Cheia do Rio Juruá afeta 28.350 mil pessoas em Cruzeiro do Sul Carla Carvalho/Rede Amazônica O nível do Rio Juruá continua em elevação em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, e segundo a Defesa Civil, a cheia já afeta 28.350 pessoas no município. Na medição das 6h deste sábado (4), o manancial marcou 14,15 metros e permanece acima da cota de transbordo, que é de 13 metros. Ao todo, 7.087 famílias estão afetadas direta ou indiretamente pela cheia, que atinge bairros da zona urbana, comunidades rurais e vilas do município. Já o total estimado de pessoas desalojadas chega a 624 famílias. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ainda de acordo com o órgão, o número de famílias desabrigadas subiu de 21 para 50, e essas pessoas estão em abrigos montados pela prefeitura ou em casa de parentes. A cota de transbordo que é fixada em 13 metros, foi ultrapassada na última segunda-feira (30). Na última sexta-feira (3), o rio havia registrado 14,10 metros e o número era de 4.991 famílias e 19,6 mil pessoas afetadas. Cheia do Rio Juruá: sobe para 19 mil nº de atingidos no interior do Acre LEIA MAIS: Rio Juruá ultrapassa 14 metros e aumenta no número de desabrigados em Cruzeiro do Sul Rio Envira transborda pela terceira vez no ano e atinge 80 famílias indígenas no Acre Segundo a Defesa Civil, o aumento no número de atingidos e de pessoas fora de casa em menos de 24 horas mostra o avanço e os impactos da enchente na região. São 12 bairros, 15 comunidades rurais e três vilas. O órgão também acompanha esses moradores com assistência. A remoção dos moradores teve início na tarde da última terça (31). No abrigo é fornecido café da manhã, almoço, jantar e atendimento social. Além da remoção para os abrigos, também foi feita a suspensão da energia elétrica para 323 famílias. As famílias desabrigadas estão nas seguintes escolas: Escola Municipal Rita de Cássia, bairro do Cruzeirão; Escola Municipal Corazita Negreiros, bairro Cobal; Escola Municipal Padre Arnoud, bairro Nossa Senhora das Graças; Escola Municipal Thaumaturgo de Azevedo, bairro do Alumínio; Foram definidos como abrigos pela prefeitura, caso o número de desabrigados continue subindo: Escola Rita de Cássia, no bairro Cruzeirão; Escola Marcelino Champagnat, no bairro João Alves; Escola Padre Arnould, na AC-405, bairro Nossa Senhora das Graças; Escola Corazita Negreiros, no bairro Telégrafo; e Escola Estadual Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal. As aulas nestas unidades serão suspensas assim que começarem a receber as famílias atingidas pelo aumento das águas. Remoção das famílias teve início na últimaterça-feira (31), em Cruzeiro do Sul (AC) Arquivo/Defesa Civil de Cruzeiro do Sul A Defesa Civil informou ainda que os rios Croa, Juruá Mirim e Valparaíso também apresentam elevação no nível das águas: Os locais atingidos pelas águas na zona urbana são: Remanso, Várzea, Olivença, Mitirizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho, São Salvador, Saboeiro, Centro e Boca do Moa. Já as comunidades rurais afetadas são: Centrinho, Tapiri, Humaitá do Moa, Praia Grande, Laguinho, Florianópolis, Laguinho do Carvão, Estirão do Remanso, São Luiz, Lago do Sacado, Simpatia, Ramal do Escondido, Boca do Moa, Tatajuba, Mujú e Uruburetama. As vilas afetadas são: Lagoinha, Assis Brasil e Santa Rosa. Historicamente, o período de maior ocorrência de cheias em Cruzeiro do Sul é entre o fim de fevereiro e o início de março, mas há registros também ao longo de abril. Nos últimos anos, as primeiras retiradas de famílias costumam ocorrer quando o rio atinge entre 13,50 metros e 13,60 metros. Por conta da cheia do Rio Juruá famílias afetadas precisaram receber água potável Assessoria Saneacre Abastecimento de água Além das remoções e com a elevação do Rio Juruá, o Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre) fez, na última sexta-feira (3), uma ação emergencial para garantir o abastecimento de água potável às famílias afetadas. A distribuição foi feita por caminhão-pipa no bairro da Várzea, uma das regiões atingidas. Segundo o órgão, o fornecimento pela rede pública é interrompido em áreas alagadas para evitar a contaminação da água tratada. Nesses casos, o abastecimento alternativo é adotado para garantir água segura para consumo e uso doméstico. Cheias recentes No dia 17 de janeiro deste ano, o município passou por uma cheia que afetou cerca de 1.650 famílias, o que correspondia a, aproximadamente, 6,6 mil pessoas. Deste total, ao menos 139 famílias ficaram sem energia elétrica e, consequentemente, sem acesso à água potável. Cinco dias depois, no dia 22, o manancial saiu do cenário de alerta máximo. Já no dia 31 de janeiro, o Rio Juruá também ultrapassou a cota de transbordo ao atingir 13,12 metros. Dias depois, em 2 de fevereiro, o nível chegou a 13,49 metros e também manteve o município em alerta máximo, segundo a Defesa Civil Municipal. Cheia do Rio Juruá em janeiro de 2026 em Cruzeiro do Sul, interior do Acre Carla Carvalho/Rede Amazônica Na ocasião, mais de 6 mil moradores foram afetados direta ou indiretamente pela cheia. Ao todo, 1.650 famílias enfrentaram prejuízos causados pela inundação, tanto na zona urbana quanto na zona rural do município. Além disso, a prefeitura decretou situação de emergência no dia 20 de janeiro e a publicação foi feita seis dias depois, após uma sequência de chuvas intensas que provocou o transbordamento dos rios da região e afetou a rotina de moradores da zona urbana e rural. A última enchente ocorreu no dia 24 de fevereiro, há mais de um mês, quando o manancial marcou 13,17 metros e atingiu nove bairros e oito comunidades rurais. VÍDEOS: g1
Cheia do Rio Juruá já atinge mais de 28 mil pessoas no interior do Acre
Guia Modelo Escrito em 04/04/2026
Cheia do Rio Juruá afeta 28.350 mil pessoas em Cruzeiro do Sul Carla Carvalho/Rede Amazônica O nível do Rio Juruá continua em elevação em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, e segundo a Defesa Civil, a cheia já afeta 28.350 pessoas no município. Na medição das 6h deste sábado (4), o manancial marcou 14,15 metros e permanece acima da cota de transbordo, que é de 13 metros. Ao todo, 7.087 famílias estão afetadas direta ou indiretamente pela cheia, que atinge bairros da zona urbana, comunidades rurais e vilas do município. Já o total estimado de pessoas desalojadas chega a 624 famílias. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ainda de acordo com o órgão, o número de famílias desabrigadas subiu de 21 para 50, e essas pessoas estão em abrigos montados pela prefeitura ou em casa de parentes. A cota de transbordo que é fixada em 13 metros, foi ultrapassada na última segunda-feira (30). Na última sexta-feira (3), o rio havia registrado 14,10 metros e o número era de 4.991 famílias e 19,6 mil pessoas afetadas. Cheia do Rio Juruá: sobe para 19 mil nº de atingidos no interior do Acre LEIA MAIS: Rio Juruá ultrapassa 14 metros e aumenta no número de desabrigados em Cruzeiro do Sul Rio Envira transborda pela terceira vez no ano e atinge 80 famílias indígenas no Acre Segundo a Defesa Civil, o aumento no número de atingidos e de pessoas fora de casa em menos de 24 horas mostra o avanço e os impactos da enchente na região. São 12 bairros, 15 comunidades rurais e três vilas. O órgão também acompanha esses moradores com assistência. A remoção dos moradores teve início na tarde da última terça (31). No abrigo é fornecido café da manhã, almoço, jantar e atendimento social. Além da remoção para os abrigos, também foi feita a suspensão da energia elétrica para 323 famílias. As famílias desabrigadas estão nas seguintes escolas: Escola Municipal Rita de Cássia, bairro do Cruzeirão; Escola Municipal Corazita Negreiros, bairro Cobal; Escola Municipal Padre Arnoud, bairro Nossa Senhora das Graças; Escola Municipal Thaumaturgo de Azevedo, bairro do Alumínio; Foram definidos como abrigos pela prefeitura, caso o número de desabrigados continue subindo: Escola Rita de Cássia, no bairro Cruzeirão; Escola Marcelino Champagnat, no bairro João Alves; Escola Padre Arnould, na AC-405, bairro Nossa Senhora das Graças; Escola Corazita Negreiros, no bairro Telégrafo; e Escola Estadual Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal. As aulas nestas unidades serão suspensas assim que começarem a receber as famílias atingidas pelo aumento das águas. Remoção das famílias teve início na últimaterça-feira (31), em Cruzeiro do Sul (AC) Arquivo/Defesa Civil de Cruzeiro do Sul A Defesa Civil informou ainda que os rios Croa, Juruá Mirim e Valparaíso também apresentam elevação no nível das águas: Os locais atingidos pelas águas na zona urbana são: Remanso, Várzea, Olivença, Mitirizal, Beira Rio, Lagoa, Manoel Terças, Cruzeirinho, São Salvador, Saboeiro, Centro e Boca do Moa. Já as comunidades rurais afetadas são: Centrinho, Tapiri, Humaitá do Moa, Praia Grande, Laguinho, Florianópolis, Laguinho do Carvão, Estirão do Remanso, São Luiz, Lago do Sacado, Simpatia, Ramal do Escondido, Boca do Moa, Tatajuba, Mujú e Uruburetama. As vilas afetadas são: Lagoinha, Assis Brasil e Santa Rosa. Historicamente, o período de maior ocorrência de cheias em Cruzeiro do Sul é entre o fim de fevereiro e o início de março, mas há registros também ao longo de abril. Nos últimos anos, as primeiras retiradas de famílias costumam ocorrer quando o rio atinge entre 13,50 metros e 13,60 metros. Por conta da cheia do Rio Juruá famílias afetadas precisaram receber água potável Assessoria Saneacre Abastecimento de água Além das remoções e com a elevação do Rio Juruá, o Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre) fez, na última sexta-feira (3), uma ação emergencial para garantir o abastecimento de água potável às famílias afetadas. A distribuição foi feita por caminhão-pipa no bairro da Várzea, uma das regiões atingidas. Segundo o órgão, o fornecimento pela rede pública é interrompido em áreas alagadas para evitar a contaminação da água tratada. Nesses casos, o abastecimento alternativo é adotado para garantir água segura para consumo e uso doméstico. Cheias recentes No dia 17 de janeiro deste ano, o município passou por uma cheia que afetou cerca de 1.650 famílias, o que correspondia a, aproximadamente, 6,6 mil pessoas. Deste total, ao menos 139 famílias ficaram sem energia elétrica e, consequentemente, sem acesso à água potável. Cinco dias depois, no dia 22, o manancial saiu do cenário de alerta máximo. Já no dia 31 de janeiro, o Rio Juruá também ultrapassou a cota de transbordo ao atingir 13,12 metros. Dias depois, em 2 de fevereiro, o nível chegou a 13,49 metros e também manteve o município em alerta máximo, segundo a Defesa Civil Municipal. Cheia do Rio Juruá em janeiro de 2026 em Cruzeiro do Sul, interior do Acre Carla Carvalho/Rede Amazônica Na ocasião, mais de 6 mil moradores foram afetados direta ou indiretamente pela cheia. Ao todo, 1.650 famílias enfrentaram prejuízos causados pela inundação, tanto na zona urbana quanto na zona rural do município. Além disso, a prefeitura decretou situação de emergência no dia 20 de janeiro e a publicação foi feita seis dias depois, após uma sequência de chuvas intensas que provocou o transbordamento dos rios da região e afetou a rotina de moradores da zona urbana e rural. A última enchente ocorreu no dia 24 de fevereiro, há mais de um mês, quando o manancial marcou 13,17 metros e atingiu nove bairros e oito comunidades rurais. VÍDEOS: g1

