Liberação do ‘pesque e solte’ movimenta rio Paraguai e atrai barcos no primeiro dia útil

Guia Modelo Escrito em 02/02/2026


Liberação do ‘pesque e solte’ movimenta rio Paraguai A liberação da modalidade pesque e solte na calha do rio Paraguai movimentou barcos em Corumbá, nesta segunda-feira (2), no primeiro dia útil após a autorização da pesca esportiva. O casal Francielle Ramalho e Fernando Vinicius Nunes Pereira saiu nas primeiras horas do dia em busca do pacu. A modalidade foi liberada no sábado (1º), mas o período de defeso segue em vigor nos rios de Mato Grosso do Sul até 28 de fevereiro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp A permissão vale apenas para as calhas dos rios Paraguai e Paraná. Além disso, pescadores da modalidade pesque e solte precisam seguir as regras previstas em lei. Entre as exigências estão: Uso de anzóis sem farpa, para reduzir ferimentos nos peixes; Devolução do peixe ao mesmo local da captura; Autorização ambiental para a Pesca Amadora, na modalidade pesque e solte. A pesca esportiva continua proibida em baías, lagos, lagoas marginais, banhados e outros cursos d’água conectados, além da foz dos afluentes. Retorno dos barcos Apaixonados pela pesca esportiva, Francielle e Fernando contaram à reportagem a expectativa de encontrar uma grande quantidade de peixes e falaram sobre o carinho pela modalidade. Naturais do Paraná, os dois moram atualmente em Corumbá. "É um trabalho árduo, acordar cedo e estar no rio, mas é gratificante. A gente quer bastante que cada vez mais a pesca esportiva cresça e a gente consiga mais pessoas", explicou Fernando. O casal informou que pretende seguir para a região do Paraguai Mirim. "Vamos testar e se Deus quiser vai dar peixe aí [...] vamos na busca para ver se pegamos os pacus", contou. Dicas para o pescador responsável Se você pratica a pesca esportiva, adotar boas práticas no manuseio dos peixes faz toda a diferença para garantir a sobrevivência e a saúde dos exemplares capturados. Confira algumas dicas importantes. Posição correta: se precisar retirar o peixe da água, mantenha-o sempre na posição horizontal e pelo menor tempo possível fora d’água. Isso reduz o impacto sobre sua respiração e estrutura corporal. Manuseio mínimo: evite tocar diretamente na pele do peixe. O contato excessivo pode remover a camada de muco protetor, tornando-o mais vulnerável a doenças. Cuidado com o anzol: caso o peixe tenha engolido o anzol, não tente removê-lo à força. Cortar a linha rente à boca pode ser a melhor opção para evitar ferimentos graves. Proteja as brânquias: nunca coloque as mãos nas guelras do peixe! Essa estrutura é fundamental para a respiração e qualquer dano pode ser fatal. Evite o estresse: quanto mais tempo o peixe passar se debatendo, maior o risco de desenvolver infecções por fungos e bactérias, podendo levar ao óbito. Seja rápido e eficiente ao soltá-lo. Liberação correta: assim que capturar o peixe, devolva-o imediatamente ao mesmo local de onde foi retirado. Faça isso com calma, sem movimentos bruscos, garantindo que ele possa nadar novamente sem dificuldades. Casal se preparando para voltar a pescar Faviano do Valle/ TV Morena Veja vídeos de Mato Grosso do Sul