Presidente da CPI do INSS, Carlos Viana defende votação que quebrou sigilo bancário de filho do presidente Lula

Guia Modelo Escrito em 26/02/2026


Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) defendeu a convocação de um dos filhos do presidente Lula (PT), aprovada durante sessão da comissão nesta quinta-feira (26). Viana detalhou o que aconteceu durante as convocações e quebras de sigilo aprovadas pela comissão em entrevista para o Estúdio i, da GloboNews. Segundo ele, o governo não tinha maioria para rejeitar a convocação de Fábio Luís Lula da Silva. Governistas dizem que tinham maioria e foram ignorados. 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp "Eu agi regimentalmente e o governo pode reclamar. A votação seguiu estritamente o que diz o regimento do Senado e da CPMI", afirmou Viana. O senador disse que contou sete integrantes do governo na comissão, mas que a quantidade mínima para barrar o pedido seria de 15 parlamentares. Assim, de acordo com o presidente da CPI, o pedido pela convocação foi aprovado. Segundo Viana, o governo Lula "quer de todas as maneiras que eu coloque em votação nomes que não tem nenhuma ligação com a CPMI porque não estão dentro do nosso escopo de investigação". Convocação do filho mais velho de Lula Nesta quinta-feira (26), a comissão aprovou a quebra de sigilo bancário de um dos filhos do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva. A sessão, comandada por Viana, foi marcada por confusão. O filho do presidente Lula entrou na mira de parlamentares da oposição após a Polícia Federal (PF) apreender trocas de mensagens entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", e uma empresária com possíveis menções a ele. Governistas se aproximaram da mesa para protestar diante do resultado, quando começou o tumulto. Alguns socos foram desferidos durante a confusão. CPI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho de Lula e acaba em briga Leia mais: Polícia Federal leva dados do Master para CPMI do INSS Quem é Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, que teve quebra de sigilo aprovada na CPI do INSS Parlamentares que ameaçavam brigar, inclusive, tiveram de ser separados. Entre os envolvidos no empurra-empurra estão o deputado Rogério Correa (PT-MG), o relator Alfredo Gaspar (União-AL), os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). A comissão também aprovou nesta quinta a convocação do ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-PB), Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestarem depoimentos. Também foram aprovados durante a sessão outros requerimentos relacionados ao Master, como a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) (E), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), durante sessão para ouvir o depoimento do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (D), no Congresso Nacional, em Brasília, nesta segunda-feira, 8 de setembro de 2025. Wilton Junior/Estadão Conteúdo