Mohamed Mahudhee morreu durante operação de resgate de mergulhadores italianos nas Maldivas. Reprodução/@MMuizzu via X Um mergulhador que participava das buscas de italianos em um atol nas Maldivas, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, morreu no sábado (16) devido à chamada doença da descompressão. A informação foi confirmada pelo presidente do país, Mohammed Muizzu, que lamentou a morte de Mahudhee. "A morte de um mergulhador da Força de Defesa Nacional das Maldivas, que estava mergulhando para procurar turistas desaparecidos, é uma profunda tristeza para mim e para todos os cidadãos. Que ele receba o status de mártir e seja acolhido na infinita misericórdia de Deus e nas bênçãos eternas do Paraíso", disse o presidente, em uma mensagem nas redes sociais. Segundo o porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, a equipe de resgate emergiu após o mergulho e percebeu que Mahudhee não estava mais com eles. Operação para recuperar mergulhadores mortos em caverna submarina ganha reforço Shareef disse que os outros mergulhadores retornaram imediatamente à água, onde encontraram Mahudhee inconsciente. Sua morte foi considerada resultado da doença da descompressão, mal que atinge mergulhadores quando eles sobem rápido demais à superfície, sem que o organismo tenha tempo de se adaptar às mudanças de pressão. A missão de resgate era considerada de alto risco, já que envolvia grandes profundidades em um local de difícil acesso. Segundo um jornal local, o mergulhador que morreu não havia recebido treinamento para entrar em cavernas. Os corpos dos quatro mergulhadores italianos ainda desaparecidos foram localizados nesta segunda (18). Quem era Mohamed Mahudhee Segundo a imprensa local, Mahudhee tinha 44 anos e servia na Guarda Costeira do país, formado por ilhotas e atóis no Oceano Índico. Mergulhador experiente, ele já havia realizado descidas de até 70 metros de profundidade e era um dos líderes da missão de resgate. De acordo com o jornal "Maldives Independent", porém, ele não tinha treinamento para mergulhos em cavernas. A equipe de mergulho "usou ar comprimido normal... Eles não são treinados para entrar em cavernas", afirmou ao jornal Shafraz Naeem, mergulhador e mentor de Mahudhee — e que seria o mergulhador de cavernas mais experiente do país, segundo a publicação. O ministro do Interior do país, Ali Ihusan, disse ter feito treinamento militar junto com Mahudhee. Ele o descreveu como um dos mergulhadores mais experientes do país, com milhares de descidas em seu currículo, além de experiências em outras expedições de alto grau de dificuldade. “Os mergulhadores de busca e salvamento enfrentam perigos que a maioria das pessoas mal consegue imaginar. Seu verdadeiro trabalho começa quando as condições são as piores e o perigo está no auge”, disse Ihusan, segundo o site local Atoll Times. “Esses indivíduos priorizam seu dever nacional sem hesitar, colocando suas próprias vidas em risco para garantir a segurança e a proteção dos outros”, acrescentou. O presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, reza diante do corpo do mergulhador militar Mohamed Mahudhee, velado no sábado (16), após morrer durante a operação de busca e resgate de quatro mergulhadores italianos. AP/Mohamed Sharhaan O pior acidente nas Maldivas A morte de 5 italianos na última quinta-feira (14) foi o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, segundo as autoridades locais. Até o momento, somente um corpo foi recuperado. O governo local iniciou na sexta (15) uma grande operação de busca pelos 4 corpos desaparecidos, mas os trabalhos foram interrompidos devido ao mau tempo. O trabalho foi classificado como de "alto risco" pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhadores de resgate costumam entrar. “A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, disse na sexta o porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef. Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. Por lá, a profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros. ➡️ O que é um atol? Um atol é uma formação geológica composta por ilhas e recifes de coral que cercam uma lagoa central. Essas estruturas surgem ao redor de antigos vulcões submarinos que afundaram ao longo de milhares de anos, enquanto os corais continuaram crescendo na superfície. Nas Maldivas, os atóis formam a base do território e criam áreas de águas rasas, canais profundos e rica biodiversidade marinha. Formado por pequenas ilhas, recifes de coral e canais oceânicos profundos, este atol fica no Oceano Índico, cerca de 65 quilômetros da capital, Malé. Os italianos teriam mergulhado próximo à ilha de Alimatha, uma área famosa na região por mergulhos voltados à observação da vida marinha.
Quem é o mergulhador que morreu durante resgate de italianos nas Maldivas
Guia Modelo Escrito em 18/05/2026
Mohamed Mahudhee morreu durante operação de resgate de mergulhadores italianos nas Maldivas. Reprodução/@MMuizzu via X Um mergulhador que participava das buscas de italianos em um atol nas Maldivas, o sargento-mor Mohamed Mahudhee, morreu no sábado (16) devido à chamada doença da descompressão. A informação foi confirmada pelo presidente do país, Mohammed Muizzu, que lamentou a morte de Mahudhee. "A morte de um mergulhador da Força de Defesa Nacional das Maldivas, que estava mergulhando para procurar turistas desaparecidos, é uma profunda tristeza para mim e para todos os cidadãos. Que ele receba o status de mártir e seja acolhido na infinita misericórdia de Deus e nas bênçãos eternas do Paraíso", disse o presidente, em uma mensagem nas redes sociais. Segundo o porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, a equipe de resgate emergiu após o mergulho e percebeu que Mahudhee não estava mais com eles. Operação para recuperar mergulhadores mortos em caverna submarina ganha reforço Shareef disse que os outros mergulhadores retornaram imediatamente à água, onde encontraram Mahudhee inconsciente. Sua morte foi considerada resultado da doença da descompressão, mal que atinge mergulhadores quando eles sobem rápido demais à superfície, sem que o organismo tenha tempo de se adaptar às mudanças de pressão. A missão de resgate era considerada de alto risco, já que envolvia grandes profundidades em um local de difícil acesso. Segundo um jornal local, o mergulhador que morreu não havia recebido treinamento para entrar em cavernas. Os corpos dos quatro mergulhadores italianos ainda desaparecidos foram localizados nesta segunda (18). Quem era Mohamed Mahudhee Segundo a imprensa local, Mahudhee tinha 44 anos e servia na Guarda Costeira do país, formado por ilhotas e atóis no Oceano Índico. Mergulhador experiente, ele já havia realizado descidas de até 70 metros de profundidade e era um dos líderes da missão de resgate. De acordo com o jornal "Maldives Independent", porém, ele não tinha treinamento para mergulhos em cavernas. A equipe de mergulho "usou ar comprimido normal... Eles não são treinados para entrar em cavernas", afirmou ao jornal Shafraz Naeem, mergulhador e mentor de Mahudhee — e que seria o mergulhador de cavernas mais experiente do país, segundo a publicação. O ministro do Interior do país, Ali Ihusan, disse ter feito treinamento militar junto com Mahudhee. Ele o descreveu como um dos mergulhadores mais experientes do país, com milhares de descidas em seu currículo, além de experiências em outras expedições de alto grau de dificuldade. “Os mergulhadores de busca e salvamento enfrentam perigos que a maioria das pessoas mal consegue imaginar. Seu verdadeiro trabalho começa quando as condições são as piores e o perigo está no auge”, disse Ihusan, segundo o site local Atoll Times. “Esses indivíduos priorizam seu dever nacional sem hesitar, colocando suas próprias vidas em risco para garantir a segurança e a proteção dos outros”, acrescentou. O presidente das Maldivas, Mohamed Muizzu, reza diante do corpo do mergulhador militar Mohamed Mahudhee, velado no sábado (16), após morrer durante a operação de busca e resgate de quatro mergulhadores italianos. AP/Mohamed Sharhaan O pior acidente nas Maldivas A morte de 5 italianos na última quinta-feira (14) foi o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, segundo as autoridades locais. Até o momento, somente um corpo foi recuperado. O governo local iniciou na sexta (15) uma grande operação de busca pelos 4 corpos desaparecidos, mas os trabalhos foram interrompidos devido ao mau tempo. O trabalho foi classificado como de "alto risco" pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhadores de resgate costumam entrar. “A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, disse na sexta o porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef. Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. Por lá, a profundidade máxima recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros. ➡️ O que é um atol? Um atol é uma formação geológica composta por ilhas e recifes de coral que cercam uma lagoa central. Essas estruturas surgem ao redor de antigos vulcões submarinos que afundaram ao longo de milhares de anos, enquanto os corais continuaram crescendo na superfície. Nas Maldivas, os atóis formam a base do território e criam áreas de águas rasas, canais profundos e rica biodiversidade marinha. Formado por pequenas ilhas, recifes de coral e canais oceânicos profundos, este atol fica no Oceano Índico, cerca de 65 quilômetros da capital, Malé. Os italianos teriam mergulhado próximo à ilha de Alimatha, uma área famosa na região por mergulhos voltados à observação da vida marinha.

