'Menino Ney de Roraima' se prepara por um ano e passa por nove países e realiza sonho Enquanto Neymar ainda vivia a incerteza de disputar a Copa do Mundo, Waldney Castro, conhecido como "Menino Ney de Roraima", sabia que estaria lá. Após um ano de planejamento, ele saiu do estado, cruzou nove países e realizou o sonho de assistir à seleção brasileira em campo no Estados Unidos. Waldney é conhecido como Ney desde criança. Porém, durante a jornada para ver o Brasil jogar, ganhou um novo apelido: "Menino Ney de Roraima", uma referência ao atual camisa 10 brasileiro. Ney passou pela Venezuela, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e México até chegar aos Estados Unidos. Lá, assistiu à estreia da seleção brasileira, no empate por 1 a 1 com o Marrocos, e à vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. "Quando entrei no estádio e vi a torcida cantando, as bandeiras do Brasil e a atmosfera da Copa do Mundo, senti que todo o esforço para chegar até ali tinha valido a pena. Durante os jogos vivi uma mistura de ansiedade, alegria e gratidão", disse Ney. Depois de ver a seleção em campo e acompanhar a classificação para as oitavas de final, Ney está confiante em uma vitória com goleada do Brasil diante da Noruega, em jogo marcado para este domingo (5). A avaliação dele é a de que a seleção comandada por Carlo Ancelotti vai conquistar o hexacampeonato. "A gente é sempre confiante, a gente é brasileiro, né? Então, não desiste nunca. A gente tem muita chance da gente ganhar essa Copa. Minha aposta para este jogo de domingo é de 4 a 1 para o Brasil", disse. Roraima ao mundo! Ney batizou a viagem de "Roraima ao Mundo" e definiu os 48 dias de percurso como uma "jornada real e raiz". Por onde passou, levou a bandeira de Roraima, estado mais ao Norte do país, inclusive à Times Square, um dos pontos turísticos mais famosos do mundo. "Onde eu chegava as pessoas perguntavam: 'Ei, brasileiro, é da onde? De São Paulo ou do Rio?' Respondia que sou do extremo Norte do Brasil, que fica na fronteira com a Venezuela e a Guiana, e mostrava no mapa. Falava que o Brasil é muito grande e que aqui também faz parte da Amazônia e não só Manaus. Todo mundo ficava encantado", lembrou. A preparação que antecedeu a realização do sonho incluiu tirar o visto americano, a economia do dinheiro necessário e o planejamento do roteiro. Ney evitou gastos desnecessários, pois o foco era realizar o sonho de ver os jogo da seleção. "Para dizer que eu não fiz uma compra, eu comprei uma calça jeans porque a que tinha rasgou. Foi a única coisa que eu comprei", contou. Ele disse que não fez as contas de quanto gastou, mas estima que tenha sido cerca de R$ 40 mil. Para economizar, evitou redes de fast food e priorizou a comida de rua, uma maneira que encontrou de conhecer a cultura local. Também optou por hostels com quartos compartilhados e utilizou transporte público em vez de táxis ou carros por aplicativo. A maior parte do trajeto pelos países ele fez de ônibus. Mas, precisou recorrer a voos em alguns trechos por exigências de imigração e segurança. Um dos maiores desafios da viagem, segundo Ney, ocorreu na Venezuela. Ele contou que foi assaltado duas vezes em menos de uma hora durante paradas em postos de fiscalização da guarda venezuelana. Na volta para Boa Vista ainda passou pela famosa "rua da Copa" no bairro Alvorada, em Manaus: "É impressionante como o futebol une pessoas. Depois de viver a Copa nos Estados Unidos, agora pude sentir de perto a energia da torcida brasileira em casa." Encontros na Copa O futebol tem o poder de aproximar as nações. Ney, que só vestia a camisa da seleção brasileira, trocou o uniforme pelo de outros países. Dos encontros, além das histórias para contar, algumas deixaram marcas, com assinaturas na bandeira de torcedores de outros países na bandeira de Roraima. Entre as surpresas que teve, conheceu um produtor do ex-jogador Ronaldo Fenômeno, depois de dar dicas de transporte mais barato nos EUA. Como retribuição pela ajuda, foi convidado para assistir a um jogo na Casa Rede Ronaldo, espaço onde conheceu Ronald, filho do jogador Ney Casto e Neymar Jr. Arquivo pessoal Ney Castro na Times Square Arquivo pessoal 'Menino Ney de Roraima' assistiu a dois jogos do Brasil na Copa do Mundo Arquivo pessoal Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
'Menino Ney de Roraima' se prepara por um ano e passa por nove países e realiza sonho de ver Brasil na Copa
Guia Modelo Escrito em 05/07/2026
'Menino Ney de Roraima' se prepara por um ano e passa por nove países e realiza sonho Enquanto Neymar ainda vivia a incerteza de disputar a Copa do Mundo, Waldney Castro, conhecido como "Menino Ney de Roraima", sabia que estaria lá. Após um ano de planejamento, ele saiu do estado, cruzou nove países e realizou o sonho de assistir à seleção brasileira em campo no Estados Unidos. Waldney é conhecido como Ney desde criança. Porém, durante a jornada para ver o Brasil jogar, ganhou um novo apelido: "Menino Ney de Roraima", uma referência ao atual camisa 10 brasileiro. Ney passou pela Venezuela, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e México até chegar aos Estados Unidos. Lá, assistiu à estreia da seleção brasileira, no empate por 1 a 1 com o Marrocos, e à vitória por 3 a 0 sobre o Haiti. "Quando entrei no estádio e vi a torcida cantando, as bandeiras do Brasil e a atmosfera da Copa do Mundo, senti que todo o esforço para chegar até ali tinha valido a pena. Durante os jogos vivi uma mistura de ansiedade, alegria e gratidão", disse Ney. Depois de ver a seleção em campo e acompanhar a classificação para as oitavas de final, Ney está confiante em uma vitória com goleada do Brasil diante da Noruega, em jogo marcado para este domingo (5). A avaliação dele é a de que a seleção comandada por Carlo Ancelotti vai conquistar o hexacampeonato. "A gente é sempre confiante, a gente é brasileiro, né? Então, não desiste nunca. A gente tem muita chance da gente ganhar essa Copa. Minha aposta para este jogo de domingo é de 4 a 1 para o Brasil", disse. Roraima ao mundo! Ney batizou a viagem de "Roraima ao Mundo" e definiu os 48 dias de percurso como uma "jornada real e raiz". Por onde passou, levou a bandeira de Roraima, estado mais ao Norte do país, inclusive à Times Square, um dos pontos turísticos mais famosos do mundo. "Onde eu chegava as pessoas perguntavam: 'Ei, brasileiro, é da onde? De São Paulo ou do Rio?' Respondia que sou do extremo Norte do Brasil, que fica na fronteira com a Venezuela e a Guiana, e mostrava no mapa. Falava que o Brasil é muito grande e que aqui também faz parte da Amazônia e não só Manaus. Todo mundo ficava encantado", lembrou. A preparação que antecedeu a realização do sonho incluiu tirar o visto americano, a economia do dinheiro necessário e o planejamento do roteiro. Ney evitou gastos desnecessários, pois o foco era realizar o sonho de ver os jogo da seleção. "Para dizer que eu não fiz uma compra, eu comprei uma calça jeans porque a que tinha rasgou. Foi a única coisa que eu comprei", contou. Ele disse que não fez as contas de quanto gastou, mas estima que tenha sido cerca de R$ 40 mil. Para economizar, evitou redes de fast food e priorizou a comida de rua, uma maneira que encontrou de conhecer a cultura local. Também optou por hostels com quartos compartilhados e utilizou transporte público em vez de táxis ou carros por aplicativo. A maior parte do trajeto pelos países ele fez de ônibus. Mas, precisou recorrer a voos em alguns trechos por exigências de imigração e segurança. Um dos maiores desafios da viagem, segundo Ney, ocorreu na Venezuela. Ele contou que foi assaltado duas vezes em menos de uma hora durante paradas em postos de fiscalização da guarda venezuelana. Na volta para Boa Vista ainda passou pela famosa "rua da Copa" no bairro Alvorada, em Manaus: "É impressionante como o futebol une pessoas. Depois de viver a Copa nos Estados Unidos, agora pude sentir de perto a energia da torcida brasileira em casa." Encontros na Copa O futebol tem o poder de aproximar as nações. Ney, que só vestia a camisa da seleção brasileira, trocou o uniforme pelo de outros países. Dos encontros, além das histórias para contar, algumas deixaram marcas, com assinaturas na bandeira de torcedores de outros países na bandeira de Roraima. Entre as surpresas que teve, conheceu um produtor do ex-jogador Ronaldo Fenômeno, depois de dar dicas de transporte mais barato nos EUA. Como retribuição pela ajuda, foi convidado para assistir a um jogo na Casa Rede Ronaldo, espaço onde conheceu Ronald, filho do jogador Ney Casto e Neymar Jr. Arquivo pessoal Ney Castro na Times Square Arquivo pessoal 'Menino Ney de Roraima' assistiu a dois jogos do Brasil na Copa do Mundo Arquivo pessoal Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

