Condutor de moto aquática se apresenta; passageiro caiu e foi encontrado morto O condutor do jet ski envolvido no acidente que resultou na morte do engenheiro civil Carlos Eugênio Leopoldo Nunes Filho, de 27 anos, na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, Grande Natal, se apresentou à polícia na noite desta terça-feira (8) para prestar esclarecimentos. O homem estava desaparecido desde o dia do acidente, na noite de domingo (6). Segundo a defesa, ele demorou a se apresentar porque estava com medo e sendo ameaçado. O homem não ficou preso, já que não há nenhum mandado de prisão con. O caso é investigado pela Polícia Civil. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Carlos Eugênio Leopoldo morreu afogado após cair da garupa de um jet ski na noite de domingo (6) na Lagoa do Bonfim. O corpo dele só foi encontrado na manhã de segunda-feira (7) pelo Corpo de Bombeiros. O condutor do veículo, que é um empresário do ramo náutico especializado em equipamentos de segurança aquática, se apresentou na Delegacia de Plantão no bairro Cidade da Esperança, em Natal. Carlos Eugênio, que morreu no acidente, em foto postada na tarde de domingo (6) e catamarã em buscas na manhã desta segunda (7) Foto 1: Divulgação | Foto 2: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi Segundo o delegado de plantão, Murilo Baesa, o condutor foi intimado para comparecer à Delegacia de Nísia Floresta, que investiga o caso, nesta quarta (9). "Ele disse que não se apresentou antes, estava com medo, disse que não foi encontrado no endereço dele também porque está sendo ameaçado. Veio aqui explicar a situação, por cima", detalhou o delegado. "Só que a gente cumpriu uma intimação para ele se apresentar na Delegacia de Nísia Floresta, que é onde ele vai ser ouvido pelo delegado do caso, o delegado titular, que já ouviu testemunhas, que está investigando todos os detalhes", reforçou. De acordo com o advogado de defesa do piloto, Paulo Vasconcelos, ele não fugiu do local após o acidente. O advogado entregou à polícia filmagens que mostrariam o condutor auxiliando nas buscas logo após Carlos Eugênio desaparecer na lagoa. Segundo o advogado, ele possui carta náutica, sendo habilitado para conduzir jet ski. "O comparecimento dele hoje na delegacia aconteceu após diversas ameaças. Tido nas redes sociais como se ele foragido fosse e não é. E, diante disso, a defesa o apresentou como a pessoa que de fato ele é, uma pessoa que está abalada, que está sendo ameaçada e que, por isso, esteve esses dois dias sumidos, até por orientação da defesa", explicou. Carlos Eugênio era natural da cidade de Picos (PI), mas morava em Natal. O acidente O acidente aconteceu por volta das 20h30 de domingo. Testemunhas relataram aos bombeiros que o piloto estaria embriagado. As circunstâncias do acidente estão sendo investigadas pela Polícia Civil. De acordo com o Tenente França, oficial de operações do Corpo de Bombeiros, os dois caíram do jet ski no momento do acidente, mas o condutor conseguiu retornar. Eles não usavam coletes. "O Carlos vinha na garupa de um jet ski com um piloto, que, segundo informações, teria se embriagado. Durante o trajeto, de uma margem para a outra margem da lagoa, houve uma manobra mais brusca e os dois acabaram caindo do jet ski. Um conseguiu retornar ao jet ski e o outro, infelizmente, não, e veio a acontecer essa tragédia", relatou. Os bombeiros iniciaram as buscas na noite do domingo, mas logo precisaram suspender a operação devido à baixa visibilidade. Na manhã de segunda, retornaram com dois mergulhadores. O Tenente França explicou que encontrar vítimas de afogamento na primeira hora aumenta as chances de mantê-la viva. "Durante aquela primeira hora, se a gente conseguir resgatar ela, por mais que ela tenha se afogado, esteja inconsciente, ainda existe uma pequena chance, por mais remota que seja, de conseguir ressuscitar essa pessoa com as nossas técnicas. Dada a baixa visibilidade, as condições de luminosidade local, a gente não conseguiu localizar inicialmente o corpo da vítima", explicou. Enquanto os mergulhadores realizavam as buscas na lagoa, dois outros bombeiros coordenavam a operação de um catamarã. Uma outra equipe ficou às margens da lagoa. O corpo foi encontrado por volta das 8h10 e levado para reconhecimento da família. Catamarã faz buscas por corpo de jovem desaparecido na Lagoa do Bonfim na Grande Natal Sérgio Henrique Santos/Inter TV O que disse a marina de onde o jet ski partiu Em nota, a Marina Proguard, de onde o jet ski partiu, lamentou o "trágico acontecimento" e disse que a vítima do afogamento era passageiro de jet ski particular e não utilizava colete, "equipamento de segurança básico, obrigatório e fundamental para esse tipo de navegação". "Ademais, é terminantemente proibido pelas normas vigentes estabelecidas pela Marinha do Brasil, conduzir Jet Ski em horário noturno", reforçou a Marina. A empresa informou que encerra as atividade náutica impreterivelmente às 18h aos domingos e qu, portanto, estava fechada no momento do acidente. Segundo a Marina, o comandante ou piloto de toda embarcação "é o único responsável pela sua segurança e dos seus passageiros, e tem óbvio conhecimento da legislação aplicável". "A Marina Proguard não pode exercer poder de polícia nem de fiscalização, mas tão somente de orientação. E somente clientes devidamente habilitados são aceitos em nossa guarderia privada". A empresa informou que acionou todas as autoridades competentes e disponilizou toda a estrutura (catamarã, lanchas e estrutura) para Corpo de Bombeiros e Capitania dos Portos.
Condutor de jet ski envolvido em acidente na Grande Natal se apresenta à polícia; engenheiro morreu
Guia Modelo Escrito em 09/09/2026
Condutor de moto aquática se apresenta; passageiro caiu e foi encontrado morto O condutor do jet ski envolvido no acidente que resultou na morte do engenheiro civil Carlos Eugênio Leopoldo Nunes Filho, de 27 anos, na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, Grande Natal, se apresentou à polícia na noite desta terça-feira (8) para prestar esclarecimentos. O homem estava desaparecido desde o dia do acidente, na noite de domingo (6). Segundo a defesa, ele demorou a se apresentar porque estava com medo e sendo ameaçado. O homem não ficou preso, já que não há nenhum mandado de prisão con. O caso é investigado pela Polícia Civil. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Carlos Eugênio Leopoldo morreu afogado após cair da garupa de um jet ski na noite de domingo (6) na Lagoa do Bonfim. O corpo dele só foi encontrado na manhã de segunda-feira (7) pelo Corpo de Bombeiros. O condutor do veículo, que é um empresário do ramo náutico especializado em equipamentos de segurança aquática, se apresentou na Delegacia de Plantão no bairro Cidade da Esperança, em Natal. Carlos Eugênio, que morreu no acidente, em foto postada na tarde de domingo (6) e catamarã em buscas na manhã desta segunda (7) Foto 1: Divulgação | Foto 2: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi Segundo o delegado de plantão, Murilo Baesa, o condutor foi intimado para comparecer à Delegacia de Nísia Floresta, que investiga o caso, nesta quarta (9). "Ele disse que não se apresentou antes, estava com medo, disse que não foi encontrado no endereço dele também porque está sendo ameaçado. Veio aqui explicar a situação, por cima", detalhou o delegado. "Só que a gente cumpriu uma intimação para ele se apresentar na Delegacia de Nísia Floresta, que é onde ele vai ser ouvido pelo delegado do caso, o delegado titular, que já ouviu testemunhas, que está investigando todos os detalhes", reforçou. De acordo com o advogado de defesa do piloto, Paulo Vasconcelos, ele não fugiu do local após o acidente. O advogado entregou à polícia filmagens que mostrariam o condutor auxiliando nas buscas logo após Carlos Eugênio desaparecer na lagoa. Segundo o advogado, ele possui carta náutica, sendo habilitado para conduzir jet ski. "O comparecimento dele hoje na delegacia aconteceu após diversas ameaças. Tido nas redes sociais como se ele foragido fosse e não é. E, diante disso, a defesa o apresentou como a pessoa que de fato ele é, uma pessoa que está abalada, que está sendo ameaçada e que, por isso, esteve esses dois dias sumidos, até por orientação da defesa", explicou. Carlos Eugênio era natural da cidade de Picos (PI), mas morava em Natal. O acidente O acidente aconteceu por volta das 20h30 de domingo. Testemunhas relataram aos bombeiros que o piloto estaria embriagado. As circunstâncias do acidente estão sendo investigadas pela Polícia Civil. De acordo com o Tenente França, oficial de operações do Corpo de Bombeiros, os dois caíram do jet ski no momento do acidente, mas o condutor conseguiu retornar. Eles não usavam coletes. "O Carlos vinha na garupa de um jet ski com um piloto, que, segundo informações, teria se embriagado. Durante o trajeto, de uma margem para a outra margem da lagoa, houve uma manobra mais brusca e os dois acabaram caindo do jet ski. Um conseguiu retornar ao jet ski e o outro, infelizmente, não, e veio a acontecer essa tragédia", relatou. Os bombeiros iniciaram as buscas na noite do domingo, mas logo precisaram suspender a operação devido à baixa visibilidade. Na manhã de segunda, retornaram com dois mergulhadores. O Tenente França explicou que encontrar vítimas de afogamento na primeira hora aumenta as chances de mantê-la viva. "Durante aquela primeira hora, se a gente conseguir resgatar ela, por mais que ela tenha se afogado, esteja inconsciente, ainda existe uma pequena chance, por mais remota que seja, de conseguir ressuscitar essa pessoa com as nossas técnicas. Dada a baixa visibilidade, as condições de luminosidade local, a gente não conseguiu localizar inicialmente o corpo da vítima", explicou. Enquanto os mergulhadores realizavam as buscas na lagoa, dois outros bombeiros coordenavam a operação de um catamarã. Uma outra equipe ficou às margens da lagoa. O corpo foi encontrado por volta das 8h10 e levado para reconhecimento da família. Catamarã faz buscas por corpo de jovem desaparecido na Lagoa do Bonfim na Grande Natal Sérgio Henrique Santos/Inter TV O que disse a marina de onde o jet ski partiu Em nota, a Marina Proguard, de onde o jet ski partiu, lamentou o "trágico acontecimento" e disse que a vítima do afogamento era passageiro de jet ski particular e não utilizava colete, "equipamento de segurança básico, obrigatório e fundamental para esse tipo de navegação". "Ademais, é terminantemente proibido pelas normas vigentes estabelecidas pela Marinha do Brasil, conduzir Jet Ski em horário noturno", reforçou a Marina. A empresa informou que encerra as atividade náutica impreterivelmente às 18h aos domingos e qu, portanto, estava fechada no momento do acidente. Segundo a Marina, o comandante ou piloto de toda embarcação "é o único responsável pela sua segurança e dos seus passageiros, e tem óbvio conhecimento da legislação aplicável". "A Marina Proguard não pode exercer poder de polícia nem de fiscalização, mas tão somente de orientação. E somente clientes devidamente habilitados são aceitos em nossa guarderia privada". A empresa informou que acionou todas as autoridades competentes e disponilizou toda a estrutura (catamarã, lanchas e estrutura) para Corpo de Bombeiros e Capitania dos Portos.

