João Rock 2026: organizador fala sobre evolução do festival em mais de 20 anos Para milhares de fãs de todo o país que viajaram a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o grande dia da celebração da pluralidade e da força da música brasileira chegou neste sábado (1º), com o João Rock 2026. Considerado o maior festival nacional em um só dia, em mais de 12 horas o evento reúne 26 atrações em quatro palcos com performances inéditas e montadas especialmente para o encontro, com 65 mil pessoas esperadas e ingressos esgotados. Um line-up que equilibra grandes bandas do pop rock, principalmente da geração anos 2000, nomes de peso da MPB de outras épocas e diferentes regiões do país e novas apostas que passam pelo rap, trap e reggae. "É um dia, uma noite única no ano em que você tem a possibilidade de se entregar, de ser quem que você é, de viver aquele momento de uma forma intensa, verdadeira, legítima", afirma Marcelo Rocci, organizador do festival. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Vista aérea do João Rock 2025 em Ribeirão Preto, SP Divulgação/João Rock Ele afirma que o evento, que começou em um estádio de futebol com apenas um palco em 2002, evoluiu para se manter relevante a novos públicos, sem se esquecer das gerações que consagraram as bandas e a história do encontro. "Quando a gente estava fazendo 15 anos de festival, a gente começou a abrir mais palcos. A medida que a gente foi criando esses palcos, foi tentando criar uma identidade para o festival, de uma forma mais plural, daquilo que no nosso entendimento fazia sentido para o nosso público", afirma Marcelo Rocci, organizador do evento. Equilíbrio entre os palcos A edição de número 23 do festival terá no Palco João Rock a estreia da turnê "Rádio Love Nacional", do Detonautas, a primeira participação de Chico Chico, bem como um show do projeto Charlie Brown Jr. Acústico recebe Marcelo Nova e Negra Li, que resgata a atmosfera do histórico Acústico MTV de 2003. O Palco Brasil será marcado pelo retorno da Nação Zumbi ao evento, após nove anos, e por um show inédito e montado para o festival com Marcelo D2 com Rael, além do encontro entre a banda amazonense Os Tucumanus e o rapper Victor Xamã, também com um show exclusivo. LEIA TAMBÉM: Como chegar, o que levar, mapa, pulseira: dicas para curtir o João Rock 2026 Trilha sonora da juventude: fãs relatam como álbum acústico do Charlie Brown Jr. marcou suas vidas Se liga: veja 10 shows para ficar de olho no festival em Ribeirão Preto Pai transmite paixão por Charlie Brown Jr. aos filhos e prepara ida em família ao João Rock para show da banda Fã de Marina Sena troca pop internacional por brasilidade no som da cantora: 'Abriu minha visão' O Palco Aquarela tem como destaques Marina Sena e Luedji Luna, vencedora do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro Portuguesa Brasileira", em 2025, enquanto o Fortalecendo a Cena aposta em Djonga e Criolo. Djonga se joga no meio do público do João Rock 2022 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Nesse formato, Rocci explica que o festival não tem um palco principal e permite ao visitante uma flexibilidade única. "Talvez esse seja o maior ativo nosso. Quando você vai para um festival, você pode ser quem você é. Então, cara, você é livre. (...) Se eu estou a fim de conhecer uma banda nova que eu não conheço ainda, vou lá sentir a vibe dos caras. Quero ficar com os clássicos, eu já consigo cantar, é a trilha sonora da minha vida ou que me marcou por conta disso ou daquilo? Eu tenho essa possibilidade", diz. Pluralidade de estilos João Rock 2026 promete 12 horas de shows para 65 mil pessoas Segundo o organizador, o line-up é sempre o resultado de uma busca que começa meses antes. "A gente vai acompanhando o trabalho de todos esses grandes artistas, essas grandes bandas, e o lance mais legal do João Rock, o maior desafio, é o equilíbrio entre os palcos, entre o artista consagrado, entre o artista que está começando, o artista que está na estrada e já tem um sucesso, entender o momento de cada artista que eles estão vivendo no ano ou antecipar", diz. Para Rocci, incorporar artistas que vão além do rock, foi consequência das proporções que o evento tomou. O gênero ainda faz parte da essência do festival, mas o MPB, o rap e o hip-hop atualmente são fundamentais para valorizar a musicalidade do país. "A gente tem que acertar no tempero, entendeu? O caldo tem que ficar muito bom. Não só o prato principal. Eu acho que essa aí é talvez a grande magia." Vocalistas do CPM22 e do Detonautas no João Rock 2024 Érico Andrade/g1 O organizador entende que, ao longo dos anos, a decisão de apostar em nomes diferentes precisava de coragem, principalmente pensando na forma que o público iria responder, mas que isso faz parte do crescimento do negócio. Exemplo disso, segundo Rocci, foi convida a rapper Ajuliacosta. Na estrada há dez anos, ela vive um dos momentos mais consolidados da carreira e estreia no João Rock como uma artista aclamada pelo público. "A gente está trabalhando, desenhando e escrevendo a edição de 2027. Às vezes você precisa ver um artista que está começando a aparecer agora e falar: 'esse cara tem um potencial gigante e vai estar em um melhor momento em 2027. Vamos apostar?' Vamos." A recompensa não só vem da credibilidade junto ao público, segundo ele, mas também por parte de artistas como Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr, falecido em 2013 e que construiu uma forte relação com o festival em Ribeirão Preto. "A gente procurou ter uma verdade, assim, trabalhar naquilo que a gente ama, colocar alma, colocar amor. (...) Eu me lembro de uma vez o Chorão me falando 'Pô, cara, eu fui tocar depois do artista tal e antes do artista tal, eu chorei'". Marcelo D2 e Chorão no palco do João Rock 2010 em Ribeirão Preto, SP Acervo João Rock Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
João Rock celebra pluralidade com ícones e novas apostas da música brasileira no interior de SP
Guia Modelo Escrito em 01/08/2026
João Rock 2026: organizador fala sobre evolução do festival em mais de 20 anos Para milhares de fãs de todo o país que viajaram a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o grande dia da celebração da pluralidade e da força da música brasileira chegou neste sábado (1º), com o João Rock 2026. Considerado o maior festival nacional em um só dia, em mais de 12 horas o evento reúne 26 atrações em quatro palcos com performances inéditas e montadas especialmente para o encontro, com 65 mil pessoas esperadas e ingressos esgotados. Um line-up que equilibra grandes bandas do pop rock, principalmente da geração anos 2000, nomes de peso da MPB de outras épocas e diferentes regiões do país e novas apostas que passam pelo rap, trap e reggae. "É um dia, uma noite única no ano em que você tem a possibilidade de se entregar, de ser quem que você é, de viver aquele momento de uma forma intensa, verdadeira, legítima", afirma Marcelo Rocci, organizador do festival. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Vista aérea do João Rock 2025 em Ribeirão Preto, SP Divulgação/João Rock Ele afirma que o evento, que começou em um estádio de futebol com apenas um palco em 2002, evoluiu para se manter relevante a novos públicos, sem se esquecer das gerações que consagraram as bandas e a história do encontro. "Quando a gente estava fazendo 15 anos de festival, a gente começou a abrir mais palcos. A medida que a gente foi criando esses palcos, foi tentando criar uma identidade para o festival, de uma forma mais plural, daquilo que no nosso entendimento fazia sentido para o nosso público", afirma Marcelo Rocci, organizador do evento. Equilíbrio entre os palcos A edição de número 23 do festival terá no Palco João Rock a estreia da turnê "Rádio Love Nacional", do Detonautas, a primeira participação de Chico Chico, bem como um show do projeto Charlie Brown Jr. Acústico recebe Marcelo Nova e Negra Li, que resgata a atmosfera do histórico Acústico MTV de 2003. O Palco Brasil será marcado pelo retorno da Nação Zumbi ao evento, após nove anos, e por um show inédito e montado para o festival com Marcelo D2 com Rael, além do encontro entre a banda amazonense Os Tucumanus e o rapper Victor Xamã, também com um show exclusivo. LEIA TAMBÉM: Como chegar, o que levar, mapa, pulseira: dicas para curtir o João Rock 2026 Trilha sonora da juventude: fãs relatam como álbum acústico do Charlie Brown Jr. marcou suas vidas Se liga: veja 10 shows para ficar de olho no festival em Ribeirão Preto Pai transmite paixão por Charlie Brown Jr. aos filhos e prepara ida em família ao João Rock para show da banda Fã de Marina Sena troca pop internacional por brasilidade no som da cantora: 'Abriu minha visão' O Palco Aquarela tem como destaques Marina Sena e Luedji Luna, vencedora do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira/Música Afro Portuguesa Brasileira", em 2025, enquanto o Fortalecendo a Cena aposta em Djonga e Criolo. Djonga se joga no meio do público do João Rock 2022 em Ribeirão Preto, SP Érico Andrade/g1 Nesse formato, Rocci explica que o festival não tem um palco principal e permite ao visitante uma flexibilidade única. "Talvez esse seja o maior ativo nosso. Quando você vai para um festival, você pode ser quem você é. Então, cara, você é livre. (...) Se eu estou a fim de conhecer uma banda nova que eu não conheço ainda, vou lá sentir a vibe dos caras. Quero ficar com os clássicos, eu já consigo cantar, é a trilha sonora da minha vida ou que me marcou por conta disso ou daquilo? Eu tenho essa possibilidade", diz. Pluralidade de estilos João Rock 2026 promete 12 horas de shows para 65 mil pessoas Segundo o organizador, o line-up é sempre o resultado de uma busca que começa meses antes. "A gente vai acompanhando o trabalho de todos esses grandes artistas, essas grandes bandas, e o lance mais legal do João Rock, o maior desafio, é o equilíbrio entre os palcos, entre o artista consagrado, entre o artista que está começando, o artista que está na estrada e já tem um sucesso, entender o momento de cada artista que eles estão vivendo no ano ou antecipar", diz. Para Rocci, incorporar artistas que vão além do rock, foi consequência das proporções que o evento tomou. O gênero ainda faz parte da essência do festival, mas o MPB, o rap e o hip-hop atualmente são fundamentais para valorizar a musicalidade do país. "A gente tem que acertar no tempero, entendeu? O caldo tem que ficar muito bom. Não só o prato principal. Eu acho que essa aí é talvez a grande magia." Vocalistas do CPM22 e do Detonautas no João Rock 2024 Érico Andrade/g1 O organizador entende que, ao longo dos anos, a decisão de apostar em nomes diferentes precisava de coragem, principalmente pensando na forma que o público iria responder, mas que isso faz parte do crescimento do negócio. Exemplo disso, segundo Rocci, foi convida a rapper Ajuliacosta. Na estrada há dez anos, ela vive um dos momentos mais consolidados da carreira e estreia no João Rock como uma artista aclamada pelo público. "A gente está trabalhando, desenhando e escrevendo a edição de 2027. Às vezes você precisa ver um artista que está começando a aparecer agora e falar: 'esse cara tem um potencial gigante e vai estar em um melhor momento em 2027. Vamos apostar?' Vamos." A recompensa não só vem da credibilidade junto ao público, segundo ele, mas também por parte de artistas como Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr, falecido em 2013 e que construiu uma forte relação com o festival em Ribeirão Preto. "A gente procurou ter uma verdade, assim, trabalhar naquilo que a gente ama, colocar alma, colocar amor. (...) Eu me lembro de uma vez o Chorão me falando 'Pô, cara, eu fui tocar depois do artista tal e antes do artista tal, eu chorei'". Marcelo D2 e Chorão no palco do João Rock 2010 em Ribeirão Preto, SP Acervo João Rock Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca

