Forte tempestade deixa Espanha e Portugal em alerta Parte da principal estrada de Portugal desabou na noite de quarta-feira depois que um dique rompeu por baixo da via, em meio às fortes chuvas e inundações que vêm castigando o país há semanas, enquanto as autoridades evacuavam cerca de 3.000 moradores da região norte. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Um dos diques do rio Mondego, perto da cidade medieval de Coimbra, rompeu junto a um dos pilares que sustentam a estrada A1, que liga Lisboa e Porto, provocando a abertura de uma brecha na estrada, que já havia sido interditada pela polícia, disse a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa. "Coimbra e as cidades vizinhas enfrentam problemas muito sérios devido às inundações, algumas estão isoladas... A situação é extremamente instável", disse ela à emissora nacional RTP. Uma área inundada em Ceira, Coimbra, Portugal , 11 de fevereiro de 2026 REUTERS/Pedro Nunes O primeiro-ministro Luis Montenegro disse anteriormente a jornalistas que as autoridades estavam "no limite da nossa capacidade de conter estas águas". Uma sucessão de tempestades mortais tem atingido principalmente as regiões central e sul do país desde o fim de janeiro, arrancando telhados de casas, inundando várias cidades e deixando centenas de milhares de pessoas sem eletricidade por dias. Pelo menos 15 pessoas morreram em consequência das tempestades, incluindo vítimas indiretas. Montenegro estava em Coimbra supervisionando a resposta de emergência após a renúncia da ministra do Interior, Maria Lucia Amaral, na sequência de críticas de partidos da oposição e de comunidades locais ao que descreveram como a resposta lenta e falha das autoridades à devastadora tempestade Kristin, ocorrida há duas semanas. Com a trégua das tempestades nesta semana, um fenômeno meteorológico conhecido como "rio atmosférico" — um amplo corredor de vapor de água concentrado que transporta enormes quantidades de umidade dos trópicos — trouxe novas chuvas intensas, afetando o norte com maior força. LEIA MAIS Tempestade em Portugal e na Espanha deixa 1 morto, inunda bairros históricos e causa desabamento de torre de catedral; IMAGENS Risco de transbordamento da barragem Vista da barragem da Aguieira com comporta aberta durante as cheias que atingiram a região centro de Coimbra, Portugal , 11 de fevereiro de 2026 REUTERS/Pedro Nunes As autoridades municipais de Coimbra ordenaram, no fim da noite de terça-feira, a evacuação preventiva de cerca de 3.000 pessoas que corriam maior risco com o transbordamento do rio. A operação ainda estava em andamento na quarta-feira, com a polícia realizando verificações de porta em porta e transportando moradores para abrigos. O responsável regional da Proteção Civil, Carlos Tavares, afirmou que a chuva pode fazer a barragem de Aguieira, a 35 km a nordeste de Coimbra, "transbordar, destruir diques e provocar novas inundações". A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) previu um "período excecional de caudais máximos" no rio Mondego até sábado. Parte da antiga muralha de Coimbra, situada numa encosta de uma das cidades universitárias mais antigas da Europa e Património Mundial da UNESCO, desabou, bloqueando a estrada abaixo e forçando o fechamento do mercado municipal, informou a câmara. No centro de Portugal, do outro lado do rio Tejo em relação a Lisboa, as autoridades evacuaram a vila de Porto Brandão devido ao risco de deslizamentos de terra. Cerca de 30 pessoas foram retiradas de suas casas após um deslizamento na área costeira vizinha de Caparica.
Inundações em Portugal destroem estrada e forçam a evacuação de 3.000 moradores
Guia Modelo Escrito em 12/02/2026
Forte tempestade deixa Espanha e Portugal em alerta Parte da principal estrada de Portugal desabou na noite de quarta-feira depois que um dique rompeu por baixo da via, em meio às fortes chuvas e inundações que vêm castigando o país há semanas, enquanto as autoridades evacuavam cerca de 3.000 moradores da região norte. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Um dos diques do rio Mondego, perto da cidade medieval de Coimbra, rompeu junto a um dos pilares que sustentam a estrada A1, que liga Lisboa e Porto, provocando a abertura de uma brecha na estrada, que já havia sido interditada pela polícia, disse a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa. "Coimbra e as cidades vizinhas enfrentam problemas muito sérios devido às inundações, algumas estão isoladas... A situação é extremamente instável", disse ela à emissora nacional RTP. Uma área inundada em Ceira, Coimbra, Portugal , 11 de fevereiro de 2026 REUTERS/Pedro Nunes O primeiro-ministro Luis Montenegro disse anteriormente a jornalistas que as autoridades estavam "no limite da nossa capacidade de conter estas águas". Uma sucessão de tempestades mortais tem atingido principalmente as regiões central e sul do país desde o fim de janeiro, arrancando telhados de casas, inundando várias cidades e deixando centenas de milhares de pessoas sem eletricidade por dias. Pelo menos 15 pessoas morreram em consequência das tempestades, incluindo vítimas indiretas. Montenegro estava em Coimbra supervisionando a resposta de emergência após a renúncia da ministra do Interior, Maria Lucia Amaral, na sequência de críticas de partidos da oposição e de comunidades locais ao que descreveram como a resposta lenta e falha das autoridades à devastadora tempestade Kristin, ocorrida há duas semanas. Com a trégua das tempestades nesta semana, um fenômeno meteorológico conhecido como "rio atmosférico" — um amplo corredor de vapor de água concentrado que transporta enormes quantidades de umidade dos trópicos — trouxe novas chuvas intensas, afetando o norte com maior força. LEIA MAIS Tempestade em Portugal e na Espanha deixa 1 morto, inunda bairros históricos e causa desabamento de torre de catedral; IMAGENS Risco de transbordamento da barragem Vista da barragem da Aguieira com comporta aberta durante as cheias que atingiram a região centro de Coimbra, Portugal , 11 de fevereiro de 2026 REUTERS/Pedro Nunes As autoridades municipais de Coimbra ordenaram, no fim da noite de terça-feira, a evacuação preventiva de cerca de 3.000 pessoas que corriam maior risco com o transbordamento do rio. A operação ainda estava em andamento na quarta-feira, com a polícia realizando verificações de porta em porta e transportando moradores para abrigos. O responsável regional da Proteção Civil, Carlos Tavares, afirmou que a chuva pode fazer a barragem de Aguieira, a 35 km a nordeste de Coimbra, "transbordar, destruir diques e provocar novas inundações". A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) previu um "período excecional de caudais máximos" no rio Mondego até sábado. Parte da antiga muralha de Coimbra, situada numa encosta de uma das cidades universitárias mais antigas da Europa e Património Mundial da UNESCO, desabou, bloqueando a estrada abaixo e forçando o fechamento do mercado municipal, informou a câmara. No centro de Portugal, do outro lado do rio Tejo em relação a Lisboa, as autoridades evacuaram a vila de Porto Brandão devido ao risco de deslizamentos de terra. Cerca de 30 pessoas foram retiradas de suas casas após um deslizamento na área costeira vizinha de Caparica.

