Com câncer, paciente espera por remédio de R$ 68 mil mesmo após liminar da Justiça O gráfico Luis Carlos Ferreira, de 50 anos, enfrenta a angústia de esperar por um remédio de R$ 68 mil para tratar um câncer de pele. O paciente conseguiu uma liminar na Justiça que obriga a Associação Plano de Saúde Santa Casa de Valinhos (SP) a fornecer o tratamento, mas a decisão ainda não foi cumprida, mesmo com a previsão de multa diária de R$ 1 mil. Em tratamento desde 2021, ele lamenta a demora. "Só para quem está passando na pele que sabe a situação. Esperar uma medicação de um plano que a gente está pagando e não tem recurso", desabafa Luis. A esposa dele, a técnica de farmácia Aline Lima, relata a dificuldade para conseguir respostas. "A farmácia fala que o fornecedor deles não tem a medicação e vai um empurra, empurra e até agora nada", conta. Em nota, a operadora informou que o paciente nunca ficou sem tratamento, que o remédio via oral já foi comprado e que ele será chamado em breve para retirá-lo. A empresa alegou ainda que a medicação é nova e de alto custo, o que gerou dificuldades na negociação de compra. Com câncer, paciente espera por remédio de R$ 68 mil mesmo após liminar da Justiça Reprodução/EPTV Alta nas queixas O drama da família reflete o aumento das reclamações contra planos de saúde no estado de São Paulo. Segundo o portal consumidor.gov.br, as queixas cresceram 13% no ano passado. Até julho deste ano, foram quase 7 mil registros, motivados principalmente por: Demandas não atendidas pelo serviço ao cliente; Negativas totais ou parciais de cobertura; Problemas ou atrasos na devolução de valores. A advogada especialista em Direito da Saúde Thais Polesca explica que respostas negativas na internet podem embasar ações judiciais. "Às vezes, até por questões comerciais, eles decidem negar sabendo que deveriam cobrir, sofrendo ali o risco de um processo, para que se demande mais tempo", ressalta. Demora para cirurgia A lentidão também afetou o vigilante Almir da Silva, de 56 anos, que precisou ir à Justiça para conseguir uma cirurgia contra o rompimento da artéria abdominal. "Sempre vai para a auditoria, 10 dias, 15 dias, e nisso ficou. Foi muito devagar, tive até que colocar advogado para a gente poder resolver", relata. A operadora Única Saúde justificou que identificou informações clínicas preexistentes que não constavam na declaração de saúde do paciente, exigindo nova avaliação técnica. A empresa frisou que cumpriu a liminar prontamente no fim de julho e que o processo judicial segue em andamento. Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas
Com câncer, paciente espera por remédio de R$ 68 mil mesmo após liminar da Justiça
Guia Modelo Escrito em 11/08/2026
Com câncer, paciente espera por remédio de R$ 68 mil mesmo após liminar da Justiça O gráfico Luis Carlos Ferreira, de 50 anos, enfrenta a angústia de esperar por um remédio de R$ 68 mil para tratar um câncer de pele. O paciente conseguiu uma liminar na Justiça que obriga a Associação Plano de Saúde Santa Casa de Valinhos (SP) a fornecer o tratamento, mas a decisão ainda não foi cumprida, mesmo com a previsão de multa diária de R$ 1 mil. Em tratamento desde 2021, ele lamenta a demora. "Só para quem está passando na pele que sabe a situação. Esperar uma medicação de um plano que a gente está pagando e não tem recurso", desabafa Luis. A esposa dele, a técnica de farmácia Aline Lima, relata a dificuldade para conseguir respostas. "A farmácia fala que o fornecedor deles não tem a medicação e vai um empurra, empurra e até agora nada", conta. Em nota, a operadora informou que o paciente nunca ficou sem tratamento, que o remédio via oral já foi comprado e que ele será chamado em breve para retirá-lo. A empresa alegou ainda que a medicação é nova e de alto custo, o que gerou dificuldades na negociação de compra. Com câncer, paciente espera por remédio de R$ 68 mil mesmo após liminar da Justiça Reprodução/EPTV Alta nas queixas O drama da família reflete o aumento das reclamações contra planos de saúde no estado de São Paulo. Segundo o portal consumidor.gov.br, as queixas cresceram 13% no ano passado. Até julho deste ano, foram quase 7 mil registros, motivados principalmente por: Demandas não atendidas pelo serviço ao cliente; Negativas totais ou parciais de cobertura; Problemas ou atrasos na devolução de valores. A advogada especialista em Direito da Saúde Thais Polesca explica que respostas negativas na internet podem embasar ações judiciais. "Às vezes, até por questões comerciais, eles decidem negar sabendo que deveriam cobrir, sofrendo ali o risco de um processo, para que se demande mais tempo", ressalta. Demora para cirurgia A lentidão também afetou o vigilante Almir da Silva, de 56 anos, que precisou ir à Justiça para conseguir uma cirurgia contra o rompimento da artéria abdominal. "Sempre vai para a auditoria, 10 dias, 15 dias, e nisso ficou. Foi muito devagar, tive até que colocar advogado para a gente poder resolver", relata. A operadora Única Saúde justificou que identificou informações clínicas preexistentes que não constavam na declaração de saúde do paciente, exigindo nova avaliação técnica. A empresa frisou que cumpriu a liminar prontamente no fim de julho e que o processo judicial segue em andamento. Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

