Lúcio Mauro Filho João Cotta/Divulgação Lúcio Mauro Filho contou que teve câncer no intestino, descoberto durante um check-up após um tratamento pós-Covid. O ator relatou que fez exames de controle ao fim do acompanhamento médico e recebeu o diagnóstico nesse processo. LEIA TAMBÉM: Transtorno da Personalidade Borderline pode ter origem genética Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp O chamado câncer de intestino reúne principalmente tumores que atingem o cólon e o reto. A doença pode surgir sem sinais claros nas fases iniciais, o que torna importante a realização dos exames indicados de acordo com a idade, os sintomas e o histórico de cada paciente. Entre os sinais que podem levar à investigação estão sangue nas fezes, mudanças persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal e perda de peso sem explicação. O diagnóstico é feito a partir da avaliação médica e de exames específicos. Entenda mais abaixo. Como é o teste simples que detecta possíveis sinais de câncer no intestino Os sinais que o corpo dá antes do diagnóstico O câncer colorretal (como também é chamado) costuma se manifestar de forma silenciosa nos estágios iniciais. Por isso, reconhecer os sintomas é decisivo. Os principais pontos de atenção são: sangue nas fezes sangramento retal diarreia frequente constipação fezes afinadas por vários dias perda de peso sem motivo aparente cólicas ou dor abdominal persistente anemia sem causa identificada Primeiros sinais do câncer de intestino podem ser percebidos no banheiro Pexels Foi um conjunto parecido de sintomas que levou a cantora Preta Gil a procurar ajuda médica em 2023. Ela relatou ter enfrentado uma prisão de ventre fora do comum — chegou a passar dez dias sem evacuar —, além de notar fezes achatadas, com sangue e muco. O diagnóstico só veio depois de um episódio de sangramento intenso, que a levou ao hospital às pressas. Os exames de imagem já mostraram, na primeira tomografia, um tumor de seis centímetros. O que especialistas explicam é que nesse tipo de câncer, o diagnóstico tem sido um desafio. Isso porque, mesmo que a pessoa perceba esse conjunto de sintomas, acaba não procurando ajuda médica. Uma pesquisa do A.C. Camargo mostra que boa parte da população reconhece os principais sinais de alerta do câncer de intestino, mas ainda falha na busca por diagnóstico. Segundo o levantamento, 9% dos entrevistados afirmaram já ter percebido sangue nas fezes em algum momento, mas quase metade não procurou atendimento médico. G1 em 1 Minuto: Como identificar e prevenir o câncer colorretal Quem deve buscar o rastreamento ou em que fase ele é mais comum? Quase 2 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer de intestino a cada ano no mundo. Também conhecido como câncer colorretal, é o terceiro tipo mais comum. No Brasil, o quadro segue a mesma tendência: segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer colorretal responde por 10% dos novos casos de câncer registrados no país entre homens e mulheres, e a incidência vem crescendo. 🔴 E aqui está um ponto de atenção: embora a maioria dos diagnósticos ainda ocorra em pessoas com mais de 50 anos, os últimos anos trouxeram um aumento alarmante no número de jovens atingidos pela doença. Os pesquisadores ainda não têm certeza absoluta do que está por trás desse avanço entre os jovens, mas apontam como possível explicação o estilo de vida cada vez mais insalubre adotado por essa faixa etária. Câncer de intestino: entenda o novo exame do SUS que pode evitar mortes pela doença O que ajuda a reduzir o risco? De acordo com especialista, esse é um tipo de câncer que está ligado ao estilo de vida. Seis hábitos aparecem como os mais eficazes para diminuir as chances de desenvolver a doença: Alimentação equilibrada: um prato dividido em quatro partes — arroz e feijão ou macarrão, carne magra do tamanho da palma da mão, verduras e legumes. Controle do peso: a obesidade é um dos principais fatores de risco associados ao câncer colorretal. Atividade física regular: entre 40 minutos e uma hora de caminhada por dia já fazem diferença. Não fumar e evitar excesso de álcool: substâncias presentes nesses produtos favorecem mutações celulares. Hidratação adequada: no Brasil, onde o clima é mais quente, a recomendação chega a 3 litros de líquidos por dia, variando conforme peso e nível de atividade física. Evacuação regular: o ideal é não passar de 48 horas sem evacuar, já que as fezes carregam substâncias cancerígenas que não devem ficar em contato prolongado com a mucosa intestinal. A esses hábitos, especialistas somam uma última orientação, talvez a mais simples de seguir: procurar atendimento médico assim que os primeiros sintomas aparecerem — mesmo que pareçam isolados ou pouco graves. Como funciona o exame oferecido pelo SUS No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou recentemente um novo protocolo nacional de rastreamento do câncer colorretal para o Sistema Único de Saúde (SUS). Pelo novo modelo, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres sem sintomas, entre 50 e 75 anos. O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto — invisíveis a olho nu — que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores no intestino. A diferença em relação aos exames antigos de sangue oculto está na tecnologia: o FIT usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que torna o resultado mais preciso
Câncer no intestino: entenda a doença que Lúcio Mauro Filho teve e saiba como diagnosticar
Guia Modelo Escrito em 13/08/2026
Lúcio Mauro Filho João Cotta/Divulgação Lúcio Mauro Filho contou que teve câncer no intestino, descoberto durante um check-up após um tratamento pós-Covid. O ator relatou que fez exames de controle ao fim do acompanhamento médico e recebeu o diagnóstico nesse processo. LEIA TAMBÉM: Transtorno da Personalidade Borderline pode ter origem genética Siga o canal do g1 Bem-Estar no WhatsApp O chamado câncer de intestino reúne principalmente tumores que atingem o cólon e o reto. A doença pode surgir sem sinais claros nas fases iniciais, o que torna importante a realização dos exames indicados de acordo com a idade, os sintomas e o histórico de cada paciente. Entre os sinais que podem levar à investigação estão sangue nas fezes, mudanças persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal e perda de peso sem explicação. O diagnóstico é feito a partir da avaliação médica e de exames específicos. Entenda mais abaixo. Como é o teste simples que detecta possíveis sinais de câncer no intestino Os sinais que o corpo dá antes do diagnóstico O câncer colorretal (como também é chamado) costuma se manifestar de forma silenciosa nos estágios iniciais. Por isso, reconhecer os sintomas é decisivo. Os principais pontos de atenção são: sangue nas fezes sangramento retal diarreia frequente constipação fezes afinadas por vários dias perda de peso sem motivo aparente cólicas ou dor abdominal persistente anemia sem causa identificada Primeiros sinais do câncer de intestino podem ser percebidos no banheiro Pexels Foi um conjunto parecido de sintomas que levou a cantora Preta Gil a procurar ajuda médica em 2023. Ela relatou ter enfrentado uma prisão de ventre fora do comum — chegou a passar dez dias sem evacuar —, além de notar fezes achatadas, com sangue e muco. O diagnóstico só veio depois de um episódio de sangramento intenso, que a levou ao hospital às pressas. Os exames de imagem já mostraram, na primeira tomografia, um tumor de seis centímetros. O que especialistas explicam é que nesse tipo de câncer, o diagnóstico tem sido um desafio. Isso porque, mesmo que a pessoa perceba esse conjunto de sintomas, acaba não procurando ajuda médica. Uma pesquisa do A.C. Camargo mostra que boa parte da população reconhece os principais sinais de alerta do câncer de intestino, mas ainda falha na busca por diagnóstico. Segundo o levantamento, 9% dos entrevistados afirmaram já ter percebido sangue nas fezes em algum momento, mas quase metade não procurou atendimento médico. G1 em 1 Minuto: Como identificar e prevenir o câncer colorretal Quem deve buscar o rastreamento ou em que fase ele é mais comum? Quase 2 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer de intestino a cada ano no mundo. Também conhecido como câncer colorretal, é o terceiro tipo mais comum. No Brasil, o quadro segue a mesma tendência: segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer colorretal responde por 10% dos novos casos de câncer registrados no país entre homens e mulheres, e a incidência vem crescendo. 🔴 E aqui está um ponto de atenção: embora a maioria dos diagnósticos ainda ocorra em pessoas com mais de 50 anos, os últimos anos trouxeram um aumento alarmante no número de jovens atingidos pela doença. Os pesquisadores ainda não têm certeza absoluta do que está por trás desse avanço entre os jovens, mas apontam como possível explicação o estilo de vida cada vez mais insalubre adotado por essa faixa etária. Câncer de intestino: entenda o novo exame do SUS que pode evitar mortes pela doença O que ajuda a reduzir o risco? De acordo com especialista, esse é um tipo de câncer que está ligado ao estilo de vida. Seis hábitos aparecem como os mais eficazes para diminuir as chances de desenvolver a doença: Alimentação equilibrada: um prato dividido em quatro partes — arroz e feijão ou macarrão, carne magra do tamanho da palma da mão, verduras e legumes. Controle do peso: a obesidade é um dos principais fatores de risco associados ao câncer colorretal. Atividade física regular: entre 40 minutos e uma hora de caminhada por dia já fazem diferença. Não fumar e evitar excesso de álcool: substâncias presentes nesses produtos favorecem mutações celulares. Hidratação adequada: no Brasil, onde o clima é mais quente, a recomendação chega a 3 litros de líquidos por dia, variando conforme peso e nível de atividade física. Evacuação regular: o ideal é não passar de 48 horas sem evacuar, já que as fezes carregam substâncias cancerígenas que não devem ficar em contato prolongado com a mucosa intestinal. A esses hábitos, especialistas somam uma última orientação, talvez a mais simples de seguir: procurar atendimento médico assim que os primeiros sintomas aparecerem — mesmo que pareçam isolados ou pouco graves. Como funciona o exame oferecido pelo SUS No Brasil, o Ministério da Saúde anunciou recentemente um novo protocolo nacional de rastreamento do câncer colorretal para o Sistema Único de Saúde (SUS). Pelo novo modelo, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres sem sintomas, entre 50 e 75 anos. O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto — invisíveis a olho nu — que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores no intestino. A diferença em relação aos exames antigos de sangue oculto está na tecnologia: o FIT usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que torna o resultado mais preciso

