ex-presidente. Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro transformou o tema em uma das bandeiras de sua campanha. A declaração ocorre em meio ao debate sobre a relação entre o Executivo, o Legislativo e o STF e às críticas de setores da direita a decisões recentes da Corte. Haddad em campanha no Capão Redondo Marília Barbosa/g1
Haddad diz que impeachment de ministro do STF exige cautela e não pode ser usado por 'conveniência política'
Guia Modelo Escrito em 20/08/2026
Haddad em campanha no Capão Redondo Marília Barbosa/g1 O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (20), durante caminhada no Capão Redondo, na Zona Sul da capital, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão sujeitos à lei, mas defendeu cautela em eventuais processos de impeachment para evitar a politização do Judiciário. Haddad foi questionado sobre a declaração do governador Tarcísio de Freitas, que afirmou ser favorável ao impeachment de ministros do STF durante uma sabatina na CBN. Tarcísio comparou a possibilidade ao processo de impeachment de presidentes da República. “Todo servidor público é sujeito à lei. Não importa se ele é ministro do Supremo, juiz, promotor, desembargador. Todos os nossos servidores públicos e cidadãos estão sujeitos à lei”, afirmou Haddad. O petista, porém, ressaltou que um eventual processo contra um ministro do Supremo não pode ser motivado por interesses políticos. “Tem que tomar muito cuidado com isso, porque, de fato, nós precisamos de um Judiciário autônomo para julgar os casos. Não pode ser por conveniência política”, disse. Segundo Haddad, seria perigoso utilizar a possibilidade de impeachment para afastar um ministro que esteja conduzindo uma investigação ou julgando determinado caso. “De repente tem uma pessoa sendo investigada, você tem maioria no Senado e afasta a pessoa para que aquela pessoa não investigue ou faça [o julgamento]. Então, tem que tomar muito cuidado com isso”, afirmou. Questionado novamente se seria favorável ao impeachment de ministros do STF, Haddad condicionou o apoio à existência de um crime cometido pelo magistrado. “Em casos de crime cometido por um ministro do Supremo, ele está sujeito à lei, como você e eu. Isso é o crime”, afirmou. O candidato também alertou para o risco de que o instrumento seja usado para pressionar ou perseguir integrantes do Judiciário por decisões tomadas no exercício da função. “Podemos ter cautela para não politizar isso. Daqui a pouco nós estamos perseguindo juíza que está julgando fatos concretos, crimes sendo cometidos”, disse. A queda de braço entre os Poderes começou durante o governo de Jair Bolsonaro e voltou ao centro do debate após a prisão do ex-presidente. Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro transformou o tema em uma das bandeiras de sua campanha. A declaração ocorre em meio ao debate sobre a relação entre o Executivo, o Legislativo e o STF e às críticas de setores da direita a decisões recentes da Corte. Haddad em campanha no Capão Redondo Marília Barbosa/g1

