Quaest: 38% acreditam que o Desenrola 2.0 vai ajudar as pessoas a saírem das dívidas

Guia Modelo Escrito em 13/05/2026


Quaest 2º turno: Lula tem 42%; Flávio Bolsonaro, 41%, em empate técnico Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que 38% dos brasileiros avaliam que o novo programa Desenrola do governo federal vai ajudar muito as pessoas a saírem da situação de endividamento. Outros 27% dizem que deve ajudar um pouco, enquanto 33% afirmam que não vai ajudar. Veja os números: Vai ajudar muito: 38% Vai ajudar um pouco: 27% Não vai ajudar: 33% Não sabem/não responderam: 2% Lançado pelo governo Lula na semana passada, o Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros endividados com o sistema bancário, com renda mensal de até cinco salários-mínimos, o equivalente a R$ 8.105, e com dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026. A dívida renegociada terá descontos entre 30% e 90%, com taxa de juros máxima de 1,99% ao mês. Também será permitido ao trabalhador usar 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), ou até R$ 1 mil, para pagar parcial ou integralmente dívidas. Nesta segunda-feira (11), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o Desenrola 2.0 já está próximo de R$ 1 bilhão em valores renegociados. Segundo a Quaest, 57% dos entrevistados já tinham ouvido falar do Desenrola 2.0, enquanto 43% afirmaram que ficaram sabendo do programa recentemente. Veja os números: Já tinha ouvido falar: 57% Ficou sabendo agora: 43% Com o endividamento das famílias em níveis recordes e metade dos brasileiros inadimplentes, segundo dados mais recentes, a pressão das dívidas mobiliza o governo e se tornou um tema da disputa presidencial de 2026. O percentual de endividados atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Lula assina medida provisória do Desenrola 2.0. Ricardo Stuckert/ Presidência da República Dados do Banco Central (BC) mostram que quase metade da renda dos brasileiros está comprometida com dívidas como cartão de crédito, empréstimos e financiamentos. O nível de endividamento no sistema financeiro se aproxima do registrado em 2022, no fim do governo Jair Bolsonaro (PL). O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Proibição de jogos online A pesquisa também questionou os entrevistados sobre a proposta de proibir que beneficiários do programa façam apostas online por um período: 79% disseram ser a favor da medida, enquanto 16% se declararam contra. Veja os números: A favor da proibição: 79% Contra a proibição: 16% Não sabem/não responderam: 5% Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, há uma forte relação entre o endividamento e o vício em jogos online, principalmente entre os homens. Pesquisas qualitativas têm mostrado que 29% dos entrevistados relataram ter começado a apostar para tentar pagar contas, e 27% buscavam renda extra. Entre os inadimplentes, 46% apostam — incluindo quem já está com o nome negativado. Segundo a pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta, 50% consideram que o Desenrola 2.0 é uma boa ideia, porque ajuda quem está endividado a sair do vermelho. Outros 22% avaliam que ajuda apenas em parte, enquanto 23% dizem que é uma má ideia, por estimular o endividamento. Veja os números: Boa ideia: 50% Ajuda um pouco: 22% Má ideia: 23% Não sabem/não responderam: 5% SAIBA MAIS Quaest 1º turno: Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro com 33%; Caiado e Zema têm 4% cada Quaest 2º turno: Lula tem 42%, e Flávio Bolsonaro, 41% Quaest: para 46%, escândalo do Master afeta negativamente governos Lula e Bolsonaro, Supremo, Congresso e BC Quaest: para 43%, Lula saiu mais forte após encontro com Trump Quaest: 49% desaprovam e 46% aprovam o governo Lula