Ameaçada pela Rússia, Finlândia adere à iniciativa francesa de dissuasão nuclear avançada

Guia Modelo Escrito em 14/09/2026


Presidente da França, Emmanuel Macron (à esquerda), cumprimenta o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, durante encontro em Paris, na França, em 10 de setembro de 2026. Aurelien Morissard/Pool via REUTERS/File Photo A Finlândia vai aderir à iniciativa francesa de dissuasão nuclear avançada, ampliando assim o alcance da medida a um país que compartilha uma fronteira de 1.340 quilômetros com a Rússia, anunciaram os dois países nesta segunda-feira (14) em um comunicado. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O presidente finlandês, Alexander Stubb, afirmou nesta segunda que a medida é "um novo passo para aumentar a cooperação de defesa entre seu país e a França". Apesar de aderir ao programa francês, Stubb disse que não pretende hospedar armas nucleares em seu país "em tempos de paz". "A Finlândia decidiu aderir à dissuasão avançada. Nos próximos meses será estabelecido um grupo diretor sobre questões nucleares para começar a implementar a cooperação", afirmaram os dois países. Agora no g1 A iniciativa francesa prevê estender sua capacidade de dissuasão nuclear a outros países europeus por meio de exercícios conjuntos e permitir que os Estados participantes possam receber temporariamente, pela primeira vez, aeronaves francesas equipadas com armamento nuclear. A Finlândia, que integra a Otan e a União Europeia, é o 10º país europeu a aderir ao plano destinado a reforçar a segurança do continente por meio do arsenal nuclear francês. O presidente francês, Emmanuel Macron, já havia anunciado em março que seu país poderia estender seu guarda-chuva de dissuasão nuclear a aliados europeus, no momento em que o continente reavalia sua segurança com o aumento das tensões com a Rússia e após as mudanças introduzidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Otan.