Há cada vez mais brasileiros morando sozinhos, diz IBGE

Guia Modelo Escrito em 18/04/2026


Cresce o número de brasileiros morando sozinho O IBGE divulgou nesta sexta-feira (17) um retrato dos domicílios brasileiros. A pesquisa revela que mais gente está morando sozinha e mostra desigualdades que ainda persistem. A família é grande: cinco filhos, 22 netos. Mas, hoje, aos 68 anos e depois de ter sido casada duas vezes, a auxiliar de serviços gerais Wilmar Gomes de Sousa prefere morar sozinha. “Tenho a minha liberdade, que eu gosto de beber minha cervejinha, gosto de sair, entendeu? Gosto de passear. Então, me dedico muito assim ao trabalho, gosto de trabalhar, adoro trabalhar”, conta. Dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo IBGE mostram que há cada vez mais brasileiros morando sozinhos. Um em cada cinco domicílios do país tem um único morador. A maior parte dos homens nessa situação tem entre 30 e 59 anos. Já entre as mulheres, o maior grupo está na faixa dos 60 anos ou mais. “Aos 60 anos ou mais são as mulheres que ficaram viúvas, que se separaram e estavam com os filhos, mas os filhos já passaram a ter sua vida, pois têm a sua independência financeira, casaram e foram em busca do seu lar”, diz William Kratochwill, analista da PNAD/IBGE. Há cada vez mais brasileiros morando sozinhos, diz IBGE Jornal Nacional/ Reprodução Mais uma vez, o percentual de pessoas que se declaram brancas caiu, e aumentou o de brasileiros que se autodeclaram pretos. A população parda ficou estável. “Não é uma coisa demográfica, de taxas de fecundidade diferentes. Ela é muito mais pela autodeclaração. As pessoas estão se autodeclarando pretas, pardas e indígenas em uma proporção muito maior do que no século 20”, afirma o demógrafo José Eustáquio Alves. Desde 2016, o percentual de domicílios próprios vem diminuindo. Na contramão, cresce o de alugados. Em relação ao saneamento básico, apesar da situação ter melhorado nos últimos anos, cerca de 28% das moradias ainda não estão ligadas à rede de esgoto. A situação é pior nas regiões Norte e Nordeste. “Eu acho que é uma das principais falhas do Brasil o saneamento básico. E ele é fundamental para reduzir as taxas de mortalidade. Principalmente mortalidade infantil", diz José Eustáquio Alves. LEIA TAMBÉM Mais aluguel, menos casas quitadas e cidades mais verticais: como mudou a moradia no Brasil