Conheça o cão Orelha do Amapá, cachorro comunitário que virou mascote em Santana Há cerca de três anos, um cachorro magro e machucado apareceu no centro do município de Santana. O animal tinha um ferimento na orelha e foi acolhido pela Vila Xurupita, grupo de confraternização de amigos criado em 1991 na cidade. Desde então, o cão passou a ser chamado de Orelha e se tornou mascote da comunidade, participando das festas e convivendo com os moradores. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça O vendedor Evandro Santos, lembra que o cão chegou debilitado, mas logo conquistou espaço. Nos fins de semana, Orelha circula pelo local, recebe comida e carinho. "Ele brigou na rua e chegou com um ferimento na orelha. Foi cuidado o ferimento e depois ficamos chamando ele assim, de orelha. Ele foi ficando, foi ficando, e hoje é nosso fiel escudeiro. Participa das confraternizações, do carnaval e está sempre com a gente”, conta. Amigos da Vila Xurupita e o cão Orelha Divulgação/Evandro Santos Durante a semana, ele é acolhido em restaurantes da região, onde também ganha refeições. Sem dono definido, tornou-se um símbolo de afeto e cuidado coletivo. “Não é porque é um cão abandonado que a gente vai maltratar. Ele é um cachorro dócil, ele é carinhoso, nós temos ele como nosso mascote. Temos que cuidar dos cãozinhos abandonados", falou Em 2025, o animal até ganhou abadá e participou do carnaval da comunidade: "no lançamento do nosso carnaval, ele estava no meio. Nós demos um abadá para ele e ele brincou a festa com um abadá”, contou Evandro. Orelha de abadá no Carnaval de Santana Divulgação/Evandro Santos Cão comunitário 'Orelha' do Amapá virou mascote no centro de Santana Divulgação/Evandro Santos LEIA MAIS: Homem é indiciado por maus-tratos após decepar pata de cão com golpes de facão no Amapá Casos de maus-tratos a animais sobem 27% no Amapá entre 2024 e 2025 ONGs de proteção animal adotam movimento ‘Justiça Por Orelha’; relembre casos semelhantes no Amapá Paralelo com casos de violência A história de Orelha em Santana contrasta com episódios de crueldade registrados em outras partes do país. Em Florianópolis (SC), um cão comunitário também chamado Orelha foi espancado por adolescentes, caso que gerou revolta nacional. No Amapá, a violência contra animais também preocupa. Em Macapá, um homem foi indiciado após atacar dois cães com um facão. Um deles morreu na hora e o outro teve uma pata decepada, precisando de nova cirurgia para amputação de outra. Enquanto alguns casos revelam crueldade, o Orelha da Vila Xurupita mostra que o carinho e a solidariedade podem transformar a vida de um animal abandonado. Para os moradores, ele é mais que um mascote: é parte da comunidade. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:
Conheça o cão Orelha do Amapá, cachorro comunitário que virou mascote em Santana
Guia Modelo Escrito em 08/02/2026
Conheça o cão Orelha do Amapá, cachorro comunitário que virou mascote em Santana Há cerca de três anos, um cachorro magro e machucado apareceu no centro do município de Santana. O animal tinha um ferimento na orelha e foi acolhido pela Vila Xurupita, grupo de confraternização de amigos criado em 1991 na cidade. Desde então, o cão passou a ser chamado de Orelha e se tornou mascote da comunidade, participando das festas e convivendo com os moradores. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça O vendedor Evandro Santos, lembra que o cão chegou debilitado, mas logo conquistou espaço. Nos fins de semana, Orelha circula pelo local, recebe comida e carinho. "Ele brigou na rua e chegou com um ferimento na orelha. Foi cuidado o ferimento e depois ficamos chamando ele assim, de orelha. Ele foi ficando, foi ficando, e hoje é nosso fiel escudeiro. Participa das confraternizações, do carnaval e está sempre com a gente”, conta. Amigos da Vila Xurupita e o cão Orelha Divulgação/Evandro Santos Durante a semana, ele é acolhido em restaurantes da região, onde também ganha refeições. Sem dono definido, tornou-se um símbolo de afeto e cuidado coletivo. “Não é porque é um cão abandonado que a gente vai maltratar. Ele é um cachorro dócil, ele é carinhoso, nós temos ele como nosso mascote. Temos que cuidar dos cãozinhos abandonados", falou Em 2025, o animal até ganhou abadá e participou do carnaval da comunidade: "no lançamento do nosso carnaval, ele estava no meio. Nós demos um abadá para ele e ele brincou a festa com um abadá”, contou Evandro. Orelha de abadá no Carnaval de Santana Divulgação/Evandro Santos Cão comunitário 'Orelha' do Amapá virou mascote no centro de Santana Divulgação/Evandro Santos LEIA MAIS: Homem é indiciado por maus-tratos após decepar pata de cão com golpes de facão no Amapá Casos de maus-tratos a animais sobem 27% no Amapá entre 2024 e 2025 ONGs de proteção animal adotam movimento ‘Justiça Por Orelha’; relembre casos semelhantes no Amapá Paralelo com casos de violência A história de Orelha em Santana contrasta com episódios de crueldade registrados em outras partes do país. Em Florianópolis (SC), um cão comunitário também chamado Orelha foi espancado por adolescentes, caso que gerou revolta nacional. No Amapá, a violência contra animais também preocupa. Em Macapá, um homem foi indiciado após atacar dois cães com um facão. Um deles morreu na hora e o outro teve uma pata decepada, precisando de nova cirurgia para amputação de outra. Enquanto alguns casos revelam crueldade, o Orelha da Vila Xurupita mostra que o carinho e a solidariedade podem transformar a vida de um animal abandonado. Para os moradores, ele é mais que um mascote: é parte da comunidade. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

