Imóveis de até R$ 400 mil concentram 90% das vendas na região de Presidente Prudente Emerson Sanchez/TV TEM O levantamento mais recente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) mostra que cerca de 90% dos imóveis vendidos em julho na região de Presidente Prudente (SP) custavam até R$ 400 mil. No período, as vendas cresceram 113,29% em relação a junho, enquanto os contratos de aluguel caíram 17,62%. Para entender a possível relação entre valores de compra, escolha de imóveis e locais urbanos, o g1 conversou com Marlon Altavini, doutor e pesquisador com temática relacionada à produção imobiliária, cidades médias e financeirização da habitação. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O pesquisador explica que os dados do conselho regional para Presidente Prudente e região permitem observar três pontos: a relação entre preços e tamanho dos imóveis, a distribuição das negociações pela cidade e o peso das casas na estrutura do mercado. O levantamento do Creci-SP teve participação de 46 corretores e imobiliárias da região de Presidente Prudente, abrangendo as cidades de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Tupi Paulista, Adamantina, Álvares Machado, Dracena, Martinópolis e Presidente Epitácio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Levantamento na região As casas foram responsáveis por 71% das vendas, com maior concentração de imóveis com área útil entre 51 e 100 metros quadrados. Já os apartamentos representaram 29% das negociações, sendo que 63% das unidades vendidas tinham até 50 metros quadrados. Segundo o Creci-SP, os imóveis de dois dormitórios foram maioria tanto entre casas quanto entre apartamentos vendidos, representando 52,2% e 50% das negociações, respectivamente. Entre as regiões, os imóveis classificados como “demais regiões” responderam por 54,2% das vendas, enquanto os bairros considerados nobres participaram com 25%. A pesquisa aponta ainda que 20,8% das negociações ocorreram em áreas centrais. O cenário reforça a importância dos bairros em expansão e das regiões que oferecem melhor relação entre preço, espaço e localização, ainda de acordo com o conselho regional. LEIA TAMBÉM: Após granizo do tamanho de bola de golfe danificar carros, oficinas registram aumento na procura em Presidente Epitácio Abertura da Expo Prudente é adiada após alerta para risco de tempestades no interior de SP Em um mês, novos radares registram mais de 4,3 mil multas por excesso de velocidade em Presidente Prudente Geógrafo especialista, Marlon reforça que, no caso do primeiro ponto, é preciso compreender quais imóveis estão sendo negociados e quais condições favorecem sua comercialização. Aproximadamente 90% das vendas pesquisadas ocorreram em valores de até R$ 400 mil. Entre os apartamentos vendidos, 62,5% tinham até 50 m². Já entre as casas, a faixa mais frequente foi de 51 a 100 m², com 43,5%. “Esses resultados convidam a uma pergunta: em que medida o tamanho dos imóveis corresponde às necessidades dos moradores e em que medida expressa aquilo que conseguem comprar? Uma hipótese é que a metragem funcione como elemento de ajuste entre o preço da moradia e a capacidade de pagamento”, destaca o pesquisador. Esse ajuste envolve a renda familiar, os recursos disponíveis para a entrada e as condições do financiamento, conforme Marlon Altavini. Céu com nuvens; céu de Presidente Prudente; céu do interior paulista Beatriz Jarins/g1 Entre os imóveis vendidos em julho, 61,3% tinham valores entre R$ 201 mil e R$ 400 mil. Desse total, 32,3% das negociações ficaram na faixa de R$ 201 mil a R$ 300 mil, enquanto 29% corresponderam a unidades entre R$ 301 mil e R$ 400 mil. Já os imóveis de até R$ 200 mil representavam 29%. Para a realização das compras, o financiamento pela Caixa Econômica Federal foi utilizado em 44% das vendas. Na sequência, apareceram as negociações feitas diretamente com o proprietário (28%), os pagamentos à vista (24%) e os financiamentos por outros bancos (4%). O segundo ponto diz respeito à distribuição desse mercado pela cidade. As áreas centrais concentraram 20,8% das vendas, os bairros classificados como nobres, 25%, e as “demais regiões”, 54,2%. Nas locações, estas últimas responderam por 61%. “Uma hipótese é que ele corresponda à própria dimensão do estoque residencial ali existente. Outra é que expresse a circulação de imóveis produzidos por sucessivos movimentos de expansão urbana”, afirma. Nas áreas centrais, a comercialização pode envolver casas antigas, apartamentos em edifícios e construções que substituíram ocupações anteriores, conforme o pesquisador. “Em outros bairros, pode envolver casas edificadas em loteamentos implantados em diferentes períodos. A abertura de um loteamento amplia a cidade; posteriormente, os imóveis ali construídos passam também a integrar o mercado de usados. Assim, as negociações atuais podem carregar a história de expansões anteriores.” Essa perspectiva permite discutir a periferização e os novos conteúdos das periferias, de acordo com o especialista. Dentre os produtos imobiliários que estão sendo oferecidos nas bordas da cidade e aos grupos sociais a que se destinam, estão: Loteamentos populares; Empreendimentos intermediários; Espaços residenciais fechados. “Estes produtos imobiliários podem participar dessa expansão, oferecendo condições muito distintas de moradia. A categoria ‘demais regiões’, entretanto, não permite localizar esses produtos.” Apartamentos da CDHU serão sorteados em Presidente Prudente (SP) Cedida/CDHU Aluguéis Entre os contratos de aluguel, os dados do Creci-SP descrevem que os imóveis com valor mensal de até R$ 1 mil concentraram a maior parcela, com 36,4%. Já os aluguéis entre R$ 1.001 e R$ 1,5 mil corresponderam a 27,3%, enquanto aqueles entre R$ 2.001 e R$ 3 mil representaram 22,7%. Entre os imóveis alugados, as casas corresponderam a 80% dos contratos, enquanto os apartamentos representaram 20%. Nos apartamentos alugados, os imóveis de dois dormitórios foram maioria, com 87,5% dos contratos. Entre as casas, os imóveis de dois dormitórios também lideraram, com 42,9% das locações. O seguro-fiança foi a modalidade de garantia mais utilizada em julho, presente em 71,8% dos contratos, seguido pelo fiador (25,6%) e pelo depósito caução (2,6%). Já no caso da qualidade de vida que os novos moradores podem ter, é necessário observar como cada área se conecta ao restante da cidade: transporte, escolas, saúde, infraestrutura e acesso ao trabalho. “O preço de aquisição é apenas uma parte do custo de morar em determinada localização”, diz o pesquisador. O terceiro ponto é o destaque das casas, responsáveis por 71% das vendas e 80% das locações. Além disso, como a pesquisa reúne diferentes municípios, cidades com diferentes graus de verticalização participam do resultado, conforme o geógrafo. “Esses números representam uma nova preferência ou reproduzem a composição da oferta? A predominância histórica da ocupação horizontal e o estoque formado pelos loteamentos são hipóteses relevantes”, completa Marlon Altavini. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Vendas de imóveis mais que dobram na região de Presidente Prudente; 90% custam até R$ 400 mil
Guia Modelo Escrito em 12/09/2026
Imóveis de até R$ 400 mil concentram 90% das vendas na região de Presidente Prudente Emerson Sanchez/TV TEM O levantamento mais recente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) mostra que cerca de 90% dos imóveis vendidos em julho na região de Presidente Prudente (SP) custavam até R$ 400 mil. No período, as vendas cresceram 113,29% em relação a junho, enquanto os contratos de aluguel caíram 17,62%. Para entender a possível relação entre valores de compra, escolha de imóveis e locais urbanos, o g1 conversou com Marlon Altavini, doutor e pesquisador com temática relacionada à produção imobiliária, cidades médias e financeirização da habitação. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O pesquisador explica que os dados do conselho regional para Presidente Prudente e região permitem observar três pontos: a relação entre preços e tamanho dos imóveis, a distribuição das negociações pela cidade e o peso das casas na estrutura do mercado. O levantamento do Creci-SP teve participação de 46 corretores e imobiliárias da região de Presidente Prudente, abrangendo as cidades de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Tupi Paulista, Adamantina, Álvares Machado, Dracena, Martinópolis e Presidente Epitácio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Levantamento na região As casas foram responsáveis por 71% das vendas, com maior concentração de imóveis com área útil entre 51 e 100 metros quadrados. Já os apartamentos representaram 29% das negociações, sendo que 63% das unidades vendidas tinham até 50 metros quadrados. Segundo o Creci-SP, os imóveis de dois dormitórios foram maioria tanto entre casas quanto entre apartamentos vendidos, representando 52,2% e 50% das negociações, respectivamente. Entre as regiões, os imóveis classificados como “demais regiões” responderam por 54,2% das vendas, enquanto os bairros considerados nobres participaram com 25%. A pesquisa aponta ainda que 20,8% das negociações ocorreram em áreas centrais. O cenário reforça a importância dos bairros em expansão e das regiões que oferecem melhor relação entre preço, espaço e localização, ainda de acordo com o conselho regional. LEIA TAMBÉM: Após granizo do tamanho de bola de golfe danificar carros, oficinas registram aumento na procura em Presidente Epitácio Abertura da Expo Prudente é adiada após alerta para risco de tempestades no interior de SP Em um mês, novos radares registram mais de 4,3 mil multas por excesso de velocidade em Presidente Prudente Geógrafo especialista, Marlon reforça que, no caso do primeiro ponto, é preciso compreender quais imóveis estão sendo negociados e quais condições favorecem sua comercialização. Aproximadamente 90% das vendas pesquisadas ocorreram em valores de até R$ 400 mil. Entre os apartamentos vendidos, 62,5% tinham até 50 m². Já entre as casas, a faixa mais frequente foi de 51 a 100 m², com 43,5%. “Esses resultados convidam a uma pergunta: em que medida o tamanho dos imóveis corresponde às necessidades dos moradores e em que medida expressa aquilo que conseguem comprar? Uma hipótese é que a metragem funcione como elemento de ajuste entre o preço da moradia e a capacidade de pagamento”, destaca o pesquisador. Esse ajuste envolve a renda familiar, os recursos disponíveis para a entrada e as condições do financiamento, conforme Marlon Altavini. Céu com nuvens; céu de Presidente Prudente; céu do interior paulista Beatriz Jarins/g1 Entre os imóveis vendidos em julho, 61,3% tinham valores entre R$ 201 mil e R$ 400 mil. Desse total, 32,3% das negociações ficaram na faixa de R$ 201 mil a R$ 300 mil, enquanto 29% corresponderam a unidades entre R$ 301 mil e R$ 400 mil. Já os imóveis de até R$ 200 mil representavam 29%. Para a realização das compras, o financiamento pela Caixa Econômica Federal foi utilizado em 44% das vendas. Na sequência, apareceram as negociações feitas diretamente com o proprietário (28%), os pagamentos à vista (24%) e os financiamentos por outros bancos (4%). O segundo ponto diz respeito à distribuição desse mercado pela cidade. As áreas centrais concentraram 20,8% das vendas, os bairros classificados como nobres, 25%, e as “demais regiões”, 54,2%. Nas locações, estas últimas responderam por 61%. “Uma hipótese é que ele corresponda à própria dimensão do estoque residencial ali existente. Outra é que expresse a circulação de imóveis produzidos por sucessivos movimentos de expansão urbana”, afirma. Nas áreas centrais, a comercialização pode envolver casas antigas, apartamentos em edifícios e construções que substituíram ocupações anteriores, conforme o pesquisador. “Em outros bairros, pode envolver casas edificadas em loteamentos implantados em diferentes períodos. A abertura de um loteamento amplia a cidade; posteriormente, os imóveis ali construídos passam também a integrar o mercado de usados. Assim, as negociações atuais podem carregar a história de expansões anteriores.” Essa perspectiva permite discutir a periferização e os novos conteúdos das periferias, de acordo com o especialista. Dentre os produtos imobiliários que estão sendo oferecidos nas bordas da cidade e aos grupos sociais a que se destinam, estão: Loteamentos populares; Empreendimentos intermediários; Espaços residenciais fechados. “Estes produtos imobiliários podem participar dessa expansão, oferecendo condições muito distintas de moradia. A categoria ‘demais regiões’, entretanto, não permite localizar esses produtos.” Apartamentos da CDHU serão sorteados em Presidente Prudente (SP) Cedida/CDHU Aluguéis Entre os contratos de aluguel, os dados do Creci-SP descrevem que os imóveis com valor mensal de até R$ 1 mil concentraram a maior parcela, com 36,4%. Já os aluguéis entre R$ 1.001 e R$ 1,5 mil corresponderam a 27,3%, enquanto aqueles entre R$ 2.001 e R$ 3 mil representaram 22,7%. Entre os imóveis alugados, as casas corresponderam a 80% dos contratos, enquanto os apartamentos representaram 20%. Nos apartamentos alugados, os imóveis de dois dormitórios foram maioria, com 87,5% dos contratos. Entre as casas, os imóveis de dois dormitórios também lideraram, com 42,9% das locações. O seguro-fiança foi a modalidade de garantia mais utilizada em julho, presente em 71,8% dos contratos, seguido pelo fiador (25,6%) e pelo depósito caução (2,6%). Já no caso da qualidade de vida que os novos moradores podem ter, é necessário observar como cada área se conecta ao restante da cidade: transporte, escolas, saúde, infraestrutura e acesso ao trabalho. “O preço de aquisição é apenas uma parte do custo de morar em determinada localização”, diz o pesquisador. O terceiro ponto é o destaque das casas, responsáveis por 71% das vendas e 80% das locações. Além disso, como a pesquisa reúne diferentes municípios, cidades com diferentes graus de verticalização participam do resultado, conforme o geógrafo. “Esses números representam uma nova preferência ou reproduzem a composição da oferta? A predominância histórica da ocupação horizontal e o estoque formado pelos loteamentos são hipóteses relevantes”, completa Marlon Altavini. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

