'Lula é o único que quer o tarifaço', responde Flávio após presidente atribuir à família Bolsonaro nova taxa dos EUA

Guia Modelo Escrito em 03/07/2026


Lula fala em "traidores da pátria" após carta de Flávio Bolsonaro aos EUA O senador Flávio Bolsonaro (PL) respondeu à declaração de Lula (PT), que atribuiu à família Bolsonaro nova taxa prometida pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Segundo o senador, o presidente "é o único interessado" em um novo tarifaço. "Lula é o único que quer o tarifaço contra produtos brasileiros. Provocou, esbravejou, não negociou e fez lobby a favor do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho para que não fossem classificados como terroristas", escreveu o pré-candidato à Presidência em sua página na rede social X (leia abaixo). Segundo o senador, o governo do petista "envergonhou o Brasil" ao trabalhar junto ao governo de Donald Trump para evitar que facções brasileiras fossem classificadas como terroristas. Ele cita que o presidente "ignorou o sofrimento de mais de 50 milhões de brasileiros que moram em áreas dominadas por esses narcoterroristas". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Flávio Bolsonaro rebate Lula sobre novo tarifaço prometido pelos EUA Reprodução "Fez isso acreditando que pode transformar a possível punição às empresas brasileiras em uma falsa narrativa de “defesa da soberania”. Lula está se lixando para o Brasil. Faz qualquer coisa para tentar se reeleger", escreveu Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro disse que defendeu pessoalmente o PIX em reunião com Trump e Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. A tecnologia brasileira foi alvo de investigações do governo americano por práticas "irrazoáveis" e propõem tarifa de 25% sobre produtos nacionais. "Na próxima semana, volto aos Estados Unidos para reforçar essa defesa. Meu pedido é simples: não imponham tarifas ao Brasil. Não punam os brasileiros pelos erros do lulopetismo", afirmou Flávio Bolsonaro. Lula diz que o Brasil 'não está à venda' Nesta quinta-feira (2), Lula disse que o Brasil "não está à venda" e criticou o pedido feito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao governo Donald Trump para que a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros seja adiada para depois das eleições de outubro. Governo não abre mão do PIX, mas apresenta novas medidas aos EUA para evitar tarifaço Em uma rede social, Lula afirmou que não há justificativas para a imposição de novas taxas sobre exportações brasileiras pelos EUA, nem antes e nem depois das eleições presidenciais. A declaração do petista é uma reação à manifestação de Flávio enviada nesta quarta-feira (1º) ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), na qual o pré-candidato do PL à Presidência diz que a aplicação de novas tarifas de 25% pode fortalecer Lula politicamente em um ano eleitoral. Crises pressionam as campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula na corrida ao Planalto No documento, Flávio pede ao governo Donald Trump o adiamento da medida tarifária por 180 dias. Para Lula, a possibilidade de aplicação de novas taxas tem origem em articulações da família Bolsonaro e que a carta enviada por Flávio, com o pedido de adiamento, "é mais uma atitude de traidores da pátria". "O mais absurdo é saber que a origem disso tudo foi motivada pela própria família Bolsonaro que defendeu publicamente o aumento de tarifas contra os produtos brasileiros", declarou Lula.