Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, acusado de estupro coletivo contra adolescente, chegou na 12ªDP (Copacabana) acompanhado do seu advogado. Reprodução Vitor Hugo de Oliveira Simonin, um dos réus presos pelo estupro coletivo de uma menor de idade em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em janeiro deste ano, foi indiciado pela 12ª DP (Copacabana) pelo estupro de vulnerável de uma jovem durante uma festa em Botafogo, em 2025. Esse foi um dos casos denunciados após a repercussão do crime cometido contra uma estudante do Colégio Pedro II. O indiciamento ocorreu na última quarta-feira (5). Uma menor de idade, que estava alcoolizada, disse que Simonin a forçou a fazer sexo oral, apesar de ela ter dito repetidamente que não queria. A delegacia ouviu testemunhas, que relataram que Vitor Hugo tentou tocar a vítima em diversos momentos durante a festa sem sua permissão, e que ela relatou chorando o que havia acontecido. A adolescente reconheceu formalmente Vitor Hugo. Segundo o relatório final do inquérito, ao qual o g1 teve acesso, há "robustos indícios de autoria" contra ele. Vitor Hugo também é alvo de outra investigação. Em julho, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul instaurou um inquérito após receber do Ministério Público do Rio uma notícia de fato que apontava um possível estupro contra uma adolescente de 17 anos, durante o pré-carnaval de 2026. A investigação está em andamento e tramita sob sigilo. A audiência do caso de Copacabana, que ocorreria na sexta-feira (7), foi adiada para o dia 13 de agosto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Outro réu responde a processo Também réu pelo estupro coletivo de Copacabana, Matheus Veríssimo Zoel Martins, responde a um segundo processo por um caso semelhante. Em junho, a 12ª DP (Copacabana) concluiu que 2 adolescentes e 1 adulto estupraram uma menina, à época com 14 anos, em 2023. A adolescente relatou que foi convidada a ir até a casa de Matheus, que era menor à época do crime e hoje tem 19 anos. Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana Reprodução Segundo o depoimento, ao menos dois suspeitos teriam participado da violência sexual e gravado imagens do crime e divulgado. Matheus responde por ato análogo a estupro. Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, se entregou à polícia após ser indiciado pelo crime pela delegacia de Copacabana em junho deste ano. O processo contra ele tramita na 1ª Vara Especializada em Crianças e Adolescentes (Veca). O processo contra Mattheus e outro menor de idade tramita na Vara da Infância e Juventude. Audiência foi adiada Além de Matheus Veríssimo e Vitor Hugo Simonin, outros dois réus respondem pelo caso de Copacabana, que teve a última audiência do processo adiada e remarcada para quinta-feira (13): Bruno Felipe dos Santos Allegretti João Gabriel Xavier Bertho Em julho, foram ouvidas todas as testemunhas de acusação. Na próxima audiência, devem ser ouvidas as testemunhas de defesa e os depoimentos dos quatro réus. Réus por estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, em janeiro de 2026 Reprodução/Fantástico Atualmente, todos eles estão presos no Presídio Juíza de Direito Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Após o fim das audiências, o Ministério Público terá 10 dias para enviar suas alegações finais, seguido do mesmo prazo para que as defesas também apresentem seus argumentos. Só depois disso, o caso será avaliado pelo juiz responsável pelo caso na Veca. Um adolescente envolvido foi investigado também foi levado à Justiça e teve a internação determinada pela Vara da Infância e Juventude da Capital. Segundo a polícia, ele também participou do caso em que Matheus Veríssimo foi investigado e responde a processo, em 2023. Na ocasião, a juíza Vanessa Cavalieri destacou a gravidade do crime e determinou que ele fosse internado compulsoriamente em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). A Polícia Civil investiga supostos casos de agressão e humilhações sofridas por ele no Centro de Socioeducação Aeroporto Dom Bosco(Cense Dom Bosco), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. LEIA TAMBÉM: Novas vítimas aparecem após denúncia de caso em Copacabana Justiça ouve vítima e envolvidos em caso de estupro coletivo em Botafogo Preso por estupro coletivo em Copacabana é investigado por caso semelhante 'Eu só quero que eles paguem', diz mãe de vítima de estupro coletivo sobre suspeitos Mãe da vítima de estupro coletivo relatou caso ao g1 e à TV Globo Reprodução/TV Globo Relembre o caso Todo os quatro réus por estupro coletivo em Copacabana estão presos Segundo as investigações, uma adolescente de 17 anos foi até um apartamento de Simonin, em Copacabana, a fim de se encontrar com outro menor de idade, com quem já havia tido um relacionamento anterior. Na ocasião, ele disse que estaria no local com dois amigos. Segundo a denúncia, a adolescente e um colega mantinham uma relação sexual consensual dentro do quarto quando o local foi invadido pelos quatro réus. Imagens de câmeras de segurança mostram envolvidos em estupro coletivo de adolescente em Copacabana Reprodução Após uma tentativa de resistência, a vítima, de acordo com as investigações, foi intimidada e subjugada com socos, tapas, chutes e puxões de cabelo. A menor ainda foi trancada por determinado período do quarto para que não saísse. Apesar dos pedidos da vítima, a denúncia do Ministério Público aponta que os quatro réus agiram "em perfeita comunhão de ações" para forçarem a vítima a diversas práticas sexuais, ignorando os pedidos da adolescente para que parassem. Defesas alegam consentimento e questionam vítima Vítimas fazem novas denúncias contra réus por estupro coletivo Durante o processo, as defesas dos réus alegaram que a relação sexual foi consentida e negaram que os quatro homens tenham cometido o estupro coletivo. Em audiências, foram convocados como testemunhas delegados e até magistrados para atestar o caráter dos acusados, alegando que nenhum deles seria capaz de cometer o crime. Além disso, a defesa de Matheus Veríssimo alegou que dois diferentes diagnósticos de problemas psiquiátricos tornariam o depoimento da vítima "absolutamente contraditório" e lançariam "fundada suspeita sobre a credibilidade das informações". A defesa incluiu no processo o parecer de um médico que alegou que essas patologias poderiam levar a condutas de risco e impulsividade. No entanto, o juiz João de Sá indeferiu a tese da defesa e manteve válido o depoimento da vítima, o que manteve a prisão preventiva dos réus. Segundo ele, ela foi avaliada por uma perita legista poucas horas após o crime. A profissional afirmou que a jovem estava "lúcida e orientada, sem indícios de perturbação da saúde mental". Ele ainda considerou genérico o parecer apontado pela defesa de Matheus e afirmou que a narrativa possuía consistência e era corroborada pelas provas periciais que comprovaram as agressões sofridas pela vítima, entre escoriações, equimoses e outras lesões.
Preso por estupro coletivo em Copacabana é indiciado por outro caso durante festa em 2025
Guia Modelo Escrito em 08/08/2026
Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, acusado de estupro coletivo contra adolescente, chegou na 12ªDP (Copacabana) acompanhado do seu advogado. Reprodução Vitor Hugo de Oliveira Simonin, um dos réus presos pelo estupro coletivo de uma menor de idade em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em janeiro deste ano, foi indiciado pela 12ª DP (Copacabana) pelo estupro de vulnerável de uma jovem durante uma festa em Botafogo, em 2025. Esse foi um dos casos denunciados após a repercussão do crime cometido contra uma estudante do Colégio Pedro II. O indiciamento ocorreu na última quarta-feira (5). Uma menor de idade, que estava alcoolizada, disse que Simonin a forçou a fazer sexo oral, apesar de ela ter dito repetidamente que não queria. A delegacia ouviu testemunhas, que relataram que Vitor Hugo tentou tocar a vítima em diversos momentos durante a festa sem sua permissão, e que ela relatou chorando o que havia acontecido. A adolescente reconheceu formalmente Vitor Hugo. Segundo o relatório final do inquérito, ao qual o g1 teve acesso, há "robustos indícios de autoria" contra ele. Vitor Hugo também é alvo de outra investigação. Em julho, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul instaurou um inquérito após receber do Ministério Público do Rio uma notícia de fato que apontava um possível estupro contra uma adolescente de 17 anos, durante o pré-carnaval de 2026. A investigação está em andamento e tramita sob sigilo. A audiência do caso de Copacabana, que ocorreria na sexta-feira (7), foi adiada para o dia 13 de agosto. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Outro réu responde a processo Também réu pelo estupro coletivo de Copacabana, Matheus Veríssimo Zoel Martins, responde a um segundo processo por um caso semelhante. Em junho, a 12ª DP (Copacabana) concluiu que 2 adolescentes e 1 adulto estupraram uma menina, à época com 14 anos, em 2023. A adolescente relatou que foi convidada a ir até a casa de Matheus, que era menor à época do crime e hoje tem 19 anos. Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana Reprodução Segundo o depoimento, ao menos dois suspeitos teriam participado da violência sexual e gravado imagens do crime e divulgado. Matheus responde por ato análogo a estupro. Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, se entregou à polícia após ser indiciado pelo crime pela delegacia de Copacabana em junho deste ano. O processo contra ele tramita na 1ª Vara Especializada em Crianças e Adolescentes (Veca). O processo contra Mattheus e outro menor de idade tramita na Vara da Infância e Juventude. Audiência foi adiada Além de Matheus Veríssimo e Vitor Hugo Simonin, outros dois réus respondem pelo caso de Copacabana, que teve a última audiência do processo adiada e remarcada para quinta-feira (13): Bruno Felipe dos Santos Allegretti João Gabriel Xavier Bertho Em julho, foram ouvidas todas as testemunhas de acusação. Na próxima audiência, devem ser ouvidas as testemunhas de defesa e os depoimentos dos quatro réus. Réus por estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, em janeiro de 2026 Reprodução/Fantástico Atualmente, todos eles estão presos no Presídio Juíza de Direito Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Após o fim das audiências, o Ministério Público terá 10 dias para enviar suas alegações finais, seguido do mesmo prazo para que as defesas também apresentem seus argumentos. Só depois disso, o caso será avaliado pelo juiz responsável pelo caso na Veca. Um adolescente envolvido foi investigado também foi levado à Justiça e teve a internação determinada pela Vara da Infância e Juventude da Capital. Segundo a polícia, ele também participou do caso em que Matheus Veríssimo foi investigado e responde a processo, em 2023. Na ocasião, a juíza Vanessa Cavalieri destacou a gravidade do crime e determinou que ele fosse internado compulsoriamente em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). A Polícia Civil investiga supostos casos de agressão e humilhações sofridas por ele no Centro de Socioeducação Aeroporto Dom Bosco(Cense Dom Bosco), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. LEIA TAMBÉM: Novas vítimas aparecem após denúncia de caso em Copacabana Justiça ouve vítima e envolvidos em caso de estupro coletivo em Botafogo Preso por estupro coletivo em Copacabana é investigado por caso semelhante 'Eu só quero que eles paguem', diz mãe de vítima de estupro coletivo sobre suspeitos Mãe da vítima de estupro coletivo relatou caso ao g1 e à TV Globo Reprodução/TV Globo Relembre o caso Todo os quatro réus por estupro coletivo em Copacabana estão presos Segundo as investigações, uma adolescente de 17 anos foi até um apartamento de Simonin, em Copacabana, a fim de se encontrar com outro menor de idade, com quem já havia tido um relacionamento anterior. Na ocasião, ele disse que estaria no local com dois amigos. Segundo a denúncia, a adolescente e um colega mantinham uma relação sexual consensual dentro do quarto quando o local foi invadido pelos quatro réus. Imagens de câmeras de segurança mostram envolvidos em estupro coletivo de adolescente em Copacabana Reprodução Após uma tentativa de resistência, a vítima, de acordo com as investigações, foi intimidada e subjugada com socos, tapas, chutes e puxões de cabelo. A menor ainda foi trancada por determinado período do quarto para que não saísse. Apesar dos pedidos da vítima, a denúncia do Ministério Público aponta que os quatro réus agiram "em perfeita comunhão de ações" para forçarem a vítima a diversas práticas sexuais, ignorando os pedidos da adolescente para que parassem. Defesas alegam consentimento e questionam vítima Vítimas fazem novas denúncias contra réus por estupro coletivo Durante o processo, as defesas dos réus alegaram que a relação sexual foi consentida e negaram que os quatro homens tenham cometido o estupro coletivo. Em audiências, foram convocados como testemunhas delegados e até magistrados para atestar o caráter dos acusados, alegando que nenhum deles seria capaz de cometer o crime. Além disso, a defesa de Matheus Veríssimo alegou que dois diferentes diagnósticos de problemas psiquiátricos tornariam o depoimento da vítima "absolutamente contraditório" e lançariam "fundada suspeita sobre a credibilidade das informações". A defesa incluiu no processo o parecer de um médico que alegou que essas patologias poderiam levar a condutas de risco e impulsividade. No entanto, o juiz João de Sá indeferiu a tese da defesa e manteve válido o depoimento da vítima, o que manteve a prisão preventiva dos réus. Segundo ele, ela foi avaliada por uma perita legista poucas horas após o crime. A profissional afirmou que a jovem estava "lúcida e orientada, sem indícios de perturbação da saúde mental". Ele ainda considerou genérico o parecer apontado pela defesa de Matheus e afirmou que a narrativa possuía consistência e era corroborada pelas provas periciais que comprovaram as agressões sofridas pela vítima, entre escoriações, equimoses e outras lesões.

