Alcolumbre articula acordo para conter impeachment de ministros do STF e admite discutir indulto a Bolsonaro em busca da reeleição

Guia Modelo Escrito em 29/10/2026


Jair Bolsonaro (PL) e Davi Alcolumbre (União-AP) Jornal Nacional/ Reprodução e Ton Molina/Agência Senado O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia a possibilidade de negociar um acordo político que envolva conter a pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e discutir um eventual indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro(PL). O foco é o componente de sobrevivência política nessa movimentação: a tentativa de construir um acordo que viabilize sua reeleição à presidência do Senado. A avaliação feita por esses interlocutores é que, caso Alcolumbre consiga uma aproximação com o grupo de Bolsonaro, sua situação na disputa pelo comando da Casa muda significativamente. Isso porque um entendimento com o bolsonarismo poderia dificultar a construção de uma candidatura alternativa, especialmente Rogerio Marinho (PL-RN) ou a da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nomes considerados por uma ala da direita para a presidência do Senado. Na prática, Alcolumbre tentaria neutralizar a resistência do PL à sua permanência no cargo, oferecendo como contrapartida uma negociação em torno de duas pautas sensíveis para o bolsonarismo: a situação judicial de Jair Bolsonaro e a pressão contra ministros do Supremo. O discurso público seria o da pacificação institucional. Agora no g1 Nos bastidores, Alcolumbre tem argumentado que o país precisa de pacificação e que é necessário construir um novo ambiente de diálogo entre os Poderes depois das eleições. Nos bastidores, porém, integrantes do próprio PL reconhecem que a negociação também atenderia aos interesses eleitorais de Alcolumbre dentro do Senado. O que está na mesa, portanto, é a possibilidade de um acordo político que combine a redução das tensões entre o Congresso e o Supremo com a construção de uma maioria capaz de garantir a reeleição de Alcolumbre. Ainda não há acordo fechado. Mas a hipótese já é discutida nos bastidores e expõe como a disputa pelo comando do Senado se mistura às negociações sobre o futuro político e judicial de Bolsonaro.