O novo capacitor de polímero utiliza o material transparente — mostrado na imagem, com marcas atléticas antigas da Penn State visíveis através dele — para armazenar quatro vezes mais energia e suportar muito mais calor. Qiming Zhang e equipe/Penn State Um novo tipo de plástico pode ser a solução para o armazenamento de energia. O material, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, suporta até quatro vezes mais energia do que um capacitor comum. Os resultados da pesquisa que analisou o material foram publicados na revista científica "Nature" na última quarta-feira (18). Para criar o composto, os pesquisadores combinaram dois plásticos de alta resistência térmica e isolamento elétrico. "Capacitores de polímero convencionais precisam ser mantidos frios para operar. Nossa abordagem resolve esse problema e ainda permite quatro vezes mais potência – ou a mesma quantidade de potência em um dispositivo quatro vezes menor", detalha Li Li, co-primeiro autor do estudo. VEJA TAMBÉM: Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️Polímeros podem ser encontrados em materiais naturais, mas também são produzidos sinteticamente para fabricar filmes finos e flexíveis e plásticos rígidos espessos. Em geral, os capacitores de polímero armazenam menos energia do que as baterias e falham em altas temperaturas – mesmos os mais avançados não resistem a marcas acima de 100°C. O novo material promete solucionar esse problema, sendo mais resistente a altas temperaturas. Segundo os pesquisadores, a liga plástica se manteve intacta de - 64°C a 250°C. Resultado incomum Segundo os autores, é incomum que as propriedades de um produto sejam tão superiores a de seus componentes individualmente. Mas não é o que foi observado na pesquisa. "Se você juntar dois materiais semelhantes, espera obter um material semelhante, com nível de desempenho parecido ao dos dois ingredientes", explica Li. 👉Para a criação do material foram combinados os seguintes compostos: PEI - um termoplástico de alta resistência térmica e rigidez, mui8to usado na produção farmacêutica. PBODA - um polímero com a alta resistência térmica e isolamento elétrico Segundo Guanchun Rui, também co-primeiro autor do estudo, a chave para a mistura perfeita foi encontrar o "nível correto de imiscibilidade de polímeros", ou seja, sua incapacidade de se misturar completamente. ➡️Assim como água e óleo, materiais imiscíveis se separam e se organizam em estruturas 3D, de acordo com suas propriedades individuais. Rui compara o processo com o funcionamento de ligas metálicas, onde diferentes proporções dos elementos mudam o desempenho do produto final. "Ao controlar adequadamente a imiscibilidade, obtivemos – até onde sabemos – a primeira liga polimérica com essas qualidades altamente desejáveis", analisa o pesquisador. LEIA TAMBÉM: Planetas gigantes seguem 'receita' parecida com a de Júpiter e indicam possível padrão na formação do Universo Caranguejo-do-diabo: entenda por que o crustáceo colorido pode ser mortal para humanos Potencial de uso em larga escala Além de terem de terem apresentado um resultado surpreendente quando combinados, os produtos também têm a vantagem de serem baratos e disponíveis comercialmente. "O processo para produzir em grandes quantidades é relativamente simples. [...] Esta é uma solução econômica para a crise energética e pode ajudar significativamente em múltiplas aplicações", comenta Liu. Ele ainda ressalta que o material permite colocar quatro vezes mais potência em um dispositivo ou reduzir o dispositivo para um quarto do tamanho mantendo a mesma potência. "Podemos concentrar muita funcionalidade em algo muito compacto de forma facilmente alcançável", projeta. O próximo passo, segundo os pesquisadores é levar os capacitores desse novo tipo de material ao mercado.
Pesquisadores criam novo tipo de plástico capaz de suportar quatro vezes mais energia
Guia Modelo Escrito em 23/02/2026
O novo capacitor de polímero utiliza o material transparente — mostrado na imagem, com marcas atléticas antigas da Penn State visíveis através dele — para armazenar quatro vezes mais energia e suportar muito mais calor. Qiming Zhang e equipe/Penn State Um novo tipo de plástico pode ser a solução para o armazenamento de energia. O material, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, suporta até quatro vezes mais energia do que um capacitor comum. Os resultados da pesquisa que analisou o material foram publicados na revista científica "Nature" na última quarta-feira (18). Para criar o composto, os pesquisadores combinaram dois plásticos de alta resistência térmica e isolamento elétrico. "Capacitores de polímero convencionais precisam ser mantidos frios para operar. Nossa abordagem resolve esse problema e ainda permite quatro vezes mais potência – ou a mesma quantidade de potência em um dispositivo quatro vezes menor", detalha Li Li, co-primeiro autor do estudo. VEJA TAMBÉM: Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️Polímeros podem ser encontrados em materiais naturais, mas também são produzidos sinteticamente para fabricar filmes finos e flexíveis e plásticos rígidos espessos. Em geral, os capacitores de polímero armazenam menos energia do que as baterias e falham em altas temperaturas – mesmos os mais avançados não resistem a marcas acima de 100°C. O novo material promete solucionar esse problema, sendo mais resistente a altas temperaturas. Segundo os pesquisadores, a liga plástica se manteve intacta de - 64°C a 250°C. Resultado incomum Segundo os autores, é incomum que as propriedades de um produto sejam tão superiores a de seus componentes individualmente. Mas não é o que foi observado na pesquisa. "Se você juntar dois materiais semelhantes, espera obter um material semelhante, com nível de desempenho parecido ao dos dois ingredientes", explica Li. 👉Para a criação do material foram combinados os seguintes compostos: PEI - um termoplástico de alta resistência térmica e rigidez, mui8to usado na produção farmacêutica. PBODA - um polímero com a alta resistência térmica e isolamento elétrico Segundo Guanchun Rui, também co-primeiro autor do estudo, a chave para a mistura perfeita foi encontrar o "nível correto de imiscibilidade de polímeros", ou seja, sua incapacidade de se misturar completamente. ➡️Assim como água e óleo, materiais imiscíveis se separam e se organizam em estruturas 3D, de acordo com suas propriedades individuais. Rui compara o processo com o funcionamento de ligas metálicas, onde diferentes proporções dos elementos mudam o desempenho do produto final. "Ao controlar adequadamente a imiscibilidade, obtivemos – até onde sabemos – a primeira liga polimérica com essas qualidades altamente desejáveis", analisa o pesquisador. LEIA TAMBÉM: Planetas gigantes seguem 'receita' parecida com a de Júpiter e indicam possível padrão na formação do Universo Caranguejo-do-diabo: entenda por que o crustáceo colorido pode ser mortal para humanos Potencial de uso em larga escala Além de terem de terem apresentado um resultado surpreendente quando combinados, os produtos também têm a vantagem de serem baratos e disponíveis comercialmente. "O processo para produzir em grandes quantidades é relativamente simples. [...] Esta é uma solução econômica para a crise energética e pode ajudar significativamente em múltiplas aplicações", comenta Liu. Ele ainda ressalta que o material permite colocar quatro vezes mais potência em um dispositivo ou reduzir o dispositivo para um quarto do tamanho mantendo a mesma potência. "Podemos concentrar muita funcionalidade em algo muito compacto de forma facilmente alcançável", projeta. O próximo passo, segundo os pesquisadores é levar os capacitores desse novo tipo de material ao mercado.

