Vídeo de mulher dando água para ave em Maceió gera alerta para gripe aviária

Guia Modelo Escrito em 20/04/2026


Vídeo de mulher dando água para ave em Maceió gera alerta para gripe aviária Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma mulher oferecendo água em um copo a uma ave marinha na praia de Cruz das Almas, em Maceió. O caso acendeu um novo alerta do Instituto Biota de Conservação nesta segunda-feira (20), que reforçou a orientação para que a população evite qualquer tipo de contato com animais silvestres, especialmente diante do risco de gripe aviária no país. (Assista acima) Segundo o instituto, a ave registrada nas imagens é uma pardela-de-bico-preto, espécie comum no litoral durante o período de migração. A presença desses animais tende a aumentar entre os meses de abril e julho, quando Alagoas registra um fluxo elevado de aves marinhas. De acordo com o Biota, o Brasil está em estado de emergência zoossanitária por causa da influenza aviária, uma doença contagiosa que pode afetar tanto aves quanto humanos. 🔍 A Influenza Aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves, mas também pode infectar mamíferos e, em raras situações, seres humanos que tenham contato direto com animais contaminados. A transmissão ocorre por meio de secreções, fezes ou carcaças infectadas. Vídeo de mulher alimentando ave em Maceió gera alerta para gripe aviária Reprodução/Redes sociais O diretor do instituto, Bruno Stefanis, explicou que o contato direto com essas aves representa risco à saúde pública e também ao próprio animal. “Não interaja com esses animais. É proibido ter contato com aves silvestres e levá-las para casa. Isso representa um risco não só para o animal, mas também para as pessoas”, afirmou. LEIA MAIS: Qual é o risco da gripe aviária para a saúde humana? Gripe aviária em humanos: entenda os pontos de alerta sobre letalidade, mutações e vacina Gripe aviária: entenda se é possível se contaminar comendo carne de frango Ele destacou que existe um protocolo específico para lidar com aves encalhadas, que inclui o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), e deve ser seguido apenas por equipes autorizadas. “Acabamos de passar por uma pandemia e não queremos enfrentar outra situação semelhante. A orientação é simples: não toque, não tente ajudar diretamente. Registre à distância e acione os órgãos responsáveis”, completou. O instituto também alertou que a interação inadequada pode agravar o cenário sanitário e causar impactos econômicos, já que o Brasil é um dos maiores exportadores de proteína de aves do mundo. A recomendação é que, ao encontrar aves marinhas debilitadas ou encalhadas, a população mantenha distância e informe o caso aos órgãos ambientais competentes.