Médico dono de arsenal e medalha com suástica que morreu em troca de tiros com PMs já havia sido preso

Guia Modelo Escrito em 19/10/2026


Vídeo registra som de tiroteio que terminou com morte de médico em Catanduva, SP O médico que morreu em uma troca de tiros com a polícia após ameaçar a esposa neste domingo (18) em Catanduva , no interior de São Paulo, e que tinha um arsenal e medalha com suástica em casa, já havia sido preso por posse irregular de arma. A prisão de Luciano Lopes Pastor foi em 7 de agosto de 2025, durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), junto ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP). 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Denominada "Duas Caras", a ação investigava um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a gestão de uma Organização Social da Saúde no município, na qual o médico era presidente. Os presos eram ligados à diretoria do Hospital Psiquiátrico Mahatma Gandhi. Médico de 52 anos morre em troca de tiros com a polícia, em Catanduva (SP) Reprodução/Instagram Conforme as investigações, o grupo criminoso firmava contratos de gestão com as cidades de Catanduva, Arujá (SP), Carapicuíba (SP), Piracicaba (SP), Viradouro (SP) e Bauru (SP), além de Rio de Janeiro (RJ), Maricá (RJ), Alfredo Chaves (ES), Palhoça (SC), Itapoá (SC), Mafra (SC) e São José (SC). A partir da gestão das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os suspeitos contratavam empresas terceirizadas que integravam o próprio grupo. Essas empresas emitiam notas fiscais frias e superfaturadas. À época dos fatos, o médico foi liberado e também foi afastado do cargo de diretor. Como foi a morte Luciano, de 52 anos, atuava na área vascular, era casado e tinha três filhos. Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pela esposa do suspeito para atender as uma ocorrência de violência doméstica no bairro Jardim Aeroporto. Por telefone, a mulher relatou ter sido ameaçada de morte pelo marido e reiterou que ele estava agressivo e com uma arma após um churrasco, durante o qual teria ingerido bebida alcoólica. LEIA TAMBÉM Polícia investiga caso de injúria contra adolescente venezuelano em condomínio de Rio Preto Briga de rua com facada e agressão deixa internados sob custódia e presos em Rio Preto Quando os policiais chegaram, a mulher já estava na área externa da casa. Os dois filhos do casal, de 14 e 10 anos, continuavam dentro do imóvel com o pai e se abrigaram no banheiro de um dos quartos. Um vídeo registrou o som dos disparos no tiroteio (veja no início da matéria). Ao verificarem que o médico estava armado no portão da casa, os agentes iniciaram o protocolo de negociação. Após a tentativa de diálogo, Luciano apontou a arma na direção dos agentes e atirou. Os policiais reagiram e balearam o médico, que morreu no local. Os filhos foram retirados da casa sem ferimentos e ficaram temporariamente aos cuidados de uma tia. A mulher do suspeito também não ficou ferida, mas foi levada a um hospital para atendimento devido ao abalo psicológico sofrido. Arsenal e medalha com símbolo nazista Conforme o boletim de ocorrência, o médico possuía um arsenal em casa. Confira abaixo. Oito armas de fogo, sendo duas espingardas (sem marca aparente), quatro pistolas (uma de calibre 380, duas de marca alemã e outra sem fabricante descrito) e dois revólveres (de calibres 357 e 38); Seis armas brancas, sendo três espadas, dois espetos e um facão; 352 munições intactas e 98 munições deflagradas de diversos calibres armazenadas em um estojo. Além disso, foram encontrados um radiocomunicador, um sistema de monitoramento da casa e uma medalha com o símbolo da suástica nazista. Réplica decorativa de uma granada de mão alemã é apreendida com médico em Catanduva (SP) Arquivo pessoal O Esquadrão Antibombas do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar, foi acionado após a localização de um objeto semelhante a uma granada dentro da casa. Após análise com o auxílio de um equipamento de raio-X, os policiais constataram que se tratava de uma réplica decorativa de uma granada de mão alemã, sem material explosivo. Veja acima. Como não havia documentação disponível para verificar a regularidade de todas as armas e munições, o material foi apreendido para análise. A arma que estava com Luciano e as armas utilizadas pelos quatro policiais que atiraram foram recolhidas para perícia. O caso foi registrado como morte em decorrência de oposição à intervenção policial, violência doméstica, ameaça e resistência. Médico de 52 anos morre em troca de tiros com a polícia, em Catanduva (SP) David Santos/TV Tem Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM