Especialistas explicam a transmissão da doença de Chagas que já provocou 2 mortes no Amapá Em março, Macapá registrou um surto da doença de Chagas. De acordo com a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) do Amapá, oito pessoas tiveram resultado positivo para a doença. Entre os casos confirmados, três evoluíram para óbito — dois já diagnosticados e um em fase de investigação. Todos os casos estão relacionados ao consumo de açaí contaminado. Mas existe um estudo da Embrapa, que garante o açaí seguro. Chamado de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de açaí. Segundo a Embrapa, visa garantir um produto seguro e livre de contaminantes, como o causador da Doença de Chagas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp A Embrapa Amapá desenvolveu uma cartilha de Boas Práticas de Fabricação (BPF) voltada às pequenas agroindústrias e “batedeiras”. Seleção e limpeza dos frutos, etapa em que são retiradas sujeiras, folhas, galhos e insetos, como o barbeiro. Embrapa/Divulgação O processo para garantir um açaí seguro começa ainda na colheita, com a seleção e limpeza dos frutos, etapa em que são retiradas sujeiras, folhas, galhos e insetos, como o barbeiro. Em seguida, os frutos passam por uma lavagem em etapas, realizada pelo menos três vezes com água potável, para eliminar impurezas. Depois da lavagem, ocorre a desinfecção, com a imersão dos frutos em solução clorada (hipoclorito), capaz de eliminar bactérias como a Salmonella. A etapa seguinte é o choque térmico, que consiste em submeter os frutos rapidamente à água quente por 10 a 20 segundos e, logo depois, mergulhá-los em água fria. Imersão dos frutos em solução clorada (hipoclorito), capaz de eliminar bactérias como a Salmonella. Embrapa/Divulgação Além do tratamento dos frutos, é essencial manter a higiene do local e dos equipamentos, utilizando utensílios de inox e garantindo a limpeza antes e depois do uso. Outro ponto fundamental é a saúde do manipulador, que deve usar fardamento adequado, touca, botas e manter rigorosa higiene das mãos. Esse passo a passo, quando seguido corretamente, assegura que o açaí chegue ao consumidor com qualidade, sabor preservado e livre de riscos de contaminação. Batedores precisam aderir ao processo de 'branqueamento' ou choque térmico. Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica SAIBA MAIS SOBRE DOENÇA DE CHAGAS NO AMAPÁ: SVS e MP investigam locais de contaminação após mortes por doença de Chagas no Amapá Casos de doença de Chagas acendem alerta no Amapá; veja recomendações Saiba identificar os sintomas e como se prevenir da doença de Chagas no Amapá Doença de Chagas no Amapá: entenda como funciona a contaminação pelo barbeiro A pesquisadora Valéria Saldanha Bezerra, da Embrapa Amapá, explicou que os consumidores tradicionais da região não aceitam o açaí pasteurizado, o que exige cuidados extras, já que a bebida pode transmitir a doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Para garantir segurança, foram estabelecidas etapas de boas práticas que incluem seleção e limpeza dos frutos, lavagem em etapas, desinfecção com solução clorada e choque térmico. Valéria destacou que o choque térmico é a única etapa capaz de inativar o protozoário. Testes sensoriais realizados com mais de 300 pessoas mostraram que o processo não altera sabor, cor ou cheiro da bebida. Além de oferecer segurança, o método aumenta a vida útil do produto, que pode durar até quatro dias na geladeira. A cartilha elaborada pela Embrapa detalha cada etapa das boas práticas para que os batedores consigam reproduzir o processo corretamente. O material aborda desde o comportamento dentro da batedeira até questões como vestimenta, qualidade da água utilizada e localização adequada do espaço de produção. Pesquisadora Valéria Saldanha Bezerra garante a qualidade do açaí se passar pela cartilha de Boas Práticas de Fabricação (BPF) Embrapa/Divulgação Segundo os pesquisadores, muitas processadoras ainda comercializam porções finais do açaí com qualidade reduzida ou até descartam o produto. Com a adoção de práticas de conservação, como o congelamento da bebida, foi possível ampliar a oferta durante a entressafra. Com a implementação das Boas Práticas de Fabricação, as batedeiras passaram a oferecer um produto seguro, nutritivo e de qualidade superior, diferenciado no mercado e disponível mesmo fora da safra. A expectativa é que os produtores sigam as orientações da cartilha e garantam aos consumidores acesso a um açaí seguro tanto no Amapá quanto no Pará. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:
Estudo da Embrapa assegura qualidade do açaí e elimina risco da doença de Chagas
Guia Modelo Escrito em 12/04/2026
Especialistas explicam a transmissão da doença de Chagas que já provocou 2 mortes no Amapá Em março, Macapá registrou um surto da doença de Chagas. De acordo com a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) do Amapá, oito pessoas tiveram resultado positivo para a doença. Entre os casos confirmados, três evoluíram para óbito — dois já diagnosticados e um em fase de investigação. Todos os casos estão relacionados ao consumo de açaí contaminado. Mas existe um estudo da Embrapa, que garante o açaí seguro. Chamado de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de açaí. Segundo a Embrapa, visa garantir um produto seguro e livre de contaminantes, como o causador da Doença de Chagas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp A Embrapa Amapá desenvolveu uma cartilha de Boas Práticas de Fabricação (BPF) voltada às pequenas agroindústrias e “batedeiras”. Seleção e limpeza dos frutos, etapa em que são retiradas sujeiras, folhas, galhos e insetos, como o barbeiro. Embrapa/Divulgação O processo para garantir um açaí seguro começa ainda na colheita, com a seleção e limpeza dos frutos, etapa em que são retiradas sujeiras, folhas, galhos e insetos, como o barbeiro. Em seguida, os frutos passam por uma lavagem em etapas, realizada pelo menos três vezes com água potável, para eliminar impurezas. Depois da lavagem, ocorre a desinfecção, com a imersão dos frutos em solução clorada (hipoclorito), capaz de eliminar bactérias como a Salmonella. A etapa seguinte é o choque térmico, que consiste em submeter os frutos rapidamente à água quente por 10 a 20 segundos e, logo depois, mergulhá-los em água fria. Imersão dos frutos em solução clorada (hipoclorito), capaz de eliminar bactérias como a Salmonella. Embrapa/Divulgação Além do tratamento dos frutos, é essencial manter a higiene do local e dos equipamentos, utilizando utensílios de inox e garantindo a limpeza antes e depois do uso. Outro ponto fundamental é a saúde do manipulador, que deve usar fardamento adequado, touca, botas e manter rigorosa higiene das mãos. Esse passo a passo, quando seguido corretamente, assegura que o açaí chegue ao consumidor com qualidade, sabor preservado e livre de riscos de contaminação. Batedores precisam aderir ao processo de 'branqueamento' ou choque térmico. Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica SAIBA MAIS SOBRE DOENÇA DE CHAGAS NO AMAPÁ: SVS e MP investigam locais de contaminação após mortes por doença de Chagas no Amapá Casos de doença de Chagas acendem alerta no Amapá; veja recomendações Saiba identificar os sintomas e como se prevenir da doença de Chagas no Amapá Doença de Chagas no Amapá: entenda como funciona a contaminação pelo barbeiro A pesquisadora Valéria Saldanha Bezerra, da Embrapa Amapá, explicou que os consumidores tradicionais da região não aceitam o açaí pasteurizado, o que exige cuidados extras, já que a bebida pode transmitir a doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Para garantir segurança, foram estabelecidas etapas de boas práticas que incluem seleção e limpeza dos frutos, lavagem em etapas, desinfecção com solução clorada e choque térmico. Valéria destacou que o choque térmico é a única etapa capaz de inativar o protozoário. Testes sensoriais realizados com mais de 300 pessoas mostraram que o processo não altera sabor, cor ou cheiro da bebida. Além de oferecer segurança, o método aumenta a vida útil do produto, que pode durar até quatro dias na geladeira. A cartilha elaborada pela Embrapa detalha cada etapa das boas práticas para que os batedores consigam reproduzir o processo corretamente. O material aborda desde o comportamento dentro da batedeira até questões como vestimenta, qualidade da água utilizada e localização adequada do espaço de produção. Pesquisadora Valéria Saldanha Bezerra garante a qualidade do açaí se passar pela cartilha de Boas Práticas de Fabricação (BPF) Embrapa/Divulgação Segundo os pesquisadores, muitas processadoras ainda comercializam porções finais do açaí com qualidade reduzida ou até descartam o produto. Com a adoção de práticas de conservação, como o congelamento da bebida, foi possível ampliar a oferta durante a entressafra. Com a implementação das Boas Práticas de Fabricação, as batedeiras passaram a oferecer um produto seguro, nutritivo e de qualidade superior, diferenciado no mercado e disponível mesmo fora da safra. A expectativa é que os produtores sigam as orientações da cartilha e garantam aos consumidores acesso a um açaí seguro tanto no Amapá quanto no Pará. Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

