Suspeito de feminicídio em Pinda está internado sob custódia A irmã da estudante Lívia Berthoud, de 23 anos, que foi assassinada a tiros nesta segunda-feira (10), em Pindamonhangaba (SP), lamentou a morte da irmã mais nova. O suspeito pelo crime é o ex-namorado da vítima. Em entrevista à TV Vanguarda, a também estudante, Laura Berthoud, desabafou sobre o suspeito ter condenado ela e a família a viver sem a caçula. “Ele condenou a gente a viver uma vida sem ela. Perdi minha irmãzinha mais nova e eu vou ser obrigada a viver uma vida sem ela, não vou ver ela casando, se formando, não vou ter sobrinhos”, disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Laura Berthoud falou sobre a morte da irmã em Pindamonhangaba Reprodução/TV Vanguarda LEIA TAMBÉM: Estudante de Direito assassinada tinha medida protetiva contra ex-namorado Jovem morta a tiros era estudante de Direito e fazia estágio no Tribunal de Justiça de SP Mulher é morta a tiros em praça de Pindamonhangaba; ex-companheiro é suspeito do crime Com cortejo, estudante que foi assassinada a tiros é sepultada em Pindamonhangaba Ainda na entrevista, ela explicou que espera que o homem seja condenado e que a Justiça seja feita. “O mínimo que eu espero agora é que ele seja condenado, que a justiça seja feita não só pela Lívia, mas pelas mulheres que são afetadas”, completou. Segundo Laura, a irmã passou a mudar hábitos por causa do comportamento do ex-namorado. Lívia evitava sair de casa, não descia mais no mesmo ponto de ônibus e chegou a considerar mudar o período da faculdade para não encontrar o ex. “Era ela que não podia sair de casa. Era ela que estava optando por mudar o período da faculdade, que ela tinha feito cinco anos com os amigos. Meus pais estavam indo a um ponto de ônibus para buscar outros dias e ela não saía, não descia no mesmo ponto, sabe? E ela tinha a rotina dela.” O suspeito é Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos. Ele foi internado sob escolta policial após ter sido encontrado com ferimentos na cabeça. A suspeita da Polícia é que ele tenha atirado nele mesmo depois do crime. Segundo familiares, Lívia e Carlos Eduardo namoraram por cerca de quatro anos e estavam separados havia alguns meses. Ainda de acordo com a família, ele não aceitava o fim do relacionamento e a jovem tinha uma medida protetiva contra ele. Lívia Berthoud cursava o 10º semestre de Direito e fazia estágio no TJ-SP. Arquivo pessoal Segundo Laura, o ex nunca teve um comportamento violento com Lívia, mas era acusado de perseguição. “Ele nunca tinha sido violento. Se fala muito de ameaças na internet, mas nunca teve ameaças à pessoa dela fisicamente. Ela nunca sofreu nenhum tipo de violência física por parte dele, tanto é que o que acontecia era que ela bloqueou ele em todas as redes, já faz quatro meses, e ele mandava [mensagem] por Pix, na descrição”, disse. Ela contou que a família jamais imaginou esse comportamento agressivo dele e que ele tinha uma ‘adoração’ por ela. “Nunca passou pela nossa cabeça que isso poderia acontecer da forma que foi, ainda mais perto de casa. Foi uma pessoa que estava na nossa família havia quatro anos. A máscara social dele é muito boa, de um cara que, quem conviveu com ele, achava um grande cara, prestativo, que cuidava. Ele tinha uma adoração por ela, que a gente via o cuidado dele por ela. A gente achava que não ia acontecer, ela também achou que não ia acontecer”, lamentou. Lívia Berthoud tinha 23 anos, cursava Direito na Unitau e fazia estágio no Tribunal de Justiça de São Paulo. Acervo pessoal/cedida família O crime Lívia foi morta a tiros na manhã de segunda-feira (10), no Jardim São Domingos, em Pindamonhangaba. O ex-namorado dela, Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, é apontado pela Polícia Civil como o autor do crime. Ela tinha uma medida protetiva contra o ex-namorado após episódios de violência doméstica. Segundo familiares, mesmo após o fim do relacionamento, Carlos Eduardo mantinha comportamentos de perseguição. Ele teria sido bloqueado pela jovem, mas continuava tentando estabelecer contato por diferentes meios. A família também relata que ele fazia ameaças de tirar a própria vida. Lívia Berthoud cursava o 10º semestre de Direito e fazia estágio no TJ-SP. Acervo pessoal/cedida família A situação é descrita por especialistas como um exemplo de que a violência contra a mulher pode começar antes da agressão física, com comportamentos de controle, perseguição e tentativas insistentes de manter contato. O caso de Lívia é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba. Segundo o boletim de ocorrência, policiais apreenderam no apartamento do suspeito um revólver calibre 38, celulares, uma pequena quantidade de droga e outros objetos que serão analisados durante a investigação. O nome de Lívia também foi encontrado escrito com sangue em um espelho do imóvel. O g1 tenta localizar a defesa do suspeito preso. A reportagem será atualizada caso os advogados se manifestem. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Irmã relata que estudante assassinada evitava sair de casa e mudou rotina após perseguição do ex: 'Ele condenou a nossa família'
Guia Modelo Escrito em 11/08/2026
Suspeito de feminicídio em Pinda está internado sob custódia A irmã da estudante Lívia Berthoud, de 23 anos, que foi assassinada a tiros nesta segunda-feira (10), em Pindamonhangaba (SP), lamentou a morte da irmã mais nova. O suspeito pelo crime é o ex-namorado da vítima. Em entrevista à TV Vanguarda, a também estudante, Laura Berthoud, desabafou sobre o suspeito ter condenado ela e a família a viver sem a caçula. “Ele condenou a gente a viver uma vida sem ela. Perdi minha irmãzinha mais nova e eu vou ser obrigada a viver uma vida sem ela, não vou ver ela casando, se formando, não vou ter sobrinhos”, disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Laura Berthoud falou sobre a morte da irmã em Pindamonhangaba Reprodução/TV Vanguarda LEIA TAMBÉM: Estudante de Direito assassinada tinha medida protetiva contra ex-namorado Jovem morta a tiros era estudante de Direito e fazia estágio no Tribunal de Justiça de SP Mulher é morta a tiros em praça de Pindamonhangaba; ex-companheiro é suspeito do crime Com cortejo, estudante que foi assassinada a tiros é sepultada em Pindamonhangaba Ainda na entrevista, ela explicou que espera que o homem seja condenado e que a Justiça seja feita. “O mínimo que eu espero agora é que ele seja condenado, que a justiça seja feita não só pela Lívia, mas pelas mulheres que são afetadas”, completou. Segundo Laura, a irmã passou a mudar hábitos por causa do comportamento do ex-namorado. Lívia evitava sair de casa, não descia mais no mesmo ponto de ônibus e chegou a considerar mudar o período da faculdade para não encontrar o ex. “Era ela que não podia sair de casa. Era ela que estava optando por mudar o período da faculdade, que ela tinha feito cinco anos com os amigos. Meus pais estavam indo a um ponto de ônibus para buscar outros dias e ela não saía, não descia no mesmo ponto, sabe? E ela tinha a rotina dela.” O suspeito é Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos. Ele foi internado sob escolta policial após ter sido encontrado com ferimentos na cabeça. A suspeita da Polícia é que ele tenha atirado nele mesmo depois do crime. Segundo familiares, Lívia e Carlos Eduardo namoraram por cerca de quatro anos e estavam separados havia alguns meses. Ainda de acordo com a família, ele não aceitava o fim do relacionamento e a jovem tinha uma medida protetiva contra ele. Lívia Berthoud cursava o 10º semestre de Direito e fazia estágio no TJ-SP. Arquivo pessoal Segundo Laura, o ex nunca teve um comportamento violento com Lívia, mas era acusado de perseguição. “Ele nunca tinha sido violento. Se fala muito de ameaças na internet, mas nunca teve ameaças à pessoa dela fisicamente. Ela nunca sofreu nenhum tipo de violência física por parte dele, tanto é que o que acontecia era que ela bloqueou ele em todas as redes, já faz quatro meses, e ele mandava [mensagem] por Pix, na descrição”, disse. Ela contou que a família jamais imaginou esse comportamento agressivo dele e que ele tinha uma ‘adoração’ por ela. “Nunca passou pela nossa cabeça que isso poderia acontecer da forma que foi, ainda mais perto de casa. Foi uma pessoa que estava na nossa família havia quatro anos. A máscara social dele é muito boa, de um cara que, quem conviveu com ele, achava um grande cara, prestativo, que cuidava. Ele tinha uma adoração por ela, que a gente via o cuidado dele por ela. A gente achava que não ia acontecer, ela também achou que não ia acontecer”, lamentou. Lívia Berthoud tinha 23 anos, cursava Direito na Unitau e fazia estágio no Tribunal de Justiça de São Paulo. Acervo pessoal/cedida família O crime Lívia foi morta a tiros na manhã de segunda-feira (10), no Jardim São Domingos, em Pindamonhangaba. O ex-namorado dela, Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, é apontado pela Polícia Civil como o autor do crime. Ela tinha uma medida protetiva contra o ex-namorado após episódios de violência doméstica. Segundo familiares, mesmo após o fim do relacionamento, Carlos Eduardo mantinha comportamentos de perseguição. Ele teria sido bloqueado pela jovem, mas continuava tentando estabelecer contato por diferentes meios. A família também relata que ele fazia ameaças de tirar a própria vida. Lívia Berthoud cursava o 10º semestre de Direito e fazia estágio no TJ-SP. Acervo pessoal/cedida família A situação é descrita por especialistas como um exemplo de que a violência contra a mulher pode começar antes da agressão física, com comportamentos de controle, perseguição e tentativas insistentes de manter contato. O caso de Lívia é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba. Segundo o boletim de ocorrência, policiais apreenderam no apartamento do suspeito um revólver calibre 38, celulares, uma pequena quantidade de droga e outros objetos que serão analisados durante a investigação. O nome de Lívia também foi encontrado escrito com sangue em um espelho do imóvel. O g1 tenta localizar a defesa do suspeito preso. A reportagem será atualizada caso os advogados se manifestem. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

