A poucos dias do fim do prazo para que Brasil e Estados Unidos cheguem a um acordo sobre o tarifaço, a embaixada americana divulgou um programa do Departamento de Comércio americano para empresas brasileiras buscarem ampliar sua participação no mercado do país. Novo tarifaço deve aproximar Brasil e China ainda mais Conforme o comunicado da representação americana, o objetivo é “fortalecer” a relação comercial entre os dois países. Entretanto, as negociações entre autoridades dos dois países acerca do tarifaço recomendado pelo escritório do representante comercial (USTR, na sigla em inglês) não têm avançado a ponto de reverter a proposta. 🔎Em junho, o USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras após uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. O prazo dado pelo governo americano para a conclusão das negociações é 15 de julho, e a avaliação do Ministério das Relações Exteriores é que o USTR tem se mostrado “inflexível”, desconsiderando os dados técnicos e de comércio apresentados pelos negociadores brasileiros. “A Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil anunciam o lançamento do SelectUSA Every Day, iniciativa que busca fortalecer a conexão de empresas brasileiras com oportunidades de investimento e expansão no mercado americano”, diz um trecho do comunicado do governo americano. Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA Jornal Nacional/ Reprodução “O Brasil permanece como a principal origem do investimento sul-americano nos EUA, com empresas brasileiras presentes em mais de 40 estados e territórios e contribuindo para a geração de empregos e o fortalecimento da relação econômica bilateral”, afirma outro trecho. Leia também: Indústria estima que 4,1 mil produtos podem ser afetados caso EUA imponha novo tarifaço Brasil chama investigação dos EUA de 'arbitrária' e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMC Ministro diz que reuniões com EUA sobre tarifaço seguem, mas rechaça incluir etanol na negociação: 'Risco para o Nordeste' Parceria comercial Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil no mundo, atrás somente da China. 🔎Dados oficiais mostram, inclusive, que a chamada balança comercial é superavitária para os Estados Unidos, isto é, em valor agregado, os americanos mais exportam para o Brasil que importam. Nesse contexto, técnicos dos dois governos têm se reunido periodicamente para tentar chegar a um acordo, mas a avaliação do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores – até este momento – é que não haverá uma reversão completa do tarifaço, somente eventuais exceções ou reduções. Brasil contesta tarifa de 12,5% e chama investigação dos EUA de 'arbitrária' Segundo o Itamaraty, houve uma nova rodada técnica nesta terça-feira, e está prevista para os próximos dias uma reunião de alto nível entre o ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), os secretários do Ministério das Relações Exteriores Philip Fox Gough (Assuntos Econômicos) e Maurício Lyrio (Meio Ambiente) com autoridades americanas, entre elas, Jamieson Greer.
Em meio a tarifaço, embaixada dos EUA divulga programa para empresas brasileiras ampliarem presença no mercado americano
Guia Modelo Escrito em 08/07/2026
A poucos dias do fim do prazo para que Brasil e Estados Unidos cheguem a um acordo sobre o tarifaço, a embaixada americana divulgou um programa do Departamento de Comércio americano para empresas brasileiras buscarem ampliar sua participação no mercado do país. Novo tarifaço deve aproximar Brasil e China ainda mais Conforme o comunicado da representação americana, o objetivo é “fortalecer” a relação comercial entre os dois países. Entretanto, as negociações entre autoridades dos dois países acerca do tarifaço recomendado pelo escritório do representante comercial (USTR, na sigla em inglês) não têm avançado a ponto de reverter a proposta. 🔎Em junho, o USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras após uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. Entre elas estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. O prazo dado pelo governo americano para a conclusão das negociações é 15 de julho, e a avaliação do Ministério das Relações Exteriores é que o USTR tem se mostrado “inflexível”, desconsiderando os dados técnicos e de comércio apresentados pelos negociadores brasileiros. “A Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil anunciam o lançamento do SelectUSA Every Day, iniciativa que busca fortalecer a conexão de empresas brasileiras com oportunidades de investimento e expansão no mercado americano”, diz um trecho do comunicado do governo americano. Especialistas avaliam que, assim como no tarifaço de 2025, existe espaço para o Brasil negociar nesta nova ameaça tarifária dos EUA Jornal Nacional/ Reprodução “O Brasil permanece como a principal origem do investimento sul-americano nos EUA, com empresas brasileiras presentes em mais de 40 estados e territórios e contribuindo para a geração de empregos e o fortalecimento da relação econômica bilateral”, afirma outro trecho. Leia também: Indústria estima que 4,1 mil produtos podem ser afetados caso EUA imponha novo tarifaço Brasil chama investigação dos EUA de 'arbitrária' e diz que tarifa de 12,5% viola regras da OMC Ministro diz que reuniões com EUA sobre tarifaço seguem, mas rechaça incluir etanol na negociação: 'Risco para o Nordeste' Parceria comercial Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil no mundo, atrás somente da China. 🔎Dados oficiais mostram, inclusive, que a chamada balança comercial é superavitária para os Estados Unidos, isto é, em valor agregado, os americanos mais exportam para o Brasil que importam. Nesse contexto, técnicos dos dois governos têm se reunido periodicamente para tentar chegar a um acordo, mas a avaliação do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores – até este momento – é que não haverá uma reversão completa do tarifaço, somente eventuais exceções ou reduções. Brasil contesta tarifa de 12,5% e chama investigação dos EUA de 'arbitrária' Segundo o Itamaraty, houve uma nova rodada técnica nesta terça-feira, e está prevista para os próximos dias uma reunião de alto nível entre o ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), os secretários do Ministério das Relações Exteriores Philip Fox Gough (Assuntos Econômicos) e Maurício Lyrio (Meio Ambiente) com autoridades americanas, entre elas, Jamieson Greer.

