Porta-aviões USS Gerald Ford, da Marinha dos Estados Unidos, em foto de janeiro de 2026. Divulgação/Marinha dos EUA O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7), que, há cerca de duas semanas, o Irã disparou 111 mísseis "sofisticados" contra um de seus barcos porta-aviões no Oriente Médio, e que todos foram derrubados pelas defesas aéreas da embarcação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Vídeos em alta no g1 "Nós temos os melhores equipamentos e armamentos do mundo. Tivemos 111 mísseis sofisticados disparados de uma vez contra um de nossos porta-aviões, há cerca de duas semanas, e cada um desses projéteis foram derrubados sem nenhum problema. Eles não chegaram nem perto do porta-aviões. Se isso acontecesse 5, 10 anos atrás, seria impossível, você teria que tomar aqueles tiros. Mas todos os mísseis foram parar na água, e bem longe da embarcação", afirmou Trump em comentário eufórico sobre seus militares em meio à guerra contra o Irã. O presidente norte-americano não especificou, no entanto, qual dos porta-aviões foi alvejado pelo Irã. Os EUA mobilizaram três embarcações no Oriente Médio em meio à guerra contra Teerã, o USS Gerald Ford, o USS Abraham Lincoln e o USS George Bush. Atualmente, apenas dois deles estão atuando na região, após o Gerald Ford ter se retirado há alguns dias. Considerado um dos maiores instrumentos de projeção de poder no âmbito militar, um porta-aviões tem defesas aéreas robustas, e as aeronaves que ele carrega a bordo podem servir para abater projéteis disparados contra a embarcação. EUA e Irã disputam controle de Ormuz O que é o Estreito de Ormuz Os Estados Unidos e o Irã, em guerra desde o dia 28 de fevereiro, têm trocado agressões à medida que lutam pelo controle do Estreito de Ormuz. O transito de embarcações pela via marítima, por onde passavam 20% do petróleo do mundo antes da guerra, é um ponto central no conflito entre os países. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse nesta terça-feira (5) a operação que as forças norte-americanas fazem no Estreito de Ormuz é pacífica, mas atacará com "poder de fogo esmagador" caso o Irã ataque navios que cruzem o canal. Hegseth reivindicou que os EUA, e não o Irã, têm o controle sobre o Estreito de Ormuz, em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã no canal. Na segunda-feira (4) os dois lados afirmaram ter disparado contra embarcações inimigas, apesar de o cessar-fogo ainda estar em vigor. O secretário afirmou que os EUA "não estão procurando briga" e afirmou que o "Projeto Liberdade", nome que o governo de Donald Trump deu à operação militar de escolta a navios comerciais no Estreito de Ormuz, pretende ser temporário, até que o fluxo de embarcações pelo canal seja restabelecido. Mas, na segunda-feira, diferentes navios relataram ter sido alvos de disparos. Países do Golfo Pérsico também afirmaram ter voltado a ser alvo de mísseis e drones disparados pelo Irã, o que, pelo cessar-fogo, não deveria ocorrer. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o Irã atacou Omã e os Emirados Árabes Unidos na segunda. Caine também disse que, desde o anúncio do cessar-fogo, em 7 de abril, o Irã disparou contra embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios porta-contêineres. O Irã atacou forças norte-americanas mais de dez vezes, acrescentou o general. Já o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violações do cessar-fogo. Veja mais: Manifestante completa 4 dias em cima de ponte em Washington em protesto contra Trump, guerra no Irã e IA
Trump diz que Exército derrubou chuva de 110 mísseis do Irã contra barco porta-aviões dos EUA no Oriente Médio
Guia Modelo Escrito em 05/05/2026
Porta-aviões USS Gerald Ford, da Marinha dos Estados Unidos, em foto de janeiro de 2026. Divulgação/Marinha dos EUA O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7), que, há cerca de duas semanas, o Irã disparou 111 mísseis "sofisticados" contra um de seus barcos porta-aviões no Oriente Médio, e que todos foram derrubados pelas defesas aéreas da embarcação. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Vídeos em alta no g1 "Nós temos os melhores equipamentos e armamentos do mundo. Tivemos 111 mísseis sofisticados disparados de uma vez contra um de nossos porta-aviões, há cerca de duas semanas, e cada um desses projéteis foram derrubados sem nenhum problema. Eles não chegaram nem perto do porta-aviões. Se isso acontecesse 5, 10 anos atrás, seria impossível, você teria que tomar aqueles tiros. Mas todos os mísseis foram parar na água, e bem longe da embarcação", afirmou Trump em comentário eufórico sobre seus militares em meio à guerra contra o Irã. O presidente norte-americano não especificou, no entanto, qual dos porta-aviões foi alvejado pelo Irã. Os EUA mobilizaram três embarcações no Oriente Médio em meio à guerra contra Teerã, o USS Gerald Ford, o USS Abraham Lincoln e o USS George Bush. Atualmente, apenas dois deles estão atuando na região, após o Gerald Ford ter se retirado há alguns dias. Considerado um dos maiores instrumentos de projeção de poder no âmbito militar, um porta-aviões tem defesas aéreas robustas, e as aeronaves que ele carrega a bordo podem servir para abater projéteis disparados contra a embarcação. EUA e Irã disputam controle de Ormuz O que é o Estreito de Ormuz Os Estados Unidos e o Irã, em guerra desde o dia 28 de fevereiro, têm trocado agressões à medida que lutam pelo controle do Estreito de Ormuz. O transito de embarcações pela via marítima, por onde passavam 20% do petróleo do mundo antes da guerra, é um ponto central no conflito entre os países. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse nesta terça-feira (5) a operação que as forças norte-americanas fazem no Estreito de Ormuz é pacífica, mas atacará com "poder de fogo esmagador" caso o Irã ataque navios que cruzem o canal. Hegseth reivindicou que os EUA, e não o Irã, têm o controle sobre o Estreito de Ormuz, em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã no canal. Na segunda-feira (4) os dois lados afirmaram ter disparado contra embarcações inimigas, apesar de o cessar-fogo ainda estar em vigor. O secretário afirmou que os EUA "não estão procurando briga" e afirmou que o "Projeto Liberdade", nome que o governo de Donald Trump deu à operação militar de escolta a navios comerciais no Estreito de Ormuz, pretende ser temporário, até que o fluxo de embarcações pelo canal seja restabelecido. Mas, na segunda-feira, diferentes navios relataram ter sido alvos de disparos. Países do Golfo Pérsico também afirmaram ter voltado a ser alvo de mísseis e drones disparados pelo Irã, o que, pelo cessar-fogo, não deveria ocorrer. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o Irã atacou Omã e os Emirados Árabes Unidos na segunda. Caine também disse que, desde o anúncio do cessar-fogo, em 7 de abril, o Irã disparou contra embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios porta-contêineres. O Irã atacou forças norte-americanas mais de dez vezes, acrescentou o general. Já o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de violações do cessar-fogo. Veja mais: Manifestante completa 4 dias em cima de ponte em Washington em protesto contra Trump, guerra no Irã e IA

