Vítimas de golpes financeiros no PI relatam perdas de até R$ 500 mil em esquemas de falsas promessas de lucro TV Clube Vítimas de golpes com falsos investimentos e operações na bolsa de valores relatam prejuízos de até R$ 500 mil no Piauí. Os casos são apresentados na série da TV Clube, que estreou nesta segunda-feira (17), mostrando relatos de pessoas que acreditaram em promessas de altos lucros e perderam grandes quantias de dinheiro. LEIA TAMBÉM: Empresa de trader investigada por golpes pode ter feito mais de 2 mil vítimas; mais de 500 boletins foram registrados após operação Uma das vítimas, que não foi identificada, afirmou ter perdido cerca de R$ 500 mil ao considerar todos os investimentos realizados. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp “O investimento somado tudo, todas as aplicações que eu fiz, meio milhão de reais. É claro que, assim, teve gente que investiu muito mais”, relatou. Segundo os relatos apresentados na série, os golpistas atraíam investidores com promessas de altos lucros, segurança e facilidade. Os primeiros pagamentos davam a impressão de que o negócio era legítimo. Com isso, as vítimas passavam a indicar familiares, amigos e colegas, ampliando a rede de participantes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona a pirâmide financeira A pirâmide financeira depende da entrada constante de novos investidores. O dinheiro arrecadado com os novos participantes é usado para pagar quem entrou anteriormente. Enquanto há novas adesões, os pagamentos são mantidos e o esquema aparenta funcionar normalmente. Quando a entrada de novos investidores diminui, o dinheiro deixa de ser suficiente para manter os pagamentos. Nesse momento, começam os atrasos, surgem as justificativas e, posteriormente, o silêncio dos responsáveis. LEIA TAMBÉM: Suspeito de chefiar esquema que movimentou mais de R$ 600 milhões é preso após se apresentar à polícia no PI O delegado Luciano Alcântara explicou como os responsáveis costumam agir quando o esquema começa a entrar em colapso. "A partir do momento em que param de entrar novos investidores, começam os atrasos. O estelionatário começa a dar desculpas. Aí o atraso vai um mês, dois meses, três meses e as vítimas começam a ficar inquietas”, explicou. Investigações Em junho deste ano, a Polícia Civil do Piauí deflagrou a segunda fase da Operação Extrema Confiança para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de falsas operações na bolsa de valores. A ação foi realizada nos estados do Piauí e do Maranhão. Segundo as investigações, mais de 300 pessoas foram vítimas do esquema, que teria movimentado mais de R$ 600 milhões em cerca de dois anos e meio. Menos de um mês depois, a Polícia Civil realizou outra operação contra a empresa DF Group, investigada por suspeita de aplicar golpes em investidores. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), mais de 2 mil pessoas podem ter sido vítimas, e o esquema teria movimentado mais de R$ 100 milhões em dois anos. Para a promotora de Justiça Micheline Serejo, promessas de lucro elevado sem riscos devem servir de alerta aos investidores. “Existe uma frase no mercado que diz: quanto maior o lucro, maior o risco. Então você está com um lucro de 10% e não tem nenhum risco? É garantido mesmo você me pagar esse dinheiro todo? Então desconfie também”, disse a promotora de Justiça Micheline Serejo. Uma das vítimas relatou que o golpe causou impactos que vão além da perda financeira. Segundo ela, a fraude também afetou o convívio familiar e a saúde emocional. “Quando eu percebi que efetivamente a gente tinha entrado em um golpe, meu chão caiu. [...] Eles falam tão bem que acabam persuadindo e você cai para fazer o investimento. Mexeu demais com meu psicológico. Eu demorei um tempo para ter esse capital e ele foi por água abaixo”, comentou a vítima. *Yngridy Vieira, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Vítimas de golpes no PI relatam perdas de até R$ 500 mil em esquemas de falsas promessas de lucro
Guia Modelo Escrito em 18/08/2026
Vítimas de golpes financeiros no PI relatam perdas de até R$ 500 mil em esquemas de falsas promessas de lucro TV Clube Vítimas de golpes com falsos investimentos e operações na bolsa de valores relatam prejuízos de até R$ 500 mil no Piauí. Os casos são apresentados na série da TV Clube, que estreou nesta segunda-feira (17), mostrando relatos de pessoas que acreditaram em promessas de altos lucros e perderam grandes quantias de dinheiro. LEIA TAMBÉM: Empresa de trader investigada por golpes pode ter feito mais de 2 mil vítimas; mais de 500 boletins foram registrados após operação Uma das vítimas, que não foi identificada, afirmou ter perdido cerca de R$ 500 mil ao considerar todos os investimentos realizados. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp “O investimento somado tudo, todas as aplicações que eu fiz, meio milhão de reais. É claro que, assim, teve gente que investiu muito mais”, relatou. Segundo os relatos apresentados na série, os golpistas atraíam investidores com promessas de altos lucros, segurança e facilidade. Os primeiros pagamentos davam a impressão de que o negócio era legítimo. Com isso, as vítimas passavam a indicar familiares, amigos e colegas, ampliando a rede de participantes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Como funciona a pirâmide financeira A pirâmide financeira depende da entrada constante de novos investidores. O dinheiro arrecadado com os novos participantes é usado para pagar quem entrou anteriormente. Enquanto há novas adesões, os pagamentos são mantidos e o esquema aparenta funcionar normalmente. Quando a entrada de novos investidores diminui, o dinheiro deixa de ser suficiente para manter os pagamentos. Nesse momento, começam os atrasos, surgem as justificativas e, posteriormente, o silêncio dos responsáveis. LEIA TAMBÉM: Suspeito de chefiar esquema que movimentou mais de R$ 600 milhões é preso após se apresentar à polícia no PI O delegado Luciano Alcântara explicou como os responsáveis costumam agir quando o esquema começa a entrar em colapso. "A partir do momento em que param de entrar novos investidores, começam os atrasos. O estelionatário começa a dar desculpas. Aí o atraso vai um mês, dois meses, três meses e as vítimas começam a ficar inquietas”, explicou. Investigações Em junho deste ano, a Polícia Civil do Piauí deflagrou a segunda fase da Operação Extrema Confiança para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de falsas operações na bolsa de valores. A ação foi realizada nos estados do Piauí e do Maranhão. Segundo as investigações, mais de 300 pessoas foram vítimas do esquema, que teria movimentado mais de R$ 600 milhões em cerca de dois anos e meio. Menos de um mês depois, a Polícia Civil realizou outra operação contra a empresa DF Group, investigada por suspeita de aplicar golpes em investidores. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), mais de 2 mil pessoas podem ter sido vítimas, e o esquema teria movimentado mais de R$ 100 milhões em dois anos. Para a promotora de Justiça Micheline Serejo, promessas de lucro elevado sem riscos devem servir de alerta aos investidores. “Existe uma frase no mercado que diz: quanto maior o lucro, maior o risco. Então você está com um lucro de 10% e não tem nenhum risco? É garantido mesmo você me pagar esse dinheiro todo? Então desconfie também”, disse a promotora de Justiça Micheline Serejo. Uma das vítimas relatou que o golpe causou impactos que vão além da perda financeira. Segundo ela, a fraude também afetou o convívio familiar e a saúde emocional. “Quando eu percebi que efetivamente a gente tinha entrado em um golpe, meu chão caiu. [...] Eles falam tão bem que acabam persuadindo e você cai para fazer o investimento. Mexeu demais com meu psicológico. Eu demorei um tempo para ter esse capital e ele foi por água abaixo”, comentou a vítima. *Yngridy Vieira, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

