Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de agiotagem A Justiça determinou a prisão preventiva de dois policiais militares, um funcionário do sistema prisional e outro suspeito apontado como agiota. O grupo é suspeito de associação criminosa e agiotagem em Guaraí, na região centro-norte do Tocantins. Os mandados são cumpridos nesta sexta-feira (24) pela Polícia Civil. A investigação aponta que os policiais usavam a estrutura do Estado e armamento oficial para intimidar vítimas durante a cobrança de dívidas. Conforme apurado pela TV Anhanguera, a Operação Nêmesis cumpre 13 ordens judiciais, expedidas pelo juiz de garantias Milton Lamenha, que determinou a prisão preventiva dos agentes públicos e do suposto agiota. Os nomes não foram divulgados. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Também são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três mandados de suspensão de funções públicas. O juiz determinou a suspensão das funções públicas dos agentes por 60 dias e o recolhimento das armas. A defesa dos quatro suspeitos informou que vai se manifestar após ter acesso aos autos . "Como se trata de processo de investigação sigilosa, qualquer comentário acerca dos fatos que ensejaram as prisões , é prematuro, nesse momento processual”, informou o advogado Vinícius Moreira. O g1 questionou a Polícia Militar e a Secretaria da Cidadania e Justiça sobre a operação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM: Bombeiros suspendem buscas por taxista que desapareceu após sair para tomar banho em balneário Homem condenado por estupro de vulnerável é procurado pela polícia no Tocantins Mecânico que passou 20 dias desaparecido na mata diz que não comia e só bebia água Operação Nêmesis, da Polícia Civil, cumpre mandados em Guaraí (TO) Divulgação/PCTO Ameaça e intimidação De acordo com a investigação, conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Palmas, o grupo usava o prestígio dos cargos públicos e armamento de serviço para realizar cobranças de dívidas em nome de um agiota da cidade. Um empresário de 45 anos e a mãe dele, de 65 anos, estão entre as vítimas do grupo. Os dois teriam sofrido ameaças e intimidações para pagar empréstimos com juros abusivos, cobrados ao longo de mais de dois anos. Segundo a Polícia Civil, a dívida teve início em Guaraí, onde o empresário contraiu empréstimo com um dos investigados, um homem de 52 anos. Com a cobrança de juros mensais elevados, que chegaram a R$ 4 mil, o valor aumentou e se tornou impossível de quitar. Mesmo após a venda do estabelecimento comercial da vítima em Guaraí, o grupo continuou cobrando o dinheiro. Já em Palmas, onde o empresário passou a morar e abriu um novo comércio, as cobranças se intensificaram. No dia 25 de fevereiro de 2026, o local foi invadido por pessoas que exigiam o pagamento da dívida por meio de ameaças graves e intimidação armada contra a mãe do empresário. Entre os investigados estão um servidor público contratado, de 36 anos, e dois servidores públicos efetivos, de 30 e 47 anos. A Polícia Civil apurou que um dos investigados chegou a simular o registro de uma ocorrência para pressionar o pagamento. Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações seguem em andamento para identificação de outros possíveis envolvidos. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Policiais são presos suspeitos de fazer cobranças para agiota no Tocantins
Guia Modelo Escrito em 24/04/2026
Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de agiotagem A Justiça determinou a prisão preventiva de dois policiais militares, um funcionário do sistema prisional e outro suspeito apontado como agiota. O grupo é suspeito de associação criminosa e agiotagem em Guaraí, na região centro-norte do Tocantins. Os mandados são cumpridos nesta sexta-feira (24) pela Polícia Civil. A investigação aponta que os policiais usavam a estrutura do Estado e armamento oficial para intimidar vítimas durante a cobrança de dívidas. Conforme apurado pela TV Anhanguera, a Operação Nêmesis cumpre 13 ordens judiciais, expedidas pelo juiz de garantias Milton Lamenha, que determinou a prisão preventiva dos agentes públicos e do suposto agiota. Os nomes não foram divulgados. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Também são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três mandados de suspensão de funções públicas. O juiz determinou a suspensão das funções públicas dos agentes por 60 dias e o recolhimento das armas. A defesa dos quatro suspeitos informou que vai se manifestar após ter acesso aos autos . "Como se trata de processo de investigação sigilosa, qualquer comentário acerca dos fatos que ensejaram as prisões , é prematuro, nesse momento processual”, informou o advogado Vinícius Moreira. O g1 questionou a Polícia Militar e a Secretaria da Cidadania e Justiça sobre a operação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM: Bombeiros suspendem buscas por taxista que desapareceu após sair para tomar banho em balneário Homem condenado por estupro de vulnerável é procurado pela polícia no Tocantins Mecânico que passou 20 dias desaparecido na mata diz que não comia e só bebia água Operação Nêmesis, da Polícia Civil, cumpre mandados em Guaraí (TO) Divulgação/PCTO Ameaça e intimidação De acordo com a investigação, conduzida pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Palmas, o grupo usava o prestígio dos cargos públicos e armamento de serviço para realizar cobranças de dívidas em nome de um agiota da cidade. Um empresário de 45 anos e a mãe dele, de 65 anos, estão entre as vítimas do grupo. Os dois teriam sofrido ameaças e intimidações para pagar empréstimos com juros abusivos, cobrados ao longo de mais de dois anos. Segundo a Polícia Civil, a dívida teve início em Guaraí, onde o empresário contraiu empréstimo com um dos investigados, um homem de 52 anos. Com a cobrança de juros mensais elevados, que chegaram a R$ 4 mil, o valor aumentou e se tornou impossível de quitar. Mesmo após a venda do estabelecimento comercial da vítima em Guaraí, o grupo continuou cobrando o dinheiro. Já em Palmas, onde o empresário passou a morar e abriu um novo comércio, as cobranças se intensificaram. No dia 25 de fevereiro de 2026, o local foi invadido por pessoas que exigiam o pagamento da dívida por meio de ameaças graves e intimidação armada contra a mãe do empresário. Entre os investigados estão um servidor público contratado, de 36 anos, e dois servidores públicos efetivos, de 30 e 47 anos. A Polícia Civil apurou que um dos investigados chegou a simular o registro de uma ocorrência para pressionar o pagamento. Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações seguem em andamento para identificação de outros possíveis envolvidos. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

