Cresce o número de reconhecimento de paternidade em cartórios cresce mais de 500% em cinco anos em MT Arquivo g1 O número de reconhecimentos voluntários de paternidade realizados em cartórios de Mato Grosso cresceu mais de 500% em cinco anos. Foram 40 procedimentos em 2021 e 246 em 2025, um aumento de 515%, segundo levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Entre 2021 e 28 de julho deste ano, 1.040 pessoas tiveram a paternidade reconhecida oficialmente nos Cartórios de Registro Civil do estado. Apesar do crescimento, milhares de crianças continuam sendo registradas todos os anos sem o nome do pai. No ano passado, por exemplo, foram 4.659 registros apenas com a maternidade estabelecida. Os dados ganham destaque às vésperas do Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), e mostram duas realidades distintas no estado: ao mesmo tempo em que aumentou a procura espontânea pelo reconhecimento da filiação; o número de crianças registradas sem a identificação paterna permanece na casa dos milhares. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp O maior número da série foi registrado em 2023, quando 303 pessoas tiveram a paternidade reconhecida voluntariamente. No ano seguinte, houve queda para 134 procedimentos, seguida de nova alta em 2025 (veja no gráfico acima). O reconhecimento formal garante direitos que vão além da inclusão do nome do pai na certidão de nascimento. Entre eles estão direitos sucessórios, possibilidade de acesso à pensão alimentícia e benefícios previdenciários, além do estabelecimento jurídico da filiação. Agora no g1 Milhares ainda são registrados sem o nome do pai Apesar do aumento dos reconhecimentos, os dados da Arpen-Brasil apontam que milhares de crianças ainda são registradas anualmente em Mato Grosso apenas com o nome da mãe. Em 2021, foram 3.698 registros nessa condição. O número subiu para 4.511 em 2022 e ficou em 4.469 no ano seguinte. Em 2024, foram 4.168 e, em 2025, o total chegou a 4.659. Já entre janeiro e 28 de julho deste ano, 2.731 crianças foram registradas sem a identificação do pai no estado. Veja os números: 2021: 3.698 2022: 4.511 2023: 4.469 2024: 4.168 2025: 4.659 2026, até 28 de julho: 2.731 Para a presidente da Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT), Velenice Dias de Almeida, o crescimento dos reconhecimentos representa um avanço, mas a quantidade de registros sem identificação paterna mostra que o desafio permanece. “Os números mostram avanços importantes, mas também revelam que ainda há muitas crianças que iniciam a vida sem a paternidade em seu registro. Por isso, é muito importante ampliar o acesso à informação e facilitar o reconhecimento voluntário”, afirmou. Como reconhecer a paternidade Desde este ano, o procedimento de reconhecimento voluntário de paternidade também pode ser iniciado pela internet, por meio de uma plataforma do Registro Civil. Segundo os cartórios, mais de mil procedimentos já foram iniciados digitalmente desde a implantação da ferramenta em todo o país. A plataforma também permite que mães de crianças registradas somente com a maternidade estabelecida indiquem eletronicamente o suposto pai. A partir disso, o cartório encaminha o caso para as providências previstas na legislação. O objetivo é facilitar o procedimento principalmente nos casos em que os envolvidos moram em cidades diferentes ou longe dos grandes centros. O reconhecimento voluntário de paternidade é gratuito e pode ser feito em qualquer Cartório de Registro Civil do país, independentemente do local onde o nascimento foi registrado. O procedimento pode ocorrer em qualquer fase da vida. Para filhos menores de 18 anos, é necessária a concordância da mãe. Se o filho já for maior de idade, ele próprio precisa consentir com o reconhecimento. O pedido também pode ser iniciado pela plataforma oficial do Registro Civil. Após o envio eletrônico das informações, o procedimento é concluído conforme os requisitos legais aplicáveis. O reconhecimento produz os mesmos efeitos jurídicos daquele feito no momento do registro de nascimento e estabelece oficialmente o vínculo de filiação.
Reconhecimento de paternidade em cartórios cresce mais de 500% em cinco anos em MT
Guia Modelo Escrito em 08/08/2026
Cresce o número de reconhecimento de paternidade em cartórios cresce mais de 500% em cinco anos em MT Arquivo g1 O número de reconhecimentos voluntários de paternidade realizados em cartórios de Mato Grosso cresceu mais de 500% em cinco anos. Foram 40 procedimentos em 2021 e 246 em 2025, um aumento de 515%, segundo levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Entre 2021 e 28 de julho deste ano, 1.040 pessoas tiveram a paternidade reconhecida oficialmente nos Cartórios de Registro Civil do estado. Apesar do crescimento, milhares de crianças continuam sendo registradas todos os anos sem o nome do pai. No ano passado, por exemplo, foram 4.659 registros apenas com a maternidade estabelecida. Os dados ganham destaque às vésperas do Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), e mostram duas realidades distintas no estado: ao mesmo tempo em que aumentou a procura espontânea pelo reconhecimento da filiação; o número de crianças registradas sem a identificação paterna permanece na casa dos milhares. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp O maior número da série foi registrado em 2023, quando 303 pessoas tiveram a paternidade reconhecida voluntariamente. No ano seguinte, houve queda para 134 procedimentos, seguida de nova alta em 2025 (veja no gráfico acima). O reconhecimento formal garante direitos que vão além da inclusão do nome do pai na certidão de nascimento. Entre eles estão direitos sucessórios, possibilidade de acesso à pensão alimentícia e benefícios previdenciários, além do estabelecimento jurídico da filiação. Agora no g1 Milhares ainda são registrados sem o nome do pai Apesar do aumento dos reconhecimentos, os dados da Arpen-Brasil apontam que milhares de crianças ainda são registradas anualmente em Mato Grosso apenas com o nome da mãe. Em 2021, foram 3.698 registros nessa condição. O número subiu para 4.511 em 2022 e ficou em 4.469 no ano seguinte. Em 2024, foram 4.168 e, em 2025, o total chegou a 4.659. Já entre janeiro e 28 de julho deste ano, 2.731 crianças foram registradas sem a identificação do pai no estado. Veja os números: 2021: 3.698 2022: 4.511 2023: 4.469 2024: 4.168 2025: 4.659 2026, até 28 de julho: 2.731 Para a presidente da Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT), Velenice Dias de Almeida, o crescimento dos reconhecimentos representa um avanço, mas a quantidade de registros sem identificação paterna mostra que o desafio permanece. “Os números mostram avanços importantes, mas também revelam que ainda há muitas crianças que iniciam a vida sem a paternidade em seu registro. Por isso, é muito importante ampliar o acesso à informação e facilitar o reconhecimento voluntário”, afirmou. Como reconhecer a paternidade Desde este ano, o procedimento de reconhecimento voluntário de paternidade também pode ser iniciado pela internet, por meio de uma plataforma do Registro Civil. Segundo os cartórios, mais de mil procedimentos já foram iniciados digitalmente desde a implantação da ferramenta em todo o país. A plataforma também permite que mães de crianças registradas somente com a maternidade estabelecida indiquem eletronicamente o suposto pai. A partir disso, o cartório encaminha o caso para as providências previstas na legislação. O objetivo é facilitar o procedimento principalmente nos casos em que os envolvidos moram em cidades diferentes ou longe dos grandes centros. O reconhecimento voluntário de paternidade é gratuito e pode ser feito em qualquer Cartório de Registro Civil do país, independentemente do local onde o nascimento foi registrado. O procedimento pode ocorrer em qualquer fase da vida. Para filhos menores de 18 anos, é necessária a concordância da mãe. Se o filho já for maior de idade, ele próprio precisa consentir com o reconhecimento. O pedido também pode ser iniciado pela plataforma oficial do Registro Civil. Após o envio eletrônico das informações, o procedimento é concluído conforme os requisitos legais aplicáveis. O reconhecimento produz os mesmos efeitos jurídicos daquele feito no momento do registro de nascimento e estabelece oficialmente o vínculo de filiação.

