Suspeitos de lavar dinheiro do tráfico com bets e empresas de fachada são presos em operação Divulgação/MPPI Suspeitos de lavar dinheiro do tráfico de drogas para as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Bonde dos 40, por meio de empresas de fachada e operadores de apostas (bets), foram presos na Operação Soberania - Convergência Nacional, realizada nesta sexta-feira (16) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Piauí (MPPI). Até a publicação desta reportagem, dez pessoas foram presas preventivamente e 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Água Branca, Altos, Angical do Piauí, Santo Antônio dos Milagres e São Gonçalo do Piauí. Além da lavagem e do tráfico, elas são investigadas por organização criminosa e domínio territorial estruturado. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp ⚖️ O domínio territorial estruturado acontece quando um grupo criminoso exerce controle organizado e contínuo sobre uma área, impondo regras próprias, explorando atividades ilegais e muitas vezes substituindo ou desafiando a autoridade do Estado naquele território. Agora no g1 O subcoordenador do Gaeco, promotor de Justiça William Luz, afirmou que os grupos criminosos estão disputando o controle dos territórios da região do Médio Parnaíba e deixando "dezenas de mortos" durante o processo. "A disputa de territórios é principalmente para o comércio ilícito de drogas, além de outras operações de natureza financeira. Elas basicamente procuram dominar todo o território onde se encontram e influenciar a questão econômica", explicou o promotor. Nova lei e fiscalização de prisões A operação desta sexta foi a primeira ação baseada na Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula (PT) em março, no Piauí. A nova lei prevê uma abordagem de combate às facções com foco em inteligência e integração entre forças de segurança. "A ideia é reprimir tanto a base quanto os que estão um pouco acima. Muitas vezes alguns faccionados 'sobem de andar' e não trabalham mais com drogas, mas continuam operando dentro do sistema", ressaltou William. Com apoio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp), da Polícia Militar e da Polícia Civil, os membros do Gaeco apreenderam celulares, drogas, dinheiro e utensílios para a venda de drogas. Alguns dos mandados de prisão foram cumpridos contra suspeitos detidos em penitenciárias. Apesar de já estarem presos, eles continuavam se comunicando com membros das facções em liberdade. "Averiguações estão sendo feitas dentro de pavilhões e celas para evitar a comunicação de faccionados com agentes operacionais do lado de fora", destacou o subcoordenador do Gaeco. Pichações e 'lei do silêncio' Ainda de acordo com o promotor de Justiça, o PCC e o Bonde dos 40 exercem um domínio simbólico sobre as comunidades em que atuam, diferente do visto em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. "Não é aquele domínio com barricadas e criminosos armados de fuzil, mas é um domínio usando pichações e homicídios dentro das áreas onde atuam, exatamente para imperar a 'lei do silêncio'. É assim que eles conseguem poder", observou. "Dentro daquele território, praticamente toda a economia tem que passar por essas entidades. Elas usam operações financeiras através de nomes de laranjas e pequenos comércios locais, principalmente bares, para dar aparência lícita ao tráfico", completou William. A operação também desmontou bocas de fumo, onde suspeitos de tráfico foram presos em flagrante, rinhas de galo e empresas envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Suspeitos de lavar dinheiro do tráfico com bets e empresas de fachada são presos em operação no PI
Guia Modelo Escrito em 16/06/2026
Suspeitos de lavar dinheiro do tráfico com bets e empresas de fachada são presos em operação Divulgação/MPPI Suspeitos de lavar dinheiro do tráfico de drogas para as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Bonde dos 40, por meio de empresas de fachada e operadores de apostas (bets), foram presos na Operação Soberania - Convergência Nacional, realizada nesta sexta-feira (16) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Piauí (MPPI). Até a publicação desta reportagem, dez pessoas foram presas preventivamente e 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Água Branca, Altos, Angical do Piauí, Santo Antônio dos Milagres e São Gonçalo do Piauí. Além da lavagem e do tráfico, elas são investigadas por organização criminosa e domínio territorial estruturado. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp ⚖️ O domínio territorial estruturado acontece quando um grupo criminoso exerce controle organizado e contínuo sobre uma área, impondo regras próprias, explorando atividades ilegais e muitas vezes substituindo ou desafiando a autoridade do Estado naquele território. Agora no g1 O subcoordenador do Gaeco, promotor de Justiça William Luz, afirmou que os grupos criminosos estão disputando o controle dos territórios da região do Médio Parnaíba e deixando "dezenas de mortos" durante o processo. "A disputa de territórios é principalmente para o comércio ilícito de drogas, além de outras operações de natureza financeira. Elas basicamente procuram dominar todo o território onde se encontram e influenciar a questão econômica", explicou o promotor. Nova lei e fiscalização de prisões A operação desta sexta foi a primeira ação baseada na Lei Antifacção, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula (PT) em março, no Piauí. A nova lei prevê uma abordagem de combate às facções com foco em inteligência e integração entre forças de segurança. "A ideia é reprimir tanto a base quanto os que estão um pouco acima. Muitas vezes alguns faccionados 'sobem de andar' e não trabalham mais com drogas, mas continuam operando dentro do sistema", ressaltou William. Com apoio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp), da Polícia Militar e da Polícia Civil, os membros do Gaeco apreenderam celulares, drogas, dinheiro e utensílios para a venda de drogas. Alguns dos mandados de prisão foram cumpridos contra suspeitos detidos em penitenciárias. Apesar de já estarem presos, eles continuavam se comunicando com membros das facções em liberdade. "Averiguações estão sendo feitas dentro de pavilhões e celas para evitar a comunicação de faccionados com agentes operacionais do lado de fora", destacou o subcoordenador do Gaeco. Pichações e 'lei do silêncio' Ainda de acordo com o promotor de Justiça, o PCC e o Bonde dos 40 exercem um domínio simbólico sobre as comunidades em que atuam, diferente do visto em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. "Não é aquele domínio com barricadas e criminosos armados de fuzil, mas é um domínio usando pichações e homicídios dentro das áreas onde atuam, exatamente para imperar a 'lei do silêncio'. É assim que eles conseguem poder", observou. "Dentro daquele território, praticamente toda a economia tem que passar por essas entidades. Elas usam operações financeiras através de nomes de laranjas e pequenos comércios locais, principalmente bares, para dar aparência lícita ao tráfico", completou William. A operação também desmontou bocas de fumo, onde suspeitos de tráfico foram presos em flagrante, rinhas de galo e empresas envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

