Abelardo de la Espriella (à esquerda), candidato eleito para presidente da Colômbia em apuração preliminar, e Donald Trump, presidente dos EUA. Jaime Saldarriaga/AFP/Evelyn Hockstein/REUTERS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou nesta segunda-feira (22) Abelardo de la Espriella, vencedor da eleição presidencial na Colômbia segundo contagem preliminar, e afirmou em trabalhar junto com ele para construir uma "relação poderosa" entre os dois países. O candidato direitista venceu o esquerdista Iván Cepeda nas urnas em eleição no domingo, segundo dados preliminares divulgados pela autoridade eleitoral colombiana. O triunfo ainda precisa ser confirmada oficialmente. A vitória amplia o número de presidentes apoiadores de Trump na América do Sul, que já conta com o argentino Javier Milei e com o equatoriano Daniel Noboa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Vitória apertada dá a Espriella pouca margem para pôr em prática reformas radicais na Colômbia Enquanto mandatários de Argentina, Paraguai e Equador costumam demonstrar um alinhamento quase automático a Washington, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, segue um caminho de independência, que por vezes o coloca em rota de colisão com Trump. O resultado foi visível durante o encontro do G7, na semana passada. Após Trump criticar o cenário eleitoral brasileiro, Lula disse em discurso para que o republicano "não se metesse" nas eleições brasileiras. Trump, por sua vez, criticou o petista em uma entrevista, ao dizer que ele é "muito volátil". Quem é Abelardo de la Espriella, presidente eleito em apuração preliminar na Colômbia Veja outros aliados sul-americanos do republicano: Javier Milei, presidente da Argentina Trump recebe Milei na Casa Branca, em 2025 Jonathan Ernst/Reuters Milei talvez seja o trumpista de maior destaque entre os mandatários sul-americanos. O presidente da Argentina fez diversas viagens a Mar-a-Lago, a residência particular de Trump, e é uma presença constante em eventos que reúnem a direita consevadora no país. Em 2025, Trump liberou um empréstimo de US$ 20 bilhões a título de socorro financeiro à Argentina após um encontro oficial entre os dois chefes de Estado. O alívio fiscal ajudou Milei a conquistar uma vitória inesperada nas eleições legislativas daquele ano. Daniel Noboa, presidente do Equador Daniel Noboa durante visita ao Brasil em 18 de agosto de 2025 REUTERS/Adriano Machado O presidente equatoriano tem uma relação mais pragmática com Trump do que Milei, mas tentou se aproximar do norte-americano especialmente ao apresentar seus projetos na segurança pública. Na reta final da campanha de reeleição, em 2025, Noboa buscou o apoio de Trump na luta contra o crime e não descartou a volta de bases militares estrangeiras, proibidas por lei no país. Santiago Peña, presidente do Paraguai Santiago Peña Jorge Saenz/AP Outro aliado de primeira hora do republicano, Peña comemorou o retorno de Trump à Casa Branca, no fim de 2024, e foi um dos convidados a participar do "Conselho da Paz" — iniciativa de Trump para criar uma organização paralela à ONU para resolução de conflitos entre nações. Na ocasião, Peña elogiou Trump e agradeceu ao mandatário por "trazer esperança novamente". O Conselho se reuniu uma única vez e foi deixado de lado após o início da Guerra do Irã pelos EUA e Israel. Rodrigo Paz, presidente da Bolívia Rodrigo Paz, presidente da Bolívia Claudia Moralez/Reuters Outro dos aliados pragmáticos, Paz assumiu em novembro de 2025 e encerrou um ciclo de duas décadas da esquerda no país. A receber os parabéns de Trump pela vitória no ano passado, ele declarou que "teremos uma relação fluida e compromissos de cooperação e trabalho conjunto entre as duas nações". Paz vem sofrendo com uma série de protestos por todo o país devido à persistência da crise econômica no país. Em maio, a Casa Branca reforçou seu apoio: o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, disse ter conversado com Paz e afirmou que as manifestações seriam "um golpe financiado por uma aliança perigosa entre política e crime organizado na região". José Antonio Kast, presidente do Chile O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, acena após uma reunião privada com o presidente da Argentina, Javier Milei REUTERS/Pedro Lazaro Fernandez Kast possui grande afinidade ideológica com Trump, mas ela não se traduz em relação pessoal, como no caso de Milei. O líder de direita foi comparado ao republicano diversas vezes desde sua primeira primeira candidatura à Presidência em 2021. Ele chegou ao Palácio de la Moneda com uma plataforma similar à de Trump, promentendo combater a imigração ilegal — e propondo até a construção de um muro na fronteira com a Bolívia. Outros pontos de convergência incluem a crítica ao progressismo e às políticas identitárias, a defesa de valores conservadores, oposição a governos de esquerda na América Latina e a crítica ao multilateralismo tradicional. Aliança a contragosto na Venezuela Delcy Rodríguez assumiu o poder na Venezuela como presidente interina após uma operação militar dos EUA sequestrar Nicolás Maduro e levá-lo para Nova York, onde ele é mantido preso no aguardo de um julgamento. Desde então, o regime venezuelano tem assinado acordos de exploração de petróleo e feito acenos diplomáticos a Washington, como a libertação de presos políticos. Tudo isso sem que haja uma manifestação de alinhamento explícita.
Com vitória de De la Espriella na Colômbia, Trump ganha mais um aliado na América do Sul; veja principais apoiadores no continente
Guia Modelo Escrito em 23/06/2026
Abelardo de la Espriella (à esquerda), candidato eleito para presidente da Colômbia em apuração preliminar, e Donald Trump, presidente dos EUA. Jaime Saldarriaga/AFP/Evelyn Hockstein/REUTERS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou nesta segunda-feira (22) Abelardo de la Espriella, vencedor da eleição presidencial na Colômbia segundo contagem preliminar, e afirmou em trabalhar junto com ele para construir uma "relação poderosa" entre os dois países. O candidato direitista venceu o esquerdista Iván Cepeda nas urnas em eleição no domingo, segundo dados preliminares divulgados pela autoridade eleitoral colombiana. O triunfo ainda precisa ser confirmada oficialmente. A vitória amplia o número de presidentes apoiadores de Trump na América do Sul, que já conta com o argentino Javier Milei e com o equatoriano Daniel Noboa. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp SANDRA COHEN: Vitória apertada dá a Espriella pouca margem para pôr em prática reformas radicais na Colômbia Enquanto mandatários de Argentina, Paraguai e Equador costumam demonstrar um alinhamento quase automático a Washington, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, segue um caminho de independência, que por vezes o coloca em rota de colisão com Trump. O resultado foi visível durante o encontro do G7, na semana passada. Após Trump criticar o cenário eleitoral brasileiro, Lula disse em discurso para que o republicano "não se metesse" nas eleições brasileiras. Trump, por sua vez, criticou o petista em uma entrevista, ao dizer que ele é "muito volátil". Quem é Abelardo de la Espriella, presidente eleito em apuração preliminar na Colômbia Veja outros aliados sul-americanos do republicano: Javier Milei, presidente da Argentina Trump recebe Milei na Casa Branca, em 2025 Jonathan Ernst/Reuters Milei talvez seja o trumpista de maior destaque entre os mandatários sul-americanos. O presidente da Argentina fez diversas viagens a Mar-a-Lago, a residência particular de Trump, e é uma presença constante em eventos que reúnem a direita consevadora no país. Em 2025, Trump liberou um empréstimo de US$ 20 bilhões a título de socorro financeiro à Argentina após um encontro oficial entre os dois chefes de Estado. O alívio fiscal ajudou Milei a conquistar uma vitória inesperada nas eleições legislativas daquele ano. Daniel Noboa, presidente do Equador Daniel Noboa durante visita ao Brasil em 18 de agosto de 2025 REUTERS/Adriano Machado O presidente equatoriano tem uma relação mais pragmática com Trump do que Milei, mas tentou se aproximar do norte-americano especialmente ao apresentar seus projetos na segurança pública. Na reta final da campanha de reeleição, em 2025, Noboa buscou o apoio de Trump na luta contra o crime e não descartou a volta de bases militares estrangeiras, proibidas por lei no país. Santiago Peña, presidente do Paraguai Santiago Peña Jorge Saenz/AP Outro aliado de primeira hora do republicano, Peña comemorou o retorno de Trump à Casa Branca, no fim de 2024, e foi um dos convidados a participar do "Conselho da Paz" — iniciativa de Trump para criar uma organização paralela à ONU para resolução de conflitos entre nações. Na ocasião, Peña elogiou Trump e agradeceu ao mandatário por "trazer esperança novamente". O Conselho se reuniu uma única vez e foi deixado de lado após o início da Guerra do Irã pelos EUA e Israel. Rodrigo Paz, presidente da Bolívia Rodrigo Paz, presidente da Bolívia Claudia Moralez/Reuters Outro dos aliados pragmáticos, Paz assumiu em novembro de 2025 e encerrou um ciclo de duas décadas da esquerda no país. A receber os parabéns de Trump pela vitória no ano passado, ele declarou que "teremos uma relação fluida e compromissos de cooperação e trabalho conjunto entre as duas nações". Paz vem sofrendo com uma série de protestos por todo o país devido à persistência da crise econômica no país. Em maio, a Casa Branca reforçou seu apoio: o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, disse ter conversado com Paz e afirmou que as manifestações seriam "um golpe financiado por uma aliança perigosa entre política e crime organizado na região". José Antonio Kast, presidente do Chile O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, acena após uma reunião privada com o presidente da Argentina, Javier Milei REUTERS/Pedro Lazaro Fernandez Kast possui grande afinidade ideológica com Trump, mas ela não se traduz em relação pessoal, como no caso de Milei. O líder de direita foi comparado ao republicano diversas vezes desde sua primeira primeira candidatura à Presidência em 2021. Ele chegou ao Palácio de la Moneda com uma plataforma similar à de Trump, promentendo combater a imigração ilegal — e propondo até a construção de um muro na fronteira com a Bolívia. Outros pontos de convergência incluem a crítica ao progressismo e às políticas identitárias, a defesa de valores conservadores, oposição a governos de esquerda na América Latina e a crítica ao multilateralismo tradicional. Aliança a contragosto na Venezuela Delcy Rodríguez assumiu o poder na Venezuela como presidente interina após uma operação militar dos EUA sequestrar Nicolás Maduro e levá-lo para Nova York, onde ele é mantido preso no aguardo de um julgamento. Desde então, o regime venezuelano tem assinado acordos de exploração de petróleo e feito acenos diplomáticos a Washington, como a libertação de presos políticos. Tudo isso sem que haja uma manifestação de alinhamento explícita.

