Vídeo mostra irmãos pilotando motos aquáticas momentos antes de serem mortos a tiros em Itanhaém, SP Elias Félix, o dono de uma marina que confessou ter matado dois irmãos a tiros em Itanhaém, no litoral de São Paulo, foi condenado a 46 anos e oito meses de prisão em regime fechado. Segundo a sentença obtida pelo g1 neste sábado (14), ele respondia ao processo em liberdade, mas um mandado de detenção foi expedido e agora é considerado foragido da Justiça. O caso aconteceu no bairro Coronel, em fevereiro de 2022. Os irmãos, identificados como Maycon e Everton Oliveira Pereira de Andrade, de 27 e 28 anos, estavam na marina para andar de moto aquática, quando foram vistos entrando em uma discussão com o proprietário do local. À época dos fatos, o autor dos disparos foi liberado após se apresentar à polícia e confessar o crime. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O Tribunal do Júri foi realizado na última quinta-feira (12), com a condenação do homem, de 58 anos, por duplo homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. "A perda simultânea de dois integrantes do mesmo núcleo familiar produziu impacto profundamente devastador na esfera familiar das vítimas, atingindo diretamente pais, irmã, esposas e filhos [...] Ressalte-se que ambos eram ainda jovens, circunstância que acentua a gravidade concreta das consequências do crime", escreveu o juiz Rafael Vieira Patara, da 1ª Vara de Itanhaém. Maycon e Everton Oliveira Pereira de Andrade, de 27 e 28 anos, foram mortos em marina de Itanhaém, SP Arquivo Pessoal e Reprodução O magistrado acrescentou que a esposa de Maycon estava grávida de cinco meses na época do crime. "A criança sequer teve a oportunidade de conhecer o próprio pai, tampouco o tio. Privada desde o nascimento da convivência com duas figuras familiares que lhe seriam naturalmente próximas". MP denuncia empresário que disse ter matado irmãos com tiros na cabeça Vídeo mostra irmãos se divertindo com motos aquáticas antes de serem mortos O caso De acordo com o documento da sentença, Maycon foi atingido de forma repentina enquanto conduzia uma moto aquática. "A circunstância reduziu de maneira significativa qualquer possibilidade de reação ou defesa", afirmou o juiz. As investigações apontaram que Everton pulou na água e nadou em busca de refúgio para tentar se salvar após os primeiros tiros. Apesar disso, ele foi perseguido pelo acusado, que o alcançou, o segurou pelo braço e efetuou o disparo à curta distância na região craniana. "A dinâmica da ação evidencia que a vítima se encontrava em situação de extrema vulnerabilidade", destacou Patara. Na época do crime, Félix alegou uma série de ameaças sofridas por parte dos irmãos, desde 2015, e ainda disse que atirou durante a discussão porque Maycon pareceu buscar um revólver dentro da moto aquática. A defesa dele não foi localizada até a última atualização desta reportagem. Imagens mostram roupas ensanguentadas usadas por irmãos no momento do crime Reprodução Acusação As advogadas Ana Carolina Lopes da Silva Badaró e Heloyse Massola Cavalcante da Costa atuaram como assistentes de acusação. Elas destacaram que foram mais de quatro anos de processo e aproximadamente 12 horas de julgamento. "Hoje, a família de Maycon e Everton podem dizer que a Justiça foi feita. Com o resultado, o réu, que não compareceu ao seu próprio julgamento, teve mandado de prisão expedido em seu desfavor", ressaltaram as advogadas, por meio de nota enviada ao g1. Ana e Heloyse pedem para informações sobre o paradeiro de Elias Félix serem denunciadas para a Polícia Militar (190), disque denúncia (181) ou em qualquer delegacia. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
Empresário é condenado a quase 50 anos de prisão por matar irmãos durante discussão em marina de SP
Guia Modelo Escrito em 14/03/2026
Vídeo mostra irmãos pilotando motos aquáticas momentos antes de serem mortos a tiros em Itanhaém, SP Elias Félix, o dono de uma marina que confessou ter matado dois irmãos a tiros em Itanhaém, no litoral de São Paulo, foi condenado a 46 anos e oito meses de prisão em regime fechado. Segundo a sentença obtida pelo g1 neste sábado (14), ele respondia ao processo em liberdade, mas um mandado de detenção foi expedido e agora é considerado foragido da Justiça. O caso aconteceu no bairro Coronel, em fevereiro de 2022. Os irmãos, identificados como Maycon e Everton Oliveira Pereira de Andrade, de 27 e 28 anos, estavam na marina para andar de moto aquática, quando foram vistos entrando em uma discussão com o proprietário do local. À época dos fatos, o autor dos disparos foi liberado após se apresentar à polícia e confessar o crime. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O Tribunal do Júri foi realizado na última quinta-feira (12), com a condenação do homem, de 58 anos, por duplo homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. "A perda simultânea de dois integrantes do mesmo núcleo familiar produziu impacto profundamente devastador na esfera familiar das vítimas, atingindo diretamente pais, irmã, esposas e filhos [...] Ressalte-se que ambos eram ainda jovens, circunstância que acentua a gravidade concreta das consequências do crime", escreveu o juiz Rafael Vieira Patara, da 1ª Vara de Itanhaém. Maycon e Everton Oliveira Pereira de Andrade, de 27 e 28 anos, foram mortos em marina de Itanhaém, SP Arquivo Pessoal e Reprodução O magistrado acrescentou que a esposa de Maycon estava grávida de cinco meses na época do crime. "A criança sequer teve a oportunidade de conhecer o próprio pai, tampouco o tio. Privada desde o nascimento da convivência com duas figuras familiares que lhe seriam naturalmente próximas". MP denuncia empresário que disse ter matado irmãos com tiros na cabeça Vídeo mostra irmãos se divertindo com motos aquáticas antes de serem mortos O caso De acordo com o documento da sentença, Maycon foi atingido de forma repentina enquanto conduzia uma moto aquática. "A circunstância reduziu de maneira significativa qualquer possibilidade de reação ou defesa", afirmou o juiz. As investigações apontaram que Everton pulou na água e nadou em busca de refúgio para tentar se salvar após os primeiros tiros. Apesar disso, ele foi perseguido pelo acusado, que o alcançou, o segurou pelo braço e efetuou o disparo à curta distância na região craniana. "A dinâmica da ação evidencia que a vítima se encontrava em situação de extrema vulnerabilidade", destacou Patara. Na época do crime, Félix alegou uma série de ameaças sofridas por parte dos irmãos, desde 2015, e ainda disse que atirou durante a discussão porque Maycon pareceu buscar um revólver dentro da moto aquática. A defesa dele não foi localizada até a última atualização desta reportagem. Imagens mostram roupas ensanguentadas usadas por irmãos no momento do crime Reprodução Acusação As advogadas Ana Carolina Lopes da Silva Badaró e Heloyse Massola Cavalcante da Costa atuaram como assistentes de acusação. Elas destacaram que foram mais de quatro anos de processo e aproximadamente 12 horas de julgamento. "Hoje, a família de Maycon e Everton podem dizer que a Justiça foi feita. Com o resultado, o réu, que não compareceu ao seu próprio julgamento, teve mandado de prisão expedido em seu desfavor", ressaltaram as advogadas, por meio de nota enviada ao g1. Ana e Heloyse pedem para informações sobre o paradeiro de Elias Félix serem denunciadas para a Polícia Militar (190), disque denúncia (181) ou em qualquer delegacia. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

