Guilherme Pereira Lima Filho foi um dos três mortos em ataque no Amazonas. Reprodução/Redes Sociais Familiares e amigos de Guilherme Pereira Lima Filho participaram da missa de 7º dia neste domingo (23), na Catedral de Nossa Senhora Aparecida, zona Sul de Manaus. O professor universitário foi uma das vítimas da chacina que deixou três pessoas mortas no bairro São Jorge. Na cerimônia, houve homenagens e lembranças da trajetória de Guilherme. Uma semana após o crime, a família segue em luto e não quis dar entrevistas. Guilherme, de 65 anos, foi morto em casa no dia 17 de agosto. No mesmo ataque, também morreram Francisco das Chagas Morais Santos e a filha dele, Isabella Coelho Morais. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), eles foram as primeiras vítimas. Guilherme, que morava no primeiro andar, teria subido após ouvir os gritos. O principal suspeito do crime, Ezenilson Silva de Sousa foi preso ainda na segunda. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A quarta vítima, Dilma Sampaio, morava no térreo. Ela também subiu ao ouvir os barulhos, foi atacada, mas sobreviveu. Até o fechamento desta reportagem, seguia internada devido aos ferimentos sofridos. Chacina em Manaus: suspeito revela detalhes sobre como atacou vítimas dentro de casa Um homem identificado como Ezenilson de Souza confessou o crime à polícia ainda no mesmo dia, e foi preso. A principal linha de investigação da polícia é que o motivo do ataque tenha sido uma recusa de Francisco das Chagas a um pedido de dinheiro feito por Ezenilson. Em entrevista à Rede Amazônica, a pedagoga Socorro Duarte relembra como o professor era em vida: "Ele era um apaixonado por educação. Ele será eternamente lembrado por nós assim", disse. Guilherme era licenciado em pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde trabalhava desde 1992. Ele também era mestre em Ciências da Educação e atuava na formação inicial e continuada de professores. Como aconteceu a chacina A chacina aconteceu na manhã de segunda-feira (17), em uma residência no bairro São Geraldo. Segundo a investigação, Ezenilson chegou ao imóvel por volta das 5h30, estacionou uma motocicleta em frente à casa e pulou o muro. O objetivo era pedir dinheiro a uma das vítimas para pagar uma dívida de R$ 19 mil com agiotas. Ele permaneceu no local por cerca de duas horas e deixou a residência por volta das 7h. Nesse período, três pessoas foram mortas e uma mulher ficou ferida. Os mortos são Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, Isabella Coelho Morais, de 29, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65 anos. A quarta vítima, identificada apenas como Dilma, foi socorrida e levada para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste de Manaus. RECONSTITUIÇÃO: Chacina em Manaus: suspeito volta ao local do crime e revela detalhes sobre como atacou vítimas dentro de casa; VÍDEO ENTENDA: Chacina deixa três mortos em Manaus: o que se sabe sobre o caso VÍTIMA: 'Menina amável, doce e obediente': quem era jovem com paralisia cerebral morta em chacina em Manaus PROFESSOR UNIVERSITÁRIO: 'Carinhoso e muito inteligente': saiba quem era o professor universitário morto durante chacina em Manaus O que motivou o crime A principal linha da investigação é de que o crime teve motivação financeira. Segundo a polícia, Ezenilson foi até a residência para pedir dinheiro a Francisco, que era pastor e ex-sogro dele. O suspeito teria contraído uma dívida com agiotas. Ainda de acordo com o delegado, houve um desentendimento depois que Francisco se recusou a entregar mais dinheiro ao suspeito. "[Eles] tiveram um desentendimento porque esse pastor não quis lhe dar mais dinheiro e, segundo ele, ele perdeu a cabeça e matou esse pastor ainda dentro do seu próprio quarto", afirmou Cunha. Martelo usado no crime Ezenilson afirmou à polícia que usou um martelo para atacar as vítimas. Segundo o delegado, o objeto foi jogado em um igarapé próximo à residência. Durante a ação, o suspeito também encontrou um pequeno cofre com cerca de R$ 900, que pertencia a Francisco. Ele deixou o imóvel levando ainda os celulares de três vítimas e usava uma máscara de proteção para tentar evitar ser identificado. Como as vítimas foram encontradas Os três corpos foram encontrados dentro da residência. Dois estavam em um quarto e o terceiro, no corredor da casa. Um morador encontrou as vítimas e acionou a Polícia Militar pelo número 190. Os policiais foram até o endereço e confirmaram o crime. A área foi isolada para o trabalho da perícia. O Instituto Médico Legal (IML) e o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram acionados para os procedimentos. A quarta vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.
Missa de 7º dia lembra professor morto em chacina em Manaus: 'Ele era um apaixonado por educação', disse pedagoga
Guia Modelo Escrito em 23/08/2026
Guilherme Pereira Lima Filho foi um dos três mortos em ataque no Amazonas. Reprodução/Redes Sociais Familiares e amigos de Guilherme Pereira Lima Filho participaram da missa de 7º dia neste domingo (23), na Catedral de Nossa Senhora Aparecida, zona Sul de Manaus. O professor universitário foi uma das vítimas da chacina que deixou três pessoas mortas no bairro São Jorge. Na cerimônia, houve homenagens e lembranças da trajetória de Guilherme. Uma semana após o crime, a família segue em luto e não quis dar entrevistas. Guilherme, de 65 anos, foi morto em casa no dia 17 de agosto. No mesmo ataque, também morreram Francisco das Chagas Morais Santos e a filha dele, Isabella Coelho Morais. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), eles foram as primeiras vítimas. Guilherme, que morava no primeiro andar, teria subido após ouvir os gritos. O principal suspeito do crime, Ezenilson Silva de Sousa foi preso ainda na segunda. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A quarta vítima, Dilma Sampaio, morava no térreo. Ela também subiu ao ouvir os barulhos, foi atacada, mas sobreviveu. Até o fechamento desta reportagem, seguia internada devido aos ferimentos sofridos. Chacina em Manaus: suspeito revela detalhes sobre como atacou vítimas dentro de casa Um homem identificado como Ezenilson de Souza confessou o crime à polícia ainda no mesmo dia, e foi preso. A principal linha de investigação da polícia é que o motivo do ataque tenha sido uma recusa de Francisco das Chagas a um pedido de dinheiro feito por Ezenilson. Em entrevista à Rede Amazônica, a pedagoga Socorro Duarte relembra como o professor era em vida: "Ele era um apaixonado por educação. Ele será eternamente lembrado por nós assim", disse. Guilherme era licenciado em pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), onde trabalhava desde 1992. Ele também era mestre em Ciências da Educação e atuava na formação inicial e continuada de professores. Como aconteceu a chacina A chacina aconteceu na manhã de segunda-feira (17), em uma residência no bairro São Geraldo. Segundo a investigação, Ezenilson chegou ao imóvel por volta das 5h30, estacionou uma motocicleta em frente à casa e pulou o muro. O objetivo era pedir dinheiro a uma das vítimas para pagar uma dívida de R$ 19 mil com agiotas. Ele permaneceu no local por cerca de duas horas e deixou a residência por volta das 7h. Nesse período, três pessoas foram mortas e uma mulher ficou ferida. Os mortos são Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, Isabella Coelho Morais, de 29, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65 anos. A quarta vítima, identificada apenas como Dilma, foi socorrida e levada para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste de Manaus. RECONSTITUIÇÃO: Chacina em Manaus: suspeito volta ao local do crime e revela detalhes sobre como atacou vítimas dentro de casa; VÍDEO ENTENDA: Chacina deixa três mortos em Manaus: o que se sabe sobre o caso VÍTIMA: 'Menina amável, doce e obediente': quem era jovem com paralisia cerebral morta em chacina em Manaus PROFESSOR UNIVERSITÁRIO: 'Carinhoso e muito inteligente': saiba quem era o professor universitário morto durante chacina em Manaus O que motivou o crime A principal linha da investigação é de que o crime teve motivação financeira. Segundo a polícia, Ezenilson foi até a residência para pedir dinheiro a Francisco, que era pastor e ex-sogro dele. O suspeito teria contraído uma dívida com agiotas. Ainda de acordo com o delegado, houve um desentendimento depois que Francisco se recusou a entregar mais dinheiro ao suspeito. "[Eles] tiveram um desentendimento porque esse pastor não quis lhe dar mais dinheiro e, segundo ele, ele perdeu a cabeça e matou esse pastor ainda dentro do seu próprio quarto", afirmou Cunha. Martelo usado no crime Ezenilson afirmou à polícia que usou um martelo para atacar as vítimas. Segundo o delegado, o objeto foi jogado em um igarapé próximo à residência. Durante a ação, o suspeito também encontrou um pequeno cofre com cerca de R$ 900, que pertencia a Francisco. Ele deixou o imóvel levando ainda os celulares de três vítimas e usava uma máscara de proteção para tentar evitar ser identificado. Como as vítimas foram encontradas Os três corpos foram encontrados dentro da residência. Dois estavam em um quarto e o terceiro, no corredor da casa. Um morador encontrou as vítimas e acionou a Polícia Militar pelo número 190. Os policiais foram até o endereço e confirmaram o crime. A área foi isolada para o trabalho da perícia. O Instituto Médico Legal (IML) e o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram acionados para os procedimentos. A quarta vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.

