Logo da Meta, controladora do Facebook, em foto tirada em 28 de outubro de 2021 Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP A Meta anunciou ações judiciais contra várias pessoas e empresas que usam as imagens de celebridades com deepfakes para vender produtos em suas plataformas, informou o grupo de tecnologia americano em um comunicado. ➡️Os deepfakes, imagens hiper-realistas falsas geralmente criadas com inteligência artificial, são usados nas redes sociais para desinformar, aplicar golpes ou criar imagens sexualizadas de pessoas. A Meta, empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentou ações contra quatro anunciantes "que se fizeram passar por celebridades e marcas muito conhecidas para enganar e fraudar as pessoas", explica o comunicado. O que acontece com seus dados na internet quando você morre? No Brasil, a companhia processou Daniel de Brites por "uma operação de estelionato que utilizou deepfakes de um médico de grande prestígio para anunciar produtos de saúde sem aprovação regulatória". Além disso, Brites "vendeu cursos em que ensinava as mesmas táticas", segundo a Meta. O portal UOL denunciou em 2025 a prática e mostrou como Brites prometia a seus alunos ganhos de 1.000 reais por dia. O médico Drauzio Varella é uma das figuras públicas que foram alvo de falsificação por Brites e afirmou que as ações judiciais da Meta são insuficientes. "Uma gota d'água em um oceano de estelionato contra a saúde pública", declarou o médico ao jornal O Globo. "São sócios da fraude. Eles ganham bilhões para realizar essa divulgação e fazer com que o vídeo chegue na maior quantidade de pessoas", acrescentou. A empresa americana também processou Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez por práticas semelhantes no Brasil. Na China, a Meta processou a Shenzhen Yunzheng Technology, uma empresa que se passava por celebridades para convencer pessoas a aderirem aos "chamados grupos de investimento". A companhia vietnamita Lý Van Lâm também foi alvo de uma ação da Meta por publicar anúncios fraudulentos de bolsas da marca de luxo Longchamp. Leia também: Google interrompe ação de grupo hacker chinês que usou planilhas para roubar dados de operadoras de telefonia no Brasil Youtuber é condenado em R$ 70 mil por ridicularizar bebê, alega não receber intimação de porteiro e pede para juiz anular decisão 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026, diz consultoria Viih Tube perde quase R$ 7 mil em golpe digital e alerta seguidores
Meta anuncia processos contra deepfakes no Brasil e na China
Guia Modelo Escrito em 27/02/2026
Logo da Meta, controladora do Facebook, em foto tirada em 28 de outubro de 2021 Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP A Meta anunciou ações judiciais contra várias pessoas e empresas que usam as imagens de celebridades com deepfakes para vender produtos em suas plataformas, informou o grupo de tecnologia americano em um comunicado. ➡️Os deepfakes, imagens hiper-realistas falsas geralmente criadas com inteligência artificial, são usados nas redes sociais para desinformar, aplicar golpes ou criar imagens sexualizadas de pessoas. A Meta, empresa matriz do Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentou ações contra quatro anunciantes "que se fizeram passar por celebridades e marcas muito conhecidas para enganar e fraudar as pessoas", explica o comunicado. O que acontece com seus dados na internet quando você morre? No Brasil, a companhia processou Daniel de Brites por "uma operação de estelionato que utilizou deepfakes de um médico de grande prestígio para anunciar produtos de saúde sem aprovação regulatória". Além disso, Brites "vendeu cursos em que ensinava as mesmas táticas", segundo a Meta. O portal UOL denunciou em 2025 a prática e mostrou como Brites prometia a seus alunos ganhos de 1.000 reais por dia. O médico Drauzio Varella é uma das figuras públicas que foram alvo de falsificação por Brites e afirmou que as ações judiciais da Meta são insuficientes. "Uma gota d'água em um oceano de estelionato contra a saúde pública", declarou o médico ao jornal O Globo. "São sócios da fraude. Eles ganham bilhões para realizar essa divulgação e fazer com que o vídeo chegue na maior quantidade de pessoas", acrescentou. A empresa americana também processou Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez por práticas semelhantes no Brasil. Na China, a Meta processou a Shenzhen Yunzheng Technology, uma empresa que se passava por celebridades para convencer pessoas a aderirem aos "chamados grupos de investimento". A companhia vietnamita Lý Van Lâm também foi alvo de uma ação da Meta por publicar anúncios fraudulentos de bolsas da marca de luxo Longchamp. Leia também: Google interrompe ação de grupo hacker chinês que usou planilhas para roubar dados de operadoras de telefonia no Brasil Youtuber é condenado em R$ 70 mil por ridicularizar bebê, alega não receber intimação de porteiro e pede para juiz anular decisão 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026, diz consultoria Viih Tube perde quase R$ 7 mil em golpe digital e alerta seguidores

