Passagem por Santos mudou a história de Messi antes de sua família se mudar para Argentina A história de Lionel Messi passou por Santos antes de chegar à Argentina. Uma pesquisa realizada pelo historiador italiano Fiorenzo Santini aponta que os antepassados do camisa 10 desembarcaram no Porto de Santos, no fim do século XIX, tiveram o sobrenome alterado em território brasileiro e viveram no interior paulista antes da mudança para Rosário. De acordo com o levantamento, a trajetória começa com o tataravô de Messi, Raniero Coccettini, natural de San Severino Marche, na Itália. Ao lado da esposa, Rosa Ricchezza, e dos filhos Giulia e Francesco, ele embarcou rumo ao Brasil no navio Washington e chegou ao Porto de Santos em 20 de setembro de 1899, conforme registros do acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Família de Messi mudou de sobrenome pela primeira vez na chegada ao Porto de Santos Redes sociais / Acervo digital do Museu da Imigração do Estado de São Paulo Ao chegar no litoral paulista, ocorreu a primeira mudança na identidade da família. Nos registros brasileiros, Raniero Coccettini passou a constar como Ramiero Concenttini, alteração que, segundo Santini, era comum durante o processo de imigração. 🪪 Segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), alterações desse tipo eram frequentes entre o fim do século XIX e o início do século XX. Muitos imigrantes chegavam ao país sem documentos de identificação e os registros civis eram feitos com base na pronúncia informada aos escrivães, o que gerava adaptações nos nomes e sobrenomes. “A mudança de sobrenome ocorreu porque o funcionário que recebia o migrante frequentemente escrevia o que entendia em vez do sobrenome correto. Por exemplo, Coccettini se torna Concettini ao embarcar em Gênova e Cuccittini no Brasil. Isso, na minha opinião, se deve à pronúncia de Coccettini em português”, explicou o historiador ao g1. Segunda mudança no sobrenome Após desembarcar em Santos, o tataravô de Messi foi contratado como agricultor para trabalhar em uma fazenda de Martinho Prado Júnior, em Rincão, no interior paulista. O empresário era um dos principais nomes da cafeicultura brasileira e mantinha negócios ligados à exportação de café pelo Porto de Santos. A família teve mais dois filhos em Ribeirão Preto: Ermínia, em 1900, e Arderigo, em 1904. Foi justamente no registro de Arderigo que aconteceu a segunda alteração de nomes na família de Messi. Arderigo foi registrado como Federico Cuccittini, sobrenome que seria mantido pelas gerações seguintes até chegar a Celia María Cuccittini, mãe de Lionel Messi. Registro de San Severino Marche com a linhagem do tataravô de Messi (Raniero) e do bisavô (Arderigo) Acervo Pessoal Pouco mais de um ano depois, em setembro de 1905, a família deixou o Brasil e se mudou para a região de Rosário, na Argentina. Ali nasceram o avô de Messi, Antonio Cuccittini, e, anos depois, Celia María Cuccittini, mãe do craque. Em 24 de junho de 1987, nasceu Lionel Andrés Messi Cuccittini, um dos grandes nomes do futebol. Segundo Santini, a pesquisa durou cerca de três anos e reuniu documentos encontrados na Itália, no Brasil e na Argentina. O ponto de partida foi justamente o sobrenome Cuccittini, que despertou a curiosidade do pesquisador sobre a origem da família do astro argentino. Messi e a mãe, Celia Maria Cuccittini Reprodução/Instagram Messi e o Santos Além de ter sido a porta de entrada da família de Lionel Messi no Brasil, Santos também ocupa um lugar na trajetória esportiva do craque argentino. Vestindo a camisa do Barcelona, Messi enfrentou o Santos F.C. duas vezes e venceu ambas. A primeira foi na final do Mundial de Clubes da Fifa de 2011, no Japão, quando marcou dois gols na vitória por 4 a 0. Dois anos depois, ele marcou o primeiro gol da goleada por 8 a 0 no Troféu Joan Gamper, partida que marcou a estreia de Neymar pelo clube catalão. A ligação entre Messi e Santos também passa pela amizade com Neymar. Companheiros no Barcelona e no Paris Saint-Germain, os dois construíram uma relação que ultrapassou os gramados. Em fevereiro de 2026, já de volta ao Santos, Neymar presenteou o argentino e os filhos com camisas oficiais do clube. "De Neymar Jr. para Lionel Messi. Do Príncipe para o Gênio. O Manto Sagrado, de valor imensurável, com o número eternizado pelo Rei. 10 de Neymar. 10 de Messi. 10 de Pelé. Um legado infinito na história do futebol. ¡Saludos desde Vila Belmiro, Lionel Messi!", publicou o clube, nas redes sociais. Messi e seus filhos com a camisa do Santos Divulgação/Santos FC
Passagem pelo Porto de Santos mudou nome e história da família de Messi antes da ida à Argentina; entenda
Guia Modelo Escrito em 02/08/2026
Passagem por Santos mudou a história de Messi antes de sua família se mudar para Argentina A história de Lionel Messi passou por Santos antes de chegar à Argentina. Uma pesquisa realizada pelo historiador italiano Fiorenzo Santini aponta que os antepassados do camisa 10 desembarcaram no Porto de Santos, no fim do século XIX, tiveram o sobrenome alterado em território brasileiro e viveram no interior paulista antes da mudança para Rosário. De acordo com o levantamento, a trajetória começa com o tataravô de Messi, Raniero Coccettini, natural de San Severino Marche, na Itália. Ao lado da esposa, Rosa Ricchezza, e dos filhos Giulia e Francesco, ele embarcou rumo ao Brasil no navio Washington e chegou ao Porto de Santos em 20 de setembro de 1899, conforme registros do acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Família de Messi mudou de sobrenome pela primeira vez na chegada ao Porto de Santos Redes sociais / Acervo digital do Museu da Imigração do Estado de São Paulo Ao chegar no litoral paulista, ocorreu a primeira mudança na identidade da família. Nos registros brasileiros, Raniero Coccettini passou a constar como Ramiero Concenttini, alteração que, segundo Santini, era comum durante o processo de imigração. 🪪 Segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), alterações desse tipo eram frequentes entre o fim do século XIX e o início do século XX. Muitos imigrantes chegavam ao país sem documentos de identificação e os registros civis eram feitos com base na pronúncia informada aos escrivães, o que gerava adaptações nos nomes e sobrenomes. “A mudança de sobrenome ocorreu porque o funcionário que recebia o migrante frequentemente escrevia o que entendia em vez do sobrenome correto. Por exemplo, Coccettini se torna Concettini ao embarcar em Gênova e Cuccittini no Brasil. Isso, na minha opinião, se deve à pronúncia de Coccettini em português”, explicou o historiador ao g1. Segunda mudança no sobrenome Após desembarcar em Santos, o tataravô de Messi foi contratado como agricultor para trabalhar em uma fazenda de Martinho Prado Júnior, em Rincão, no interior paulista. O empresário era um dos principais nomes da cafeicultura brasileira e mantinha negócios ligados à exportação de café pelo Porto de Santos. A família teve mais dois filhos em Ribeirão Preto: Ermínia, em 1900, e Arderigo, em 1904. Foi justamente no registro de Arderigo que aconteceu a segunda alteração de nomes na família de Messi. Arderigo foi registrado como Federico Cuccittini, sobrenome que seria mantido pelas gerações seguintes até chegar a Celia María Cuccittini, mãe de Lionel Messi. Registro de San Severino Marche com a linhagem do tataravô de Messi (Raniero) e do bisavô (Arderigo) Acervo Pessoal Pouco mais de um ano depois, em setembro de 1905, a família deixou o Brasil e se mudou para a região de Rosário, na Argentina. Ali nasceram o avô de Messi, Antonio Cuccittini, e, anos depois, Celia María Cuccittini, mãe do craque. Em 24 de junho de 1987, nasceu Lionel Andrés Messi Cuccittini, um dos grandes nomes do futebol. Segundo Santini, a pesquisa durou cerca de três anos e reuniu documentos encontrados na Itália, no Brasil e na Argentina. O ponto de partida foi justamente o sobrenome Cuccittini, que despertou a curiosidade do pesquisador sobre a origem da família do astro argentino. Messi e a mãe, Celia Maria Cuccittini Reprodução/Instagram Messi e o Santos Além de ter sido a porta de entrada da família de Lionel Messi no Brasil, Santos também ocupa um lugar na trajetória esportiva do craque argentino. Vestindo a camisa do Barcelona, Messi enfrentou o Santos F.C. duas vezes e venceu ambas. A primeira foi na final do Mundial de Clubes da Fifa de 2011, no Japão, quando marcou dois gols na vitória por 4 a 0. Dois anos depois, ele marcou o primeiro gol da goleada por 8 a 0 no Troféu Joan Gamper, partida que marcou a estreia de Neymar pelo clube catalão. A ligação entre Messi e Santos também passa pela amizade com Neymar. Companheiros no Barcelona e no Paris Saint-Germain, os dois construíram uma relação que ultrapassou os gramados. Em fevereiro de 2026, já de volta ao Santos, Neymar presenteou o argentino e os filhos com camisas oficiais do clube. "De Neymar Jr. para Lionel Messi. Do Príncipe para o Gênio. O Manto Sagrado, de valor imensurável, com o número eternizado pelo Rei. 10 de Neymar. 10 de Messi. 10 de Pelé. Um legado infinito na história do futebol. ¡Saludos desde Vila Belmiro, Lionel Messi!", publicou o clube, nas redes sociais. Messi e seus filhos com a camisa do Santos Divulgação/Santos FC

