Família de mulher morta e criança baleada no Sertão da PB fala sobre cicatrizes do crime: 'Chorava todos os dias', diz irmã

Guia Modelo Escrito em 14/03/2026


Feminicídio: o impacto em quem fica Cláudia Kell de Oliveira foi umas das mais de 30 vítimas de feminicídio na Paraíba em 2025.. Ela foi morta por Elson Felix de Souza, que também baleou a filha do casal, à época, com 1 ano de idade, em Itaporanga, no Sertão da Paráiba. Em entrevista à TV Paraíba, a família dela falou sobre as cicatrizes que o crime deixou na estrutura familiar e todas as adequações que o núcleo teve que fazer para cuidar dos filhos da vítima após a morte dela. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Elson Felix de Souza, de 35 anos, responsável pela morte da mulher e por balear a filha, foi preso em junho do ano passado, e continua na carceragem aguardando julgamento do caso. A filha dele com a vítima ficou dois meses internada no Hospital de Trauma de Campina Grande, mas recebeu alta e atualmente mora com os familiares, assim como outros irmãos. "Quando minha mãe falou foi como uma pancada muito grande na gente, pra mim, pras minhas irmãs também, mais a dor da minha mãe naquele momento, parece que foi hoje, falando isso aqui, lembrei tudo", disse, emocionada a irmã da vítima, Adriana Oliveira. Irmã da vítima de feminicídio deu declaração para a TV Paraíba sobre a morte, em Itaporanga TV Paraíba O pai da mulher morta, Ruzivete Clemente, relembra que quando o homem mantinha um relacionamento com a vítima, ele teve vários episódios de agressões contra ela, não se restringindo ao dia em que a matou. "Ele judiava demais com ela, eu levei ela pra clínica, porque trincou costela, aconteceu tudo com ela. Outro dia, ele cortou o cabelo dela e colocou, com cola, no couro (cabeludo)", disse. Elson Felix cometeu o crime de feminicídio contra a ex-eposa apenas três dias depois de sair da prisão. Ele já tinha cinco passagens pela polícia por violência doméstica contra a vítima e era apontado como integrante de uma facção criminosa do Vale do Piancó. O tratamento da criança e o apoio da tia Mulher foi morta a tiros por ex-esposo no Sertão da Paraíba e ele também baleou a filha TV Paraíba Adriana Oliveira disse também que não viveu o luto pela morte da irmã após o feminicídio, isso porque teve que cuidar da criança baleada por Elson Felix. A criança, que à época tinha 1 ano de idade, ficou dois meses internada e precisou de cuidados intensos. Atualmente, ela tem a guarda da criança. "No momento de luto, eu fiquei no hospital, então quando eu saí, fui reviver aquela cena. Eu estava muito voltada para a criança, sofri muito porque perdi minha irmã, mas quando eu saí caiu a ficha. Eu chorava todos os dias", explicou. Além da criança, há também outros três filhos deixados pela vítima do feminicídio. As três crianças são criados pelos avós. Dois desses são meninos, de 11 anos e 7 anos, além de uma outra menina de 4 anos. O cunhado de Cláudia Kell, Jacó Pereira, disse também que desde quando houve a morte, a família se preocupou em dar um bom apoio para as crianças, incluindo a que foi atingida pela arma de fogo utilizada pelo homem. "Quando aconteceu o fato, a gente já pensou logo na criança, porque a gente queria prosseguir o trabalho da mãe dela, que não seria possível. Nada mais justo do que abraçá-la", contou o cunhado. Agora, a família aguarda o julgamento do homem, e espera que a justiça seja feita pelo caso, como forma de reparação ao que aconteceu. "A Justiça foi feita e acho que deve cumprir bem para frente, porque não pode soltar aquele homem, um homem muito mau, não pode fazer uma coisa dessas, tão horrível que nem ele fez", disse o pai da vítima. Relembre o caso Criança baleada ficou dois meses internada no Hospital de Trauma de Campina Grande De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu após uma discussão entre o casal. Horas depois, Elson foi até a casa de Cláudia e atirou contra ela e a filha. Elson já tinha cinco passagens pela polícia por violência doméstica contra a vítima e era apontado como integrante de uma facção criminosa do Vale do Piancó. O homem fugiu após o crime, mas foi localizado em 1º de julho de 2025 em uma área de mata próxima a Itaporanga. Ele estava com uma barraca e chegou a ser protegido por uma facção, mas foi forçado a deixar o local após a região ser cercada. O suspeito foi preso com apoio do setor de inteligência da Polícia Civil. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba