Astronautas da Artemis II treinam emergência e ajustam cabine para passagem pela Lua; veja IMAGEM

Guia Modelo Escrito em 04/04/2026


Registros divulgados pela Nasa mostram a astronauta Christina Koch lendo em um tablet dentro da cápsula. NASA No terceiro dia da missão Artemis II, os astronautas a bordo da cápsula Orion, da Nasa, começaram a preparar a nave para a passagem próxima à Lua, etapa considerada uma das mais importantes da viagem. As atividades incluíram exercícios físicos, simulações de atendimento médico de emergência e testes do sistema de comunicação em espaço profundo —um dos pontos críticos da missão, já que a nave opera além do alcance de satélites próximos à Terra. Registros divulgados pela Nasa mostram a astronauta Christina Koch lendo em um tablet dentro da cápsula, com a iluminação reduzida para evitar reflexos nas janelas. Na mesma imagem, o canadense Jeremy Hansen aparece observando o espaço. Segundo a agência espacial, o ajuste da iluminação faz parte dos procedimentos para melhorar a visibilidade externa durante momentos-chave da missão. Lua ‘está ficando maior’, dizem astronautas da Artemis II no 3º dia de missão Testes antes de levar humanos de volta à superfície lunar A Artemis II é a primeira missão tripulada a viajar além da órbita da Terra desde 1972, na época do programa Apollo. O voo funciona como um teste geral antes de futuras missões que devem levar astronautas novamente à superfície da Lua. Durante a viagem, a tripulação avalia sistemas essenciais da cápsula Orion, como suporte de vida, navegação e comunicação em longas distâncias —condições que serão necessárias para missões mais complexas nos próximos anos. A missão não prevê pouso lunar. O plano é realizar um sobrevoo ao redor da Lua e retornar à Terra em uma trajetória que utiliza a gravidade lunar para impulsionar a nave de volta. Gif mostra astronautas da missão artemis em gravidade zero Reprodução Rotina no espaço e preparação para etapa crítica Além dos testes técnicos, os astronautas seguem uma rotina que inclui exercícios físicos para reduzir os efeitos da microgravidade no corpo —como perda de massa muscular e óssea. Os treinos de resposta médica simulam situações de emergência em um ambiente onde não há possibilidade de resgate imediato, exigindo que a própria tripulação seja capaz de agir. Já os testes de comunicação avaliam a capacidade da nave de manter contato com a Terra em regiões mais distantes, onde o atraso no sinal é maior e a cobertura é limitada. A passagem próxima à Lua deve ocorrer nos próximos dias e é vista como um marco da missão, que tem duração prevista de cerca de 10 dias. O retorno à Terra está programado para 10 de abril, com pouso no Oceano Pacífico.