Urna eletrônica, em imagem de arquivo Reprodução/TRE-RN Uma campanha nacional criada por organizações cristãs e ecumênicas para combater a desinformação nas eleições de 2026 foi lançada nesta quinta-feira (30), em Brasília. A iniciativa "Boto Fé no Voto" pretende mobilizar igrejas, lideranças religiosas e fiéis para identificar e checar informações falsas ou enganosas e incentivar o acesso a fontes confiáveis durante o período eleitoral. Com o lema "Eu escolho a verdade", a campanha também prevê ações de formação e produção de conteúdos educativos para fortalecer o voto consciente nas eleições de 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. TSE divulga perfil eleitoral dos brasileiros que poderão votar nas eleições de outubro O lançamento foi feito na Catedral Anglicana de Brasília e reuniu representantes de organizações religiosas e da sociedade civil. A campanha foi idealizada pelo Coletivo Bereia – Informação e Checagem de Notícias, projeto especializado na verificação de conteúdos que circulam em ambientes religiosos, em parceria com a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) e outras organizações e movimentos ecumênicos. O lançamento contou com uma roda de conversa sobre os desafios da comunicação, da fé e da democracia durante o período eleitoral. Ao longo do processo eleitoral de 2026, a iniciativa prevê a produção de materiais educativos, vídeos e conteúdos para as redes sociais, além de rodas de diálogo e formações para lideranças religiosas, comunicadores e jornalistas. 30 anos da urna eletrônica: como ela evoluiu nas eleições brasileiras Por que atuar nas igrejas? Segundo Magali Cunha, jornalista, pesquisadora e editora-geral do Coletivo Bereia, a escolha pelas comunidades religiosas considera a influência desses espaços na formação de opiniões e na mobilização social. De acordo com Cunha, estudos acadêmicos, investigações jornalísticas e iniciativas de monitoramento identificaram, nas últimas eleições, a circulação de conteúdos falsos e enganosos em grupos de mensagens, redes sociais e outros ambientes ligados a comunidades religiosas. Segundo a pesquisadora, esses conteúdos chegaram a explorar valores, símbolos e crenças religiosas para tentar influenciar o debate público. "A campanha nasce justamente desse diagnóstico. Nosso objetivo não é discutir opções partidárias nem orientar o voto em candidaturas específicas. O propósito é fortalecer uma cultura democrática baseada no acesso à informação confiável, na responsabilidade cidadã e no compromisso ético com a verdade", afirmou ao g1. Pedro Figueiredo comenta o uso de I.A. nas eleições Como a campanha vai funcionar? A campanha foi estruturada para funcionar em rede durante o processo eleitoral. Entre as ações previstas estão materiais educativos para redes sociais, vídeos, rodas de diálogo e formações para lideranças religiosas, comunicadores e jornalistas. Não há, neste momento, uma meta de número de igrejas ou cidades participantes. "Nossa proposta é funcionar em rede, estimulando que organizações, comunidades de fé e pessoas comprometidas com a democracia possam aderir, compartilhar os materiais e promover espaços de diálogo em seus próprios territórios", diz Magali Cunha. A checagem dos conteúdos terá como principal referência o Bereia, que atua desde 2019 na verificação de informações que circulam em ambientes religiosos. Segundo Cunha, o trabalho é baseado em documentos públicos, pesquisas acadêmicas, especialistas e fontes oficiais. "A classificação de um conteúdo como falso, enganoso ou descontextualizado não decorre de opiniões ou posicionamentos políticos, mas da comparação entre o que circula e evidências verificáveis, documentadas e passíveis de conferência", afirma. A campanha também vai orientar lideranças e comunidades religiosas sobre direitos, deveres e boas práticas durante as eleições, com base na legislação eleitoral. Segundo os organizadores, a iniciativa não tem caráter fiscalizador nem substitui a atuação da Justiça Eleitoral. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
'Boto Fé no Voto': ação mobiliza igrejas de todo o país contra a desinformação nas eleições 2026
Guia Modelo Escrito em 31/07/2026
Urna eletrônica, em imagem de arquivo Reprodução/TRE-RN Uma campanha nacional criada por organizações cristãs e ecumênicas para combater a desinformação nas eleições de 2026 foi lançada nesta quinta-feira (30), em Brasília. A iniciativa "Boto Fé no Voto" pretende mobilizar igrejas, lideranças religiosas e fiéis para identificar e checar informações falsas ou enganosas e incentivar o acesso a fontes confiáveis durante o período eleitoral. Com o lema "Eu escolho a verdade", a campanha também prevê ações de formação e produção de conteúdos educativos para fortalecer o voto consciente nas eleições de 2026. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. TSE divulga perfil eleitoral dos brasileiros que poderão votar nas eleições de outubro O lançamento foi feito na Catedral Anglicana de Brasília e reuniu representantes de organizações religiosas e da sociedade civil. A campanha foi idealizada pelo Coletivo Bereia – Informação e Checagem de Notícias, projeto especializado na verificação de conteúdos que circulam em ambientes religiosos, em parceria com a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese) e outras organizações e movimentos ecumênicos. O lançamento contou com uma roda de conversa sobre os desafios da comunicação, da fé e da democracia durante o período eleitoral. Ao longo do processo eleitoral de 2026, a iniciativa prevê a produção de materiais educativos, vídeos e conteúdos para as redes sociais, além de rodas de diálogo e formações para lideranças religiosas, comunicadores e jornalistas. 30 anos da urna eletrônica: como ela evoluiu nas eleições brasileiras Por que atuar nas igrejas? Segundo Magali Cunha, jornalista, pesquisadora e editora-geral do Coletivo Bereia, a escolha pelas comunidades religiosas considera a influência desses espaços na formação de opiniões e na mobilização social. De acordo com Cunha, estudos acadêmicos, investigações jornalísticas e iniciativas de monitoramento identificaram, nas últimas eleições, a circulação de conteúdos falsos e enganosos em grupos de mensagens, redes sociais e outros ambientes ligados a comunidades religiosas. Segundo a pesquisadora, esses conteúdos chegaram a explorar valores, símbolos e crenças religiosas para tentar influenciar o debate público. "A campanha nasce justamente desse diagnóstico. Nosso objetivo não é discutir opções partidárias nem orientar o voto em candidaturas específicas. O propósito é fortalecer uma cultura democrática baseada no acesso à informação confiável, na responsabilidade cidadã e no compromisso ético com a verdade", afirmou ao g1. Pedro Figueiredo comenta o uso de I.A. nas eleições Como a campanha vai funcionar? A campanha foi estruturada para funcionar em rede durante o processo eleitoral. Entre as ações previstas estão materiais educativos para redes sociais, vídeos, rodas de diálogo e formações para lideranças religiosas, comunicadores e jornalistas. Não há, neste momento, uma meta de número de igrejas ou cidades participantes. "Nossa proposta é funcionar em rede, estimulando que organizações, comunidades de fé e pessoas comprometidas com a democracia possam aderir, compartilhar os materiais e promover espaços de diálogo em seus próprios territórios", diz Magali Cunha. A checagem dos conteúdos terá como principal referência o Bereia, que atua desde 2019 na verificação de informações que circulam em ambientes religiosos. Segundo Cunha, o trabalho é baseado em documentos públicos, pesquisas acadêmicas, especialistas e fontes oficiais. "A classificação de um conteúdo como falso, enganoso ou descontextualizado não decorre de opiniões ou posicionamentos políticos, mas da comparação entre o que circula e evidências verificáveis, documentadas e passíveis de conferência", afirma. A campanha também vai orientar lideranças e comunidades religiosas sobre direitos, deveres e boas práticas durante as eleições, com base na legislação eleitoral. Segundo os organizadores, a iniciativa não tem caráter fiscalizador nem substitui a atuação da Justiça Eleitoral. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

