Trump diz que EUA vão bloquear Estreito de Ormuz O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, rebateu neste domingo (12) novas ameaças de Donald Trump contra o país. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos afirmou que iranianos que atacassem embarcações pacíficas seriam "explodidos para o inferno". “Se você lutar, nós lutaremos. Se vier com lógica, nós lidaremos com lógica”, disse Qalibaf, em declarações divulgadas pela mídia estatal iraniana. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o negociador, o Irã tomou iniciativas "muito positivas" para demonstrar boa vontade nas tratativas com os EUA. "Essas ameaças não têm efeito sobre a nação iraniana”, acrescentou. Mais cedo, Trump fez sua primeira declaração após as negociações de segurança no Paquistão, que terminaram sem sucesso. Em uma rede social, ele anunciou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz. A decisão ocorre após o fracasso nas tratativas sobre o programa nuclear iraniano em Islamabad. Em tom de ameaça direta, Trump afirmou que a paciência com Teerã esgotou: "Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será EXPLODIDO PARA O INFERNO!". Segundo o republicano, embora a maioria dos tópicos tenha avançado, a falta de consenso sobre o programa nuclear iraniano inviabilizou o pacto. "O único ponto que realmente importava, o NUCLEAR, não foi [acordado]", escreveu o presidente. Cartaz rua de Islamabad, no Paquistão, anuncia as conversas entre Estados Unidos e Irã, que serão sediadas na cidade, em 10 de abril de 2026. Waseem Khan/ Reuters Bloqueio e força militar Trump autorizou a Marinha americana a buscar e interceptar, inclusive em águas internacionais, qualquer navio comercial que tenha pago taxas ou "pedágios" ao governo do Irã para navegar na região. Segundo o presidente, "ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar". Trump afirmou que o bloqueio contará com a participação de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para "terminar o pouco que resta do Irã", alegando que a infraestrutura militar de Teerã já estaria devastada. "A Marinha deles acabou, a Força Aérea deles acabou. A defesa antiaérea e o radar deles são inúteis" "A Marinha dos EUA iniciará o processo de BLOQUEIO de toda e qualquer embarcação que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Estamos totalmente 'travados e carregados'." Fracasso na diplomacia O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação americana, afirmou ao deixar o Paquistão que "o Irã escolheu não aceitar os termos americanos". Segundo Vance, o ponto de ruptura foi a recusa de Teerã em dar garantias afirmativas de que não buscará armas nucleares a longo prazo. Do outro lado, o líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou as exigências de Washington como "não razoáveis" e acusou os EUA de violarem cláusulas de cessar-fogo prévias. Ghalibaf afirmou que a postura americana impediu qualquer progresso real, mantendo o "profundo déficit de confiança" entre as nações. * Com informações da agência de notícias Reuters
Irã rebate novas ameaças de Trump: 'Se você lutar, nós lutaremos'
Guia Modelo Escrito em 12/04/2026
Trump diz que EUA vão bloquear Estreito de Ormuz O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, rebateu neste domingo (12) novas ameaças de Donald Trump contra o país. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos afirmou que iranianos que atacassem embarcações pacíficas seriam "explodidos para o inferno". “Se você lutar, nós lutaremos. Se vier com lógica, nós lidaremos com lógica”, disse Qalibaf, em declarações divulgadas pela mídia estatal iraniana. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o negociador, o Irã tomou iniciativas "muito positivas" para demonstrar boa vontade nas tratativas com os EUA. "Essas ameaças não têm efeito sobre a nação iraniana”, acrescentou. Mais cedo, Trump fez sua primeira declaração após as negociações de segurança no Paquistão, que terminaram sem sucesso. Em uma rede social, ele anunciou que a Marinha dos EUA iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz. A decisão ocorre após o fracasso nas tratativas sobre o programa nuclear iraniano em Islamabad. Em tom de ameaça direta, Trump afirmou que a paciência com Teerã esgotou: "Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será EXPLODIDO PARA O INFERNO!". Segundo o republicano, embora a maioria dos tópicos tenha avançado, a falta de consenso sobre o programa nuclear iraniano inviabilizou o pacto. "O único ponto que realmente importava, o NUCLEAR, não foi [acordado]", escreveu o presidente. Cartaz rua de Islamabad, no Paquistão, anuncia as conversas entre Estados Unidos e Irã, que serão sediadas na cidade, em 10 de abril de 2026. Waseem Khan/ Reuters Bloqueio e força militar Trump autorizou a Marinha americana a buscar e interceptar, inclusive em águas internacionais, qualquer navio comercial que tenha pago taxas ou "pedágios" ao governo do Irã para navegar na região. Segundo o presidente, "ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar". Trump afirmou que o bloqueio contará com a participação de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para "terminar o pouco que resta do Irã", alegando que a infraestrutura militar de Teerã já estaria devastada. "A Marinha deles acabou, a Força Aérea deles acabou. A defesa antiaérea e o radar deles são inúteis" "A Marinha dos EUA iniciará o processo de BLOQUEIO de toda e qualquer embarcação que tente entrar ou sair do Estreito de Ormuz. Estamos totalmente 'travados e carregados'." Fracasso na diplomacia O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação americana, afirmou ao deixar o Paquistão que "o Irã escolheu não aceitar os termos americanos". Segundo Vance, o ponto de ruptura foi a recusa de Teerã em dar garantias afirmativas de que não buscará armas nucleares a longo prazo. Do outro lado, o líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou as exigências de Washington como "não razoáveis" e acusou os EUA de violarem cláusulas de cessar-fogo prévias. Ghalibaf afirmou que a postura americana impediu qualquer progresso real, mantendo o "profundo déficit de confiança" entre as nações. * Com informações da agência de notícias Reuters

