Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300

Guia Modelo Escrito em 24/08/2026


Ela começou com R$ 300 e levou suas joias para uma novela Os búzios são muito mais do que elementos decorativos para a empreendedora Aline Neumann. Presentes em praticamente todas as suas criações, eles representam ancestralidade, espiritualidade e conexão com as raízes africanas. Foi a partir desse símbolo que ela construiu uma marca de afrojoias que hoje conquista clientes em todo o Brasil e ganhou destaque em uma novela da TV Globo. Formada em Moda, Aline sempre desenvolveu projetos inspirados na cultura afro-brasileira. Apesar do reconhecimento acadêmico, ouviu de um professor que deveria abandonar a ideia porque "moda afro não dava dinheiro". O comentário, em vez de desanimá-la, serviu como combustível para seguir em frente. A trajetória empreendedora começou de forma simples. Com investimento inicial de apenas R$ 300, ela produziu os primeiros brincos e passou a vendê-los na Avenida Paulista, em São Paulo. Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 Reprodução/PEGN O dinheiro arrecadado foi reinvestido na produção até que surgiu a oportunidade de participar da Feira Preta, considerado um dos maiores eventos de cultura e empreendedorismo negro da América Latina. Lá, vendeu todas as peças que levou. No início, os acessórios eram feitos com materiais simples, mas carregavam uma identidade visual forte. A receptividade dos clientes e os elogios de personalidades conhecidas ajudaram a consolidar a confiança da empreendedora no potencial do negócio. Com o tempo, ela aprendeu sozinha a confeccionar peças com búzios e ampliou o catálogo para incluir colares, pulseiras e anéis. Hoje, os brincos da marca custam, em média, R$ 150, enquanto os colares são vendidos por cerca de R$ 250. Parte dos materiais utilizados é importada de países africanos, e algumas peças em latão são produzidas por um artesão do Quênia. Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 Reprodução/PEGN Para profissionalizar a empresa, Aline buscou cursos e mentorias voltados à gestão, finanças e marketing. O aprendizado ajudou a estruturar a operação e preparar a marca para novos desafios. O reconhecimento ganhou ainda mais força quando as joias passaram a integrar o figurino da novela "A Nobreza do Amor". As peças são usadas pelos personagens do núcleo africano da trama, reforçando elementos de identidade, realeza e ancestralidade presentes na história. Além da novela, as criações da empreendedora também já foram usadas por artistas como Taís Araújo, Lázaro Ramos e IZA. Para clientes como a historiadora e influenciadora Preta Rara, os acessórios representam mais do que estilo: simbolizam pertencimento, autoestima e valorização da cultura negra. Agora, a empreendedora planeja ampliar suas referências por meio de viagens ao continente africano, em busca de novas inspirações para as próximas coleções. Para ela, o sucesso da marca é resultado da combinação entre coragem, propósito e fidelidade às próprias raízes. Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 Reprodução/PEGN AfrotiK (Acessórios – Novela “Nobreza do Amor”) 📍 Endereço: Rua Jovita, 532 – Santana, São Paulo/SP – CEP: 02424-000 📞 Telefone: (11) 95379-4645 📧 E-mail: afrotik@afrotik.com.br 🌐 Site: http://afrotik.com.br/ 📘 Facebook: https://www.facebook.com/share/18erK5HBK6/?mibextid=wwXIfr 📸 Instagram: https://www.instagram.com/afrotik